Segundo informações do Corpo de Bombeiros rondonense, foram atendidos 100 acidentes de trânsito no primeiro quadrimestre de 2022, sendo 59 colisões, 25 quedas de veículos e 26 ocorrências de outro tipo. O número é 31% menor do que os acidentes atendidos pelo órgão no mesmo período de 2021 (152) e 63% menor do que 2019 (178).
“Houve uma diminuição de cerca de 31% neste ano em relação à média dos anos anteriores. No entanto, vale ressaltar que os anos anteriores foram de pandemia e a comparação é prejudicada, porque a maior parte dos acidentes está relacionada a comportamento e ele foi diferente nestes dois últimos anos. Com relação a 2019, sem Covid-19, a diminuição no número de ocorrências aumenta ainda mais: 63%. É uma redução grande”, menciona o comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, capitão Guilherme Rodrigues de Lima.
Colisões lideram ranking
Lima pontua que as colisões seguem sendo o principal tipo de acidente. “Geralmente, as traseiras e laterais são em maior quantidade e as frontais têm maior gravidade. Nenhum tipo de acidente ‘despontou’ e a proporção entre as ocorrências se mantém”, expõe.
O cruzamento das avenidas Rio Grande do Sul e Maripá é o que demanda mais atendimentos do Corpo de Bombeiros devido ao maior fluxo de veículos que acabam se cruzando neste ponto, salienta o comandante.
Vítimas do descuido
Consequentemente, o número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas pelos bombeiros em Marechal Rondon também diminuiu, passando de 178 em 2019 para 113 no 1º quadrimestre de 2022: uma redução de 36%. “A maior parte, 69%, são acidentes com vítimas com ferimentos leves, o que indica que a maior parte dos acidentes acontece por falta de atenção, descuido e distrações”, indica.
Entre as vítimas do 1º quadrimestre de 2022, 78 tiveram ferimentos leves, 18 tiveram ferimentos moderados, seis tiveram ferimentos graves, três faleceram e oito saíram ilesas, enumera Lima. “Normalmente, o Corpo de Bombeiros não atende acidentes com vítimas ilesas, mas algumas ocorrências passam pela triagem e suspeita-se que foi grave, o que é descartado quando a equipe chega ao local. Também pode se estranhar a quantidade de óbitos, sendo que recentemente tivemos uma ocorrência com um número maior de óbitos. As estatísticas do Corpo de Bombeiros contabilizam os óbitos constatados in loco, então não entra casos em que a vítima morre no hospital ou quando o atendimento é feito pelo Samu”, explica.

Falha humana
O comandante do Corpo de Bombeiros diz que a maioria dos acidentes acontece por desatenção ou negligência, o que contribui aos muitos atendimentos com gravidade leve. “Por outro lado, o álcool e a imprudência estão relacionados à gravidade das vítimas. Não é uma regra, mas uma correlação estatística”, analisa.
Ele reforça que acidentes sem vítimas e outras ocorrências de menor gravidade por vezes não são atendidos pelo Corpo de Bombeiros, ou seja, o número real de acidentes de trânsito é maior que o das estatísticas. “Poucos acidentes têm causas mecânicas ou acontecem devido a condições climáticas ou das vias. É preciso que as pessoas tenham em mente que os acidentes são causados por ações humanas e comportamentos. Então, o respeito à sinalização de trânsito, utilização de cinto de segurança, não utilizar celular ao dirigir, não beber e manter distância de outros veículos são exemplos de ações que, se forem incorporadas ao modo de dirigir, diminuem o número de ocorrências, de vítimas e a gravidade das lesões apresentadas”, orienta.

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