Conhecer a base prática e filosófica do conhecimento gnóstico para aplicar em sua própria vida. Essa é a proposta do curso gratuito de Gnosis: a filosofia do autoconhecimento, projeto desenvolvido pela Associação Cultural Gnóstica Samael Lakhsmi, de Marechal Cândido Rondon, e que será realizado a partir do próximo dia 18, no auditório na unidade rondonense do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Como forma de abertura e também de apresentação do curso, uma conferência pública e também gratuita acontece nesta segunda-feira (11), às 19 horas, também no auditório do Sesc, e as vagas são limitadas.
De acordo com o professor, conferencista e coordenador da Associação Cultural Gnóstica Samael Lakhsmi, Christian Kuhn, o curso de Gnosis busca despertar possibilidades adormecidas através do autoconhecimento e aborda temas sobre Psicologia, Filosofia, relações humanas, saúde, qualidade de vida, metafísica, entre outros. “Quando falamos em autoconhecimento não podemos imaginar que exista um manual de instruções para a gente ser feliz. O que os antigos diziam por felicidade é um pouco diferente do que a gente vê hoje, quando a felicidade é vista como meramente a satisfação dos desejos”, destaca.
O curso terá duração de aproximadamente quatro meses, sendo realizada uma conferência semanal, sempre nas segundas-feiras, às 19 horas. “Para as pessoas que não forem à palestra, mas que tenham interesse em participar do curso, basta comparecer durante a semana no Sesc e preencher o formulário de inscrição, ou ainda na página do evento do Facebook tem um formulário on-line para inscrição”, explica Kuhn.
Segundo o conferencista, a primeira palestra é uma introdução do que será discutido ao longo do curso e na semana seguinte começam as conferências temáticas. “O foco do curso é a pessoa se conhecer para então conhecer os mistérios do mundo”, ressalta.
Ao longo dos meses de curso serão realizadas 22 conferências. “Dependendo da complexidade do assunto pode ser que a gente faça até duas conferências em um único dia, mas esse é o máximo, porque cada uma dura em torno de uma hora e são complexas”, expõe.
O curso
O curso de autoconhecimento é muito amplo e por isso será dividido em três módulos. No primeiro módulo, conforme Kuhn, serão trabalhadas questões voltadas à Psicologia e ao autoconhecimento, ensinando as noções básicas na prática, sem restrições de público e com pouco conteúdo teórico ou conceitual. “Entregamos as chaves para o autoconhecimento. Com 22 conferências distribuídas ao longo do curso, nesse primeiro módulo são passadas algumas práticas e leituras para a pessoa conhecer a si mesma. É uma psicologia muito simples, nada acadêmico”, frisa o conferencista.
No segundo módulo será abordada a Antropologia e as relações humanas. “Antropologia é o estudo do homem, então estudamos as civilizações antigas, fornecendo chaves de interpretação antropológicas dessas antigas civilizações, simbolismo e relações humanas, ou seja, noções básicas de como se relacionar bem com outras pessoas”, menciona.
Metafísica e alquimia serão os assuntos discutidos no terceiro e último módulo do curso. “Esses assuntos são transcendentais e complexos, como carma, espiritualidade em geral, vida após a morte, estados de ‘quase morte’, magia, etc”, pontua Kuhn.
Ele enaltece que assuntos mais metafísicos ou místicos são tratados ao final do curso porque as pessoas precisam de uma preparação psicológica e de um acompanhamento para terem uma melhor compreensão. “Muitos começam a pesquisar essas coisas na internet e lá tem muitas informações, mas as pessoas precisam de instrução adequada. Então deixamos isso para o final para que a pessoa tenha uma base para entender melhor essas questões”, salienta.
Chaves do autoconhecimento
Sem fins lucrativos e com sede no Monte Olimpo, na Grécia, a Associação Cultural Gnóstica Samael Lakhsmi tem por objetivo entregar às pessoas as chaves do autoconhecimento. “Gnosis, em grego, significa conhecimento, mas, ao longo do tempo, quem estuda Filosofia e História descobre que o próprio conceito de conhecimento foi se modificando ao longo do tempo, de modo que hoje em dia quando a gente fala em conhecimento logo já pensa em algo meramente teórico e acadêmico”, diz Kuhn.
O conhecimento, para ele, tem um sentido mais transcendental fundado no autoconhecimento. “Os antigos acreditavam que para a gente conhecer o universo exterior era necessário conhecer o nosso universo interior. Nós nos conhecendo, por analogia, compreenderíamos o universo”, finaliza.

O Presente