Estamos acostumados a apertar o interruptor de casa e a luz acender. Algo tão habitual que muitas vezes não damos a importância que merece. No entanto, a energia elétrica que chega fácil em nossos lares e faz máquinas e equipamentos funcionarem passa por um longo processo desde a geração até a distribuição.
E com o crescimento das cidades, é claro, o consumo aumenta, assim como a preocupação em gerar mais e aprimorar o fornecimento energético. E foi essa preocupação que levou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a investir na construção de uma nova subestação batizada de Vila Gaúcha, localizada na estrada do Clube Lira em Marechal Cândido Rondon.
O projeto iniciou há dois anos e compreende a implantação de novas redes, linhas de transmissão – que totalizam 12 quilômetros com estruturas metálicas que irão separar a linha Marechal, Santa Helena e futuramente Guaíra -, além de 1,5 mil metros de linhas subterrâneas de média tensão, instalação de postes, transformadores e outros equipamentos.
O valor total do investimento deve ultrapassar R$ 30 milhões até 2020, explica o gerente de serviços da Copel de Marechal Rondon, Carlos Eduardo Galina.
De acordo com ele, a nova estrutura atenderá inicialmente cerca de 20 mil consumidores do município rondonense e de Pato Bragado, sendo que a previsão é que entre em operação em dezembro do próximo ano. Ou seja, isso representa parte dos consumidores que hoje são atendidos pela subestação já existente, localizada na Avenida Írio Jacob Welp e que se encontra quase no limite de sua capacidade.
Além de Marechal Rondon, a subestação atual é responsável pelo fornecimento de energia para os municípios que integram a comarca: Quatro Pontes, Mercedes, Pato Bragado, Nova Santa Rosa e Entre Rios do Oeste.
MELHORIAS PODEM REFLETIR NA ECONOMIA
De acordo com o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Reinar Seyboth, a prefeitura vê com bons olhos os investimentos e acredita que isso ajudará a atrair novas indústrias para a cidade. “Quando uma grande empresa pretende investir no município, um dos critérios para futuras instalações está relacionado à capacidade de fornecimento de energia elétrica”, aponta.
“Algumas empresas estão com interesse em investir no município e quem sabe com isso e os incentivos oferecidos pelo Poder Público possam alavancar novos investimentos, gerando emprego e renda para Marechal Rondon”, completa.
PROBLEMAS NA CIDADE E NO INTERIOR
Guilherme Maron cria gado de leite na Linha Gaúcha, área urbana do município rondonense. Ele possui 15 vacas e conta que quando acaba a luz o jeito é pedir socorro à vizinhança para ordenhar os animais. “Nós puxamos uma extensão da casa do vizinho até a ordenhadeira. Isso é possível porque as residências vizinhas à chácara pertencem a outra rede. Ou faz assim ou é preciso ordenhar na mão mesmo”, comenta o produtor.
“As quedas de energia não são constantes onde moro, mas quando acontecem causam um grande transtorno”, diz Nelci Weyand, moradora do centro. Para ela, toda melhoria é sempre bem-vinda. “Apesar de onde moro cair pouco a luz, tenho muitos parentes que moram no interior e dependem de energia pra fazer o trabalho deles e me preocupo com isso também”, afirma.
O produtor rural e morador do distrito de Novo Três Passos, Cleiton Gustavo, conta que é comum as interrupções de energia, principalmente quando ocorre temporal. “Ligamos para a Copel e dizem que logo irão resolver, mas o problema é que na maioria das vezes demora horas para ser resolvido. Temos gado de leite e precisamos de energia para ordenhar as vacas e para gelar o leite. Na última vez que isso aconteceu ficamos mais de 25 horas sem energia”, revela.
Depois de pronta, a subestação ajudará a suprir a demanda e, consequentemente, diminuir as quedas de energia. Um grande problema enfrentado pela população, tanto da cidade quanto, principalmente, na região rural dos municípios.
Com assessoria