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Marechal

Consumo maior que a “produção” gera racionamento de água a partir de hoje em Rondon

calendar_month 25 de novembro de 2019
4 min de leitura

O consumo de água consideravelmente maior do que a “produção”, motivado pelo calor devido às altas temperaturas e à escassez hídrica por causa da falta de chuvas, levou a diretoria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) a anunciar na última quinta-feira (21) o racionamento de água no município de Marechal Cândido Rondon.

De acordo com o diretor técnico e operacional do Saae, engenheiro Vitor Giacobbo, a medida objetiva conscientizar a população sobre o uso adequado da água para tentar evitar a falta deste recurso. “Há 90 dias fornecíamos 11 milhões de litros de água por dia, porém esse consumo cresceu e na última quarta-feira (20) chegou ao auge de 15 milhões de litros de água consumidos na sede municipal. Ao considerar que nossa capacidade é para 14,5 milhões de litros, constatamos consumir mais água do que conseguimos produzir”, frisa, ao revelar a decisão da autarquia.

Segundo ele, a lei do saneamento básico obriga as companhias a fornecerem água com um quilo até quilos de pressão, sendo que o Saae vinha fornecendo água a dois quilos de pressão. “Para diminuir o consumo vamos reduzir a pressão ao mínimo exigido, um quilo. O intuito com esta ação é que a população tenha água todos os dias e o dia todo, no entanto com menos força”, destacou ao O Presente.

Serão atingidas as regiões I e II da cidade, compreendendo o centro de Marechal Rondon e os bairros Boa Vista, Vila Gaúcha, Ana Paula, São Lucas, Espigão, Alvorada, Líder, Universitário, Primavera, Marechal e São Francisco. O Saae alerta que em determinados locais ou regiões altas pode haver desabastecimento, haja vista que com um quilo de pressão a água consegue subir em torno de dez metros de altura.

 

PLANEJAMENTO

Diante do racionamento, a equipe técnica da autarquia planeja a distribuição controlada de água, cujo horário previsto para o fechamento da saída de água deve ser entre meia-noite e cinco horas da madrugada. “Nossa ideia é não atrapalhar a vida das pessoas, pois nesse horário poucos fazem uso do recurso hídrico”, expõe.

No período de desligamento os poços artesianos terão tempo para descansar e recuperar suas forças na tentativa de viabilizar distribuição diurna de água. Giacobbo enfatiza que qualquer decisão será amplamente divulgada nos veículos de comunicação. “Em municípios como Cascavel e Toledo o racionamento acontece há cerca de 30 dias, nós conseguimos gerenciar até agora, contudo chegou a hora de racionar água”, ressalta.

 

COLABORAÇÃO

Giacobbo informa que 20 mil relógios d’água estão instalados na zona urbana rondonense, sendo que uma ideia seria diminuir cinco litros em 30% dos relógios, representando economia de seis mil litros de água. “Não significa que a população esteja desperdiçando, mas entendemos que o consumo pode ser mais responsável, principalmente com banhos mais rápidos”, pontua.

O diretor técnico e operacional do Saae pede a colaboração dos cidadãos no sentido de evitar lavar carros com mangueira, regar jardins com água potável, lavar calçadas, além de outras atividades que devem ser evitadas ou feitas com menor frequência. “Outro ponto importante é verificar o encanamento para que não possua nenhum vazamento”, orienta.

 

PROBLEMA MUNICIPAL

Ele comenta que a escassez no abastecimento de água é um problema observado tanto na sede como nos distritos. “Temos cerca de 42 linhas de distribuição de água em áreas rurais e nas últimas semanas uma linha apresenta problema a cada dia, o que tem feito os munícipes procurarem ajuda da administração municipal para buscar água”, expõe.

A situação, acrescenta, se mostra mais grave no interior devido ao montante de animais que dependem da água distribuída pelo Saae para se manter. “Produtores de aves, leite, pecuaristas, suinocultores e piscicultores estão preocupados com o bem-estar de seus animais. Todas as aves morrem se faltar água um dia no aviário. Nós chegamos a ter agricultores buscando água na sede para seu abastecimento”, salienta Giacobbo.

 

O Presente

 

Diretor técnico e operacional do Saae, Vitor Giacobbo: “Estamos consumindo mais do que produzimos. É o limite do limite. Queremos evitar o desabastecimento” (Foto: O Presente)

 

 

 

 
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