O Presente
Marechal

Defesa de empresário rondonense preso pelo Gaeco aguarda decisão sobre pedido de liberdade

calendar_month 18 de maio de 2018
2 min de leitura

A defesa do empresário de Marechal Cândido Rondon detido no último dia 09 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a partir da Operação Saruê, protocolou na segunda-feira (14), no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em Curitiba, o pedido para que o rondonense possa responder ao processo em liberdade.

Ao Jornal O Presente, a advogada especialista na área criminal, Vanessa Picouto, de Foz do Iguaçu, disse que aguarda uma decisão do TJ-PR a qualquer momento, mas que possivelmente deve ficar para o início da próxima semana, pois primeiro o Ministério Público precisa se manifestar sobre o caso.

Como o processo ao qual o rondonense é acusado tramita em segredo de Justiça, a advogada explicou ainda que não pode no momento dar muitas informações. “Por obrigação legal precisamos preservar algumas informações por ordem judicial”, frisa.

 

Operação Saruê

No último dia 09, agentes do Gaeco prenderam o prefeito de Santa Terezinha de Itaipu, Claudio Eberhard, um vereador, um servidor público (ex-secretário municipal) e empresários. Foram também presos em flagrante duas pessoas por porte ilegal de arma (um funcionário da prefeitura que fazia a segurança da casa do prefeito e o gerente de um frigorífico). A ação fez parte da Operação Saruê, cujas investigações, realizados pelo Gaeco de Foz do Iguaçu, foram iniciadas há 27 meses para apurar a suposta existência de uma associação criminosa composta por servidores municipais e empresários.

De acordo com as investigações, o prefeito teria editado decretos de utilidade pública para eventual expansão de áreas industriais que, entretanto, conforme o Ministério Público, visavam desvalorizar terrenos cujos proprietários teriam passado a ser assediados para os venderem ao grupo de pessoas ligadas a Eberhard, sob o argumento de que perderiam ainda mais se não fizessem a venda.

Os decretos seriam mais adiante revogados para proporcionar que os empresários do grupo tivessem aprovados projetos de loteamentos nessas áreas, conseguindo assim altos ganhos.

São investigadas também possíveis fraudes em licitação para favorecimento do grupo, bem como fraudes na execução de contrato de revestimento de ruas. Há indícios de que houve ainda fraude na licitação do matadouro municipal.

 
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