Uma das campanhas que mais vem ganhando força e atenção da sociedade é a Setembro Amarelo, a qual visa a prevenção ao suicídio. Engajada com os propósitos da campanha e para disseminar aos seus colaboradores a importância desta, a Cooperativa Agroindustrial Copagril, com o apoio da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), realizou na tarde desta quarta-feira (25) uma palestra para seus funcionários com a psicóloga Luciana Borgmann, a qual proferiu sobre a depressão e o suicídio.
Segundo a psicóloga, tratar desses assuntos ainda é um tabu na sociedade em geral, porém, “não existe outra forma de combatermos o suicídio. Precisamos falar sobre o assunto, conversar com as pessoas sobre nossos sentimentos e oferecer ajuda caso identificarmos alguém que não esteja bem emocionalmente”, comentou Luciana Borgmann.
Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, mais de 50% das pessoas que cometem suicídio nunca se consultaram com um profissional de saúde mental, o que, segundo Luciana é um problema que precisa ser corrigido. “O cérebro é um órgão que precisa ser cuidado assim como os outros. Por exemplo: quando temos um problema no joelho, procuramos um ortopedista, portanto, quando temos algum problema cerebral, é imprescindível que busquemos ajuda de um psiquiatra ou neurologista. Precisamos quebrar esses tabus e buscar os profissionais que estão preparados para nos ajudar”, destacou Luciana.
APOIO
Dentre diversos assuntos e dicas proferidas, a psiquiatra ainda destacou a importância da família, desde os primeiros anos de vida. “O acolhimento familiar desde os primeiros dias de vida, os vínculos de amor e confiança, principalmente na adolescência, que é uma fase de transição, são fundamentais para termos uma estrutura emocional bem formada. Ter a família e amigos por perto, nos deixa mais fortes emocionalmente para superarmos as situações de adversidades que são naturais no decorrer da nossa vida”, frisou a profissional.
AJUDAR E BUSCAR AJUDA
Na palestra ainda foram dadas dicas sobre as formas adequadas de ajuda emocional. “Caso você identifique que um colega, amigo ou familiar demostra apatia, desânimo, falta de relacionamento, falta de cuidados higiênicos ou de vaidade, ofereça-se para conversar, demonstre que você está preocupado, talvez seja isso que essa pessoa está precisando”, indicou a psicóloga.
Finalizando o evento, a psicóloga ainda deu dicas àqueles que têm algum pensamento depressivo. “Não existe outra forma de combater esses sentimentos a não ser buscar ajuda, falar sobre nossos sentimentos com alguém que possa nos ajudar. Por isso é muito importante buscar ajuda antes de chegar em casos extremos”, finalizou a Luciana Borgmann.
Com assessoria