A fotografia, quando nasce da alma, transcende o simples registro da realidade. É nesse território de sensibilidade e expressão que se encontra a obra da fotógrafa Marina Detsch, filha de Marechal Cândido Rondon, que neste mês levou sua arte às ruas e galerias de Atenas, na Grécia.
Marina não nasceu em Marechal, mas se considera uma rondonense. Sua família é natural do município. Ela estudou no Colégio Martin Luther e traz na memória o Hotel Fenícia, que pertencia aos seus pais.
Formada em Publicidade e Propaganda pela FAG/Toledo, em 2016, Marina mudou-se para a Alemanha ao lado do marido Matheus Ramos, bastante conhecido em Marechal, especialmente por sua torcida apaixonada pelo futsal local. A vida, no entanto, a surpreendeu com a perda dele em 2018. Foi nesse momento que a fotografia deixou de ser apenas paixão e se tornou linguagem: os autorretratos viraram forma de luto, resistência e renascimento.
Em 2021, Marina mergulhou no universo do filme analógico, explorando temas como traumas, espiritualidade e vulnerabilidade. Sua arte passou a ser o que as palavras não conseguiam traduzir.
Recentemente, a fotógrafa se mudou para a Grécia, onde encontrou uma comunidade artística que a acolheu. Desde então, seu trabalho já foi publicado pela editora norte-americana Titan Contemporary, ela foi convidada a palestrar na ilha de Syros e, em abril, participou de duas exposições em Atenas:
Holy Art Gallery, realizada na icônica praça Monastiraki, aos pés da Acrópole.
Fundação Michael Cacoyannis, uma das mais prestigiadas galerias da capital grega, reunindo artistas de diversas partes do mundo.
Entre memórias de Marechal e o presente pulsante da cena artística europeia, Marina constrói uma narrativa que é ao mesmo tempo íntima e universal. Sua fotografia não apenas revela imagens, mas abre janelas para sentimentos que habitam todos nós.










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