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Contratações de empréstimos crescem 130% em Marechal Rondon

calendar_month 3 de março de 2022
5 min de leitura

Utilizados como uma “salvação” em meio às dificuldades, os empréstimos financeiros seguem sendo bastante procurados. No Sicoob Confiança, por exemplo, foi constatado um crescimento na busca por crédito de aproximadamente 130% nos últimos dois anos se comparados com tempos pré-pandemia.

“O volume de empréstimos em 2021 foi semelhante a 2020, com alto volume de contratações, e a expectativa é que neste ano siga no mesmo ritmo ou seja até superior”, comenta o gestor de crédito da cooperativa, Leandro Leodir Lunkes.

Segundo ele, o índice de inadimplência, em geral, é abaixo de 1%. “Em janeiro deste ano houve pequena alta para 1,04%”, relata.

 

Taxas reajustadas

Lunkes diz que em 2020 os empréstimos contaram com taxas de juros significativamente menores e que a partir do segundo semestre do ano passado os índices foram reajustados para cima. “Isso ocorre, principalmente, devido ao aumento da taxa básica de juros (Selic), que saltou de 2% do início de 2021 para os atuais 10,75% a.a. Entretanto, a cooperativa tem buscado ofertar aos seus associados as taxas mais competitivas possíveis para atendê-los”, assegura.

O período entre abril e novembro de 2020 e 2021 teve a maior alta nas contratações no Sicoob Confiança. “Principalmente quando houve disponibilização de recursos via Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e Fampe (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas) e em dezembro, que é um mês em que são feitos pagamentos de 13º e férias coletivas, por exemplo”, detalha.

Já o período com menos contratações, conforme o gestor de crédito, foi janeiro de 2021.

 

Perfil dos contratantes

Lunkes menciona que a maioria das contratações feitas em 2020 partiram de empresários. “Em 2021 houve um crescimento significativo de empréstimos para produtores rurais, representando um crescimento de 136% em termos de volume comparado com o ano anterior”, salienta.

De acordo com o gestor, as finalidades dos créditos são diversificadas, mas se destacam as linhas de financiamento de bens e de capital de giro. “Nas linhas rurais, além de custeios agropecuários, houve crescente demanda para linhas de investimento para aquisição de maquinários e construção de empreendimentos (pocilgas, aviários e açudes)”, expõe.

Gestor de crédito do Sicoob Confiança, Leandro Lunkes: “O volume de empréstimos em 2021 foi semelhante a 2020, com alto volume de contratações, e a expectativa é que neste ano siga no mesmo ritmo ou seja até superior” (Foto: Divulgação)

 

 

Alta da Selic

Conforme o gerente de Desenvolvimento de Negócios/Crédito da Sicredi Aliança, Dilvane Moura, apesar da demanda por crédito estar em alta, é possível que haja uma redução gradativa em virtude da alta da taxa Selic. “Em 2019 registramos no crédito comercial um crescimento líquido de em torno de 30% na carteira de crédito total. Em 2020 houve um crescimento maior, de cerca de 50%, e em 2021 alcançamos 44% de crescimento no crédito comercial. Viramos o ano para 2022 mantendo o ritmo forte por demandas de crédito”, comenta.

A tendência, contudo, é de estabilização. “Vamos manter algumas linhas específicas com maior volume de concessão, principalmente com finalidades de financiamentos para energia solar, veículos, construção e reforma, bem como as linhas de consignados, que se mantêm aquecidas”, pontua.

O primeiro e o último trimestre do ano, segundo Moura, são os períodos de maior demanda por crédito, porém ele diz que não há uma sazonalidade definida. “A exemplo de um crédito rural, há períodos com volumes concentrados de contratações como em início de Plano Safra e algumas ações promocionais com condições especiais também movimentam outros setores no período em que são realizadas”, aponta.

Ele destaca que os empréstimos são concedidos dentro da capacidade de pagamento do associado. “Ao longo do ano de 2021 tivemos manutenção dos índices de inadimplência a patamares baixos. Historicamente em relação às operações com atrasos maiores que 90 dias temos um indicador baixo, próximo a 0,80% no conceito amplo. Nos primeiros 15 dias de atraso temos uma pequena variação no indicador em torno de 2,15%, também no conceito amplo”, informa.

 

Veículos, máquinas e energia solar

O gerente de Desenvolvimento de Negócios/Crédito da Sicredi revela que os financiamentos mais recorrentes são para veículos, máquinas e equipamentos, energia solar, imóveis, linhas de construção e reforma entre outros. Por outro lado, os empréstimos pessoais são contratados sem finalidades “dadas”. “Como o próprio nome já diz, são demandas frequentes para despesas pessoais. Podem ser para pagar dívidas, gastos extrapolados no mês, para antecipar valor e cobrir algum compromisso financeiro”, sugere.

Moura relata que, no início da pandemia, a demanda por crédito aconteceu devido ao alto impacto no faturamento das empresas e à forte retração econômica experimentada em todo o país, o que fez com que muitas pessoas procurassem crédito para manutenção dos negócios. “No decorrer do tempo, a procura por crédito veio se alternando entre capital de giro e investimentos, tanto para pequenas empresas, médias ou grandes”, aponta, lembrando que também houve busca por crédito por parte de pessoas físicas.

 

Gerente de Desenvolvimento de Negócios/Crédito da Sicredi Aliança, Dilvane Moura: “Financiamentos mais recorrentes são para veículos, máquinas e equipamentos, energia solar, imóveis, linhas de construção e reforma” (Foto: Divulgação)

 

 

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