O poder legislativo e outros órgãos e entidades de Marechal Cândido Rondon, articulam para que o município tenha uma delegacia da mulher para atender casos de violência enquadrados na Lei Maria da Penha.
Porém, o delegado de Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, afirma que pela realidade do Governo do Estado e pelo trabalho que já é feito relacionado a esse tipo de demanda, a instalação de uma Delegacia da Mulher é inviável.
“Não tem de onde tirar efetivo e pessoal para a implantação de qualquer outro órgão da polícia civil na nossa comarca. Eu acredito que o que há hoje não é o ideal, mas, tem atendido a contento todos os casos de violência contra a mulher. Pela realidade do Estado e pelo trabalho que já é feito, eu considero praticamente impossível a instalação de uma delegacia da mulher”, diz o delegado.
O delegado lembra ainda que existe um setor dentro da delegacia que é destinado a atender somente mulheres que são vítimas de violência doméstica. “Eu não tenho presenciado nenhum tipo de reclamação em relação ao atendimento e andamento dos processos referentes à Lei Maria da Penha, mas também não vou dizer que não há necessidade de ampliação de serviços, pois sempre é uma atitude válida, mas hoje o que se faz supre a necessidade que temos”, explica.
Dr. Rodrigo ressalta também o trabalho da delegacia e da promotoria local. “A parceria com o promotor de justiça, Dr. Caio Di Rienzo, tem proporcionado um trabalho ágil na resolução de ocorrências como estas, as denúncias e inquéritos têm se resolvido de forma rápida”, explica Dr. Rodrigo.
Números
Em termos de números de casos, estes têm se mantido constantes durante todo o ano. “Os picos que temos, geralmente são para baixo, mas em média mensal atendemos de 30 a 35 casos”, conclui.
O Presente com informações da Rádio Difusora