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Marechal Ajuda financeira

Conseg pede colaboração da população para garantir apoio e preservar trabalho das instituições policiais de Rondon

Recursos doados ao Conseg possibilitaram a recuperação das viaturas da Polícia Civil, do Proerd, Patrulha Escolar, Rocam e manutenção no Caminhão de Monitoramento do BPFron (Foto: O Presente)

 

Identificar, analisar e procurar resolver as demandas ligadas à segurança pública apresentadas pela sociedade e fazer florescer dentro de cada cidadão o sentimento de que segurança não se faz de forma isolada e para que ela funcione a população precisa interagir com a polícia. Estas são algumas das principais missões dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs) que vêm sendo implantados em diversos municípios pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Por definição, o Conseg se encaixa perfeitamente à orientação do artigo 144 da Constituição Federal do Brasil, quando diz que a preservação da ordem pública é dever do Estado, porém, direito e responsabilidade de todos. Nesse contexto, o Conselho Comunitário de Segurança surge para criar um espaço onde todos pudessem se reunir e pensar estratégias de enfrentamento dos problemas de segurança, tranquilidade e insalubridade da comunidade, orientados pela filosofia de polícia comunitária.

Em Marechal Cândido Rondon, o Conselho foi criado em 06 de junho de 1989, mas, depois de anos desativado, voltou a atuar com força e estrutura em dezembro de 2017. De lá para cá, avanços e melhorias na segurança foram amplamente percebidos, legitimando a importância do Conseg para o município.

Reestruturado e adequado às normas impostas pela legislação, o Conselho, composto por representantes de todas as forças de segurança e membros da sociedade civil organizada, passou então a buscar ações de fortalecimento para que a entidade conseguisse arrecadações direcionadas ao apoio aos órgãos policiais que atuam no município que é, de acordo com o presidente do Conseg, Dante Roque Tonezer, um dos principais objetivos do conselho. “Hoje, com as questões burocráticas da legislação em nível estadual e nacional, a demora para o repasse de recursos é grande, principalmente para manutenção de viaturas”, destaca.

Conforme Tonezer, uma viatura parada significa um cidadão a mais que pode necessitar do trabalho da polícia e não ter atendimento. “As polícias devem estar prontas para atender todos os tipos de ocorrências, mas para isso precisam ter como se locomover”, expõe.

Diante desse cenário, o presidente do Conseg define a entidade como um elo de amparo entre a comunidade e as forças policiais, além de ser um meio que possibilita a integração da população com as unidades de segurança tendo em vista a resolução dos problemas. “O Conseg é uma ferramenta a mais para agilizar as ações policiais. Por exemplo, hoje (ontem) ocorreu uma situação em que a polícia estava com uma viatura parada por falta de óleo. Em duas horas resolvemos a situação”, diz, acrescentando: “Apesar de essa responsabilidade ser do Governo do Estado, a burocracia e demora nos trâmites compromete o serviço prestado pelos órgãos policiais à população, pois se a polícia não tem ferramentas para dar contrapartida quem é prejudicada é a sociedade, e não podemos aceitar que uma viatura praticamente nova fique parada”.

Por outro lado, também cabe ao Conseg cobrar resultados das instituições de segurança. “Percebemos que eles estão motivados e procurando fazer o melhor possível para que a sociedade esteja mais segura”, menciona. “Mas para podermos fazer esse trabalho vale a conscientização. Nós temos várias formas de arrecadação de recursos, sendo uma delas através da conta de água pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) ou então pelo pagamento de boleto. Pode ser doado qualquer valor e qualquer munícipe pode fazer essa contribuição. Nós temos R$ 1, R$ 2, R$ 5, o que for possível. Nós temos 20 mil contas de água no município, se cada um desse uma contribuição, a contrapartida com certeza viria. Além disso, nós repassamos 100% do valor para as polícias”, explica Tonezer.

É por intermédio dessas doações que já nos primeiros meses de 2019 o Conselho conseguiu agilizar o processo para o conserto de viaturas de diversas forças policiais de Marechal Rondon, somando um valor aproximado de R$ 2.850.

Segundo Tonezer, os recursos também possibilitaram a recuperação das viaturas da Polícia Civil, do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), Patrulha Escolar (BPEC), Rondas Ostensivas com Aplicação de Motocicletas (Rocam) e manutenção no Caminhão de Monitoramento do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). “Os recursos são pequenos, mas, na medida do possível, estamos fazendo um esforço para dar esse amparo. O que a sociedade pode fazer é de uma forma voluntária e espontânea repassar alguma forma de recurso para o Conselho. Temos várias pessoas que contribuem, inclusive empresas, porque é um bem comum para beneficiar nossa segurança”, ressalta.

 

Ações de reforço à segurança

Em contrapartida aos recursos doados, o presidente do Conseg defende que os órgãos policiais estão dando respostas à altura, amparando o município quando o assunto é segurança. “Várias ações estão sendo desenvolvidas e muitos resultados positivos já foram alcançados”, enaltece.

Exemplo disso são os grupos de vizinhos vigilantes que formam uma grande corrente de aliados da segurança. Iniciativas desse cunho cresceram nos bairros rondonenses. “Já percorremos todas as comunidades do município explicando o intuito da ação que, inclusive, já inibiu vários assaltos nos locais onde há essa organização. As pessoas usam os grupos do WhatsApp e quando percebem alguma movimentação suspeita ou algo que represente perigo começam a se comunicar com os vizinhos e também acionam a PM (Polícia Militar)”, detalha Tonezer. “A polícia tem nos orientado bastante, mas vale lembrar da atenção por parte da população para que tenhamos sempre todos os cuidados para não facilitar ações criminosas”, completa.

Tonezer revela ainda que novas ações e programas estão em fase de implementação, como é o caso da instalação de aproximadamente 100 câmeras de monitoramento ao longo de todo perímetro urbano de Marechal Rondon, especialmente em áreas de comércio, escola, bairros e outros locais com maior circulação de pessoas. “É uma questão que ainda está em fase de estudos, mas que vai contribuir para uma maior segurança dentro do município”, pontua, emendando: “É uma preocupação muito grande da sociedade organizada e o que podemos oferecer é o nosso trabalho para propor uma cidade mais segura”.

Outra ação mencionada por ele será a incorporação do trabalho dos cães farejadores do Canil do BPFron em fiscalizações especialmente nos bairros do município. “É uma ferramenta a mais na repressão da criminalidade, preservando a população. Lembrando que são ações estratégicas de segurança das próprias polícias. Nós apenas damos apoio e amparo para a execução”, frisa.

 

Presidente do Conseg, Dante Roque Tonezer: “Hoje, com as questões burocráticas da legislação em nível estadual e nacional, a demora para o repasse de recursos é grande, principalmente para manutenção de viaturas” (Foto: O Presente)

 

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