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Consultas ao SPC em Marechal Rondon reduzem 17% no 1º semestre de 2020

calendar_month 21 de agosto de 2020
6 min de leitura

As consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) feitas por meio da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar) reduziram, em média, 17,85% de janeiro a junho de 2020 em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já a inadimplência, neste período, recuou cerca de 38,15% no município.

De acordo com o vice-presidente de Informações Cadastrais e Proteção ao Crédito da Acimacar, Eduardo Berndt, responsável pelo SPC, o fechamento do comércio por algumas semanas, tanto nos meses de março e abril quanto em julho, como medida de prevenção ao avanço de contágio da Covid-19, e a instabilidade financeira provocada pela pandemia fizeram com que menos pessoas saíssem da inadimplência, ou seja, 14,86% a menos dos devedores locais conseguiram quitar seus compromissos. “Estamos vivendo um momento atípico, sem padrões de comparação. E não havendo padrões para comparar é difícil tirar conclusões estatísticas além da apresentação dos dados atuais”, pontua Berndt.

Segundo ele, é possível afirmar que a Covid-19 é a variável determinante em todo o contexto econômico atual. “Iniciamos o ano de 2020 com uma expectativa de crescimento econômico que foi derrubada a partir do mês de março”, destaca.

 

PRAZO ESTENDIDO

Berndt comenta que diante do acordo da Associação Brasileira de Bureaus de Crédito (ANBC), em entendimento pelo momento da pandemia, foi permitido mais tempo para que o consumidor buscasse resolver sua situação de atraso nos pagamentos. Com isso, menciona, cadastros passaram a ser incluídos em até 45 dias, possibilitando um prazo maior para o consumidor se restabelecer. “Por isso a baixa no número de inclusões de novos inadimplentes”, expõe.

 

COMPREENSÃO DO EMPRESÁRIO

Conforme o vice-presidente de Informações Cadastrais e Proteção ao Crédito da Acimacar, embora a busca pelo crédito tenha diminuído em média 17,8% no que tange às consultas feitas pelos comerciantes rondonenses, a inadimplência registrada dentro do sistema diminuiu 38% no mesmo período. “Isso demonstra o compromisso do empresário em não agravar a situação econômica do cliente inadimplente nesse momento em que a busca de um novo crédito pode ser essencial até para a subsistência familiar”, pontua, acrescentando: “Digo isso com muito orgulho de nossos empresários, que, embora estejam passando por muita dificuldade na manutenção financeira de suas empresas e ainda busquem a cobrança junto aos seus clientes, também mantêm o compromisso de entender a situação de cada consumidor que teve perda de renda”.

 

FAMÍLIAS ENDIVIDADAS

Berndt diz que, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o número de famílias endividadas no Brasil no mês de julho ultrapassou os 67%, sendo que em alguns setores empresariais, principalmente o de serviços, a inadimplência está acima dos 50%. “Fico feliz que as empresas, mesmo com tantas dificuldades internas, prezem pelo relacionamento e a compreensão para com seus clientes. A inclusão é uma ferramenta de uso inevitável, mas essa compreensão por parte do empresário tem auxiliado muito o consumidor para que não perca ainda mais seu acesso ao crédito”, enfatiza.

 

MENOS BAIXAS NO SPC

Com dinheiro mais curto, reduziu também o número de pessoas que conseguiram pagar as suas dívidas, baixando de 340 no primeiro semestre do ano passado para 296 no mesmo período deste ano, com queda de 14,86% nas baixas.

O responsável pelo SPC orienta o cidadão a negociar para honrar seus compromissos e com isso ter acesso ao crédito. “O número de baixas, ou seja, do grupo de pessoas que honrou no semestre alguma dívida atrasada e que voltou a ter acesso ao crédito, é justificável pela necessidade da busca de novos créditos. Em um momento de dificuldade econômica e queda de renda, a busca pelo crédito se torna essencial, e a inadimplência anterior limita essa busca. Logo, resolver um problema de inadimplência dá acesso a novas tomadas de crédito por parte do consumidor”, ressalta.

De acordo com Berndt, priorizar uma dívida em atraso para ter de volta o acesso ao crédito é uma estratégia para o consumidor passar por este tempo de dificuldade. “E isto é positivo desde que esta nova tomada de crédito seja cumprida, pois o comércio também necessita de novas vendas para suportar a queda de receitas dentro da empresa”, frisa.

 

BUSCA POR CRÉDITO

O responsável pelo SPC menciona que a busca por crédito diminuiu ao longo deste primeiro semestre. “Dois fatores são determinantes para isso. O primeiro é que o consumidor, ao sentir a retração de sua entrada de renda, segura a aquisição de novas dívidas. O segundo é que as empresas, também limitadas financeiramente, perdem seu fluxo de caixa e limitam o crédito. Esse comportamento de cautela é esperado tanto da parte do cliente quanto do empresário”, observa.

 

RECOMENDAÇÃO

O crédito, destaca Berndt, é essencial para o consumo básico e para a conquista de qualquer sonho. “É uma ferramenta de acesso ao consumo que não pode ser ignorada pelo cliente, mas também um instrumento de venda que não deve ser menosprezado pelo comerciante. Minha recomendação é que o consumidor faça as contas e evite o superendividamento. Uma renda comprometida em mais de 30% leva ao início de um processo de endividamento. Neste tempo, creio que seja difícil não comprometer a renda entre 40% e 50% considerando todos os fatores de impacto econômico, e isso exige ainda mais atenção por parte do consumidor. Buscar manter-se neste nível ou até orientar determinado esforço para diminuir esse percentual de endividamento é o ideal, o que representa a saúde financeira da família”, assinala, reforçando: “O ideal é manter o nome limpo e negociar dívidas antigas e este é o momento para essas renegociações, pois as empresas também necessitam mais do que antes dessa entrada de recursos em seus caixas”, enaltece.

 

DICA AO EMPRESÁRIO

A fase aos empresários, de acordo com o responsável pelo SPC, é de cautela na concessão de crédito. “O momento é de observar mais variáveis durante a concessão, como o histórico do cliente com a empresa, conhecer sua atividade profissional, entender a posição deste cliente dentro da situação econômica do momento. Precisamos entender que negar crédito não é maldade do empresário, mas, sim, um cuidado para com sua empresa que vive uma sensibilidade jamais vista e que inicia todo mês sem ter a certeza de como passará os próximos 30 dias em relação às suas vendas”, salienta. “Negar crédito é deixar de assumir um risco que neste momento não é possível adquirir. Ceder crédito é assumir um benefício diante do consumidor na expectativa de um retorno financeiro que contribua para a manutenção da empresa”, evidencia.

Berndt enaltece que o consumidor precisa ter respeito pelas empresas que lhe cedem crédito neste período de grandes incertezas. “É uma confiança dada que precisa ser retribuída por parte deste com a busca do cumprimento nos pagamentos. Só quem precisa suprir uma necessidade imediata e que não possui o valor disponível para essa aquisição sabe o significado da aprovação de um crédito por parte da empresa. É uma relação de cuidado, que precisa e merece todo o empenho possível”, finaliza.

 

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