O Presente
Marechal

Desaceleração da economia não intimida abertura de empresas em Rondon

calendar_month 9 de junho de 2020
6 min de leitura

A desaceleração da economia provocada pela pandemia de Covid-19 trouxe impactos generalizados. De um lado, a população ficou apreensiva diante de um cenário de tantas incertezas. De outro, os governantes tiveram que adotar medidas visando preservar a vida e a saúde das pessoas. Todavia, não puderam ignorar os sinais vitais da economia, que se não forem mantidos, com o movimento de compra e venda, empresas funcionando e serviços sendo prestados, futuramente resultarão em significativa falta de emprego e renda, principalmente entre as classes mais vulneráveis.

Em Marechal Cândido Rondon, o comércio teve idas e vindas desde março, entre atividades suspensas e retomadas, atento às medidas sanitárias de prevenção, e até o momento segue com expectativas positivas para os negócios.

Apesar dos impactos negativos causados pela pandemia, o município tem apresentado índices favoráveis, caso dos empregos. Na contramão dos números do Brasil e do Paraná, Marechal Rondon se destaca com dados positivos no mercado de trabalho no primeiro quadrimestre de 2020. No período, houve um saldo positivo de 221 vagas diante de 76 em igual período de 2019.

E os números favoráveis não param por aí. O saldo também é positivo quando o assunto é abertura de empresas.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Fazenda, no período de 1º de janeiro até 31 de março deste ano foram emitidos 437 cadastros econômicos (alvarás), contra 316 baixas, perfazendo saldo positivo de 121 Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Os números são maiores que os do ano passado, quando foram emitidos 259 alvarás e baixados 291, com saldo negativo de 32 cadastros econômicos.

Secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Sérgio Marcucci: “Continuamos tendo certa facilidade em manter nossas empresas vivas, em ter esse saldo positivo, em grande parte devido ao agronegócio, que é forte na região. Nossas indústrias, ligadas a ele, não pararam, e isso faz com que o grosso da economia esteja funcionando” (Foto: O Presente)

 

MÊS A MÊS

Em janeiro de 2020 foram emitidos 135 alvarás e baixados 67, tendo saldo positivo de 68 CNPJs, superando janeiro de 2019 em 100%, quando o saldo foi de 70 cadastros negativos. Em fevereiro foram abertas 105 empresas e fechadas 140, gerando saldo negativo de 35 cadastros econômicos.

No mês de março, quando a atividade comercial no município ficou paralisada por alguns dias, o superávit ficou em oito alvarás, 58 emissões e 50 baixas. Já em março de 2019, o saldo positivo foi pouco mais que o triplo, com 27 alvarás.

Em abril, o saldo positivo se manteve em oito, com 43 cadastros emitidos e 35 baixados, tendo apenas um cadastro a menos do que o superávit de abril do ano passado. Por fim, o mês de maio encerrou com saldo positivo de 72 CNPJs, com 96 emissões e 24 baixas, superando março de 2019, com superávit de oito alvarás.

 

SUPERÁVIT

Sérgio Marcucci, secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, pasta responsável por apoiar o desenvolvimento econômico local, avalia que o crescimento no número de cadastros econômicos mesmo entremeio à crise é extremamente positivo para Marechal Rondon. “Se lançarmos um olhar em um período ainda maior, percebemos que os números se confirmam. Para o período de 02 de janeiro de 2017 até 31 de março de 2020, tivemos 2.862 empresas que abriram e 1.747 empresas que fecharam, um superávit de 1.115 cadastros econômicos. Nesses dados, vale lembrar, estão inclusos todos os CNPJ, ou seja, indústrias, MEIs (microempreendedores individuais) e comércios no geral”, menciona, emendando que, além deste, outro fator favorável no município para este ano é o saldo positivo de empregos.

 

APOIO EM VÁRIAS FRENTES

Marcucci lembra que a perspectiva para 2020 era fantástica. “Vínhamos de outubro, novembro e dezembro muito fortes, com expectativa positiva, e em janeiro os números ‘explodiram’ positivamente, como mostram os dados. Muitos empresários investiram em peso. Todavia, com a chegada da pandemia, todos tiveram que lidar com essa situação nova e estão enfrentando bem os desafios postos”, ressalta Marcucci, enaltecendo os trabalhos de apoio que têm sido ofertados às empresas e às indústrias pelas secretarias municipais, além das iniciativas de fomento ao aquecimento da economia local, como a campanha Retoma Marechal, promovida pela Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) em parceria com a prefeitura. “Todos os colaboradores da nossa secretaria, bem como de toda a administração municipal, estão constantemente assistindo o empresariado. Nosso trabalho é fazer o setor comercial sofrer o menos possível, e assim o fazemos”, enfatiza.

 

EMPRESAS VIVAS

Conforme o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, o saldo constantemente positivo é possibilitado pela grande presença do agronegócio na região. “Nós continuamos tendo certa facilidade em manter nossas empresas vivas, em ter esse saldo positivo, em grande parte devido ao agronegócio, que é forte na região. Nossas indústrias, ligadas a ele, não pararam, e isso faz com que o grosso da economia esteja funcionando. Agora, com o comércio aberto gradativamente vamos recuperar a parte econômica do município. Acredito que até fim de ano o espírito será ainda melhor”, salienta.

Para Marcucci, o desenvolvimento de Marechal Rondon se difere de cidades maiores. “O nosso desenvolvimento é endógeno. A cooperativa fabrica a carne aqui, manda para outros países e o dinheiro de fora entra na nossa região. É como se fosse uma chuva, ela se esparrama e molha tudo, porque quem produz para as cooperativas são os agricultores e estes compram no mercado local, fortalecendo a cadeia”, expõe.

Esses recursos, uma vez pulverizados de fora para dentro do município, evidencia o secretário, fazem com que a economia rondonense vigore mesmo nestes tempos de pandemia, pois o agro não parou.

 

PERFIL RONDONENSE

Na opinião de Marcucci, o período em que as atividades comerciais tiveram que ser paralisadas em Marechal Rondon foi de muitas dificuldades para o setor. “Os empresários mantiveram-se cuidadosos. Vejo eles assustados, estagnados e sem investir tanto em seu negócio no momento. Todavia, assim que tiver uma perspectiva do que vai acontecer para frente, eles voltam a investir novamente”, projeta.

Ele diz que foi interessante perceber o comprometimento que os empreendedores tiveram com a segurança de seus clientes. “Vimos que o empresário rondonense é muito aguerrido e foi para cima: se ateve aos detalhes e cuidou do seu negócio. Assim que possível, aderiu às recomendações e voltou a trabalhar”, elogia, acrescentando que mesmo diante das dificuldades, ainda há persistência.

(Arte: O Presente)

 

O Presente

Clique aqui e participe do nosso grupo no WhatsApp

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.