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Marechal Dias internados e na UTI

Duas conhecidas vozes do rádio quase foram silenciadas pela Covid-19; confira o depoimento de Délcio Luiz e Ricardo Santos

Délcio Luiz Parada: “Uma experiência que eu gostaria que ninguém tivesse que passar” (Foto: Sandro Mesquita)

Entre as centenas de pessoas acometidas pela Covid-19 em Marechal Cândido Rondon e que conseguiram se recuperar estão duas vozes bastante conhecidas do rádio, quase silenciadas pela doença.

Trata-se de Délcio Luiz Parada e Ricardo Santos, ambos da Rádio Educadora AM. Eles contraíram o coronavírus e passaram por um difícil processo de recuperação.

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Há quase 35 anos apresentando um dos programas de maior audiência do rádio local, o “Time das Panelas”, o radialista Délcio Luiz conta que durante os cinco dias de internamento hospitalar por complicações da Covid-19 não pôde receber visitas e teve que conviver com a incerteza sobre o estado de saúde de seus familiares que também contraíram a doença. “Tive que superar a dor da doença e ao mesmo tempo a preocupação por ter mais três pessoas doentes em casa”, expôs à reportagem de O Presente.

Délcio diz que as pessoas de sua família que foram contaminadas pelo vírus não tiveram o quadro clínico agravado e puderam se recuperar em casa. “Eles foram assintomáticos, mas sabemos que essa doença pode não apresentar sintomas num dia, mas pode ser sintomática e com gravidade no dia seguinte”, salienta.

O radialista revela que três dias após a confirmação da doença chegou a perder a consciência durante um exame de raio x. “Quando me pediram para eu trancar a respiração, eu simplesmente apaguei porque meus pulmões já estavam comprometidos”, relata.

O rondonense menciona que, além das fortes dores de cabeça que duraram cerca de dez dias, mesmo já internado e sob efeito de medicação, a falta de ar foi um dos piores sintomas. “No primeiro dia no hospital cheguei a acreditar que o pior pudesse acontecer comigo”, relembra.

O radialista comenta que, apesar de acompanhar tudo o que vinha sendo publicado na mídia nacional e internacional sobre a gravidade da doença, não acreditava que pudesse ser tão grave como era mostrado pela imprensa. “Cheguei até a comentar no programa para que as pessoas não se assustassem. Pensava comigo: deve ser alguma coisa mais política do que real”, compartilha.

No entanto, após todo o sofrimento, dor e desconforto causados pela Covid-19, Délcio afirma que mudou seu conceito sobre a enfermidade. “Não subestime a doença, não brinque com isso. Só quem sentiu na pele, na alma, como eu sofri é que pode pedir a você: por favor, se cuide, cuide de sua família e evite aglomeração. Não entre nessa do tanto fez e tanto faz”, frisa.

Délcio Luiz Parada: “Confesso que foi muito difícil, mas superei isso com minha vontade de viver e com Deus no coração. Quero agradecer muito a todos que rezaram pela minha recuperação” (Foto: Sandro Mesquita)

 

Dias na UTI

O drama vivido pelo jornalista e apresentador Ricardo Santos para superar a doença foi ainda mais grave. Ele revela que após sentir alguns sintomas semelhantes aos da gripe, foi a uma farmácia para comprar remédios para tratar o que ele imaginava ser apenas uma gripe.

Passado alguns dias a situação se agravou e ele decidiu procurar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “A partir daí fui tratado como suspeito e passei a noite na UPA, onde fizeram alguns exames”, conta.

Segundo Ricardo, a automedicação e a demora para procurar atendimento médico podem ter agravado seu quadro de saúde. “Quem tem sintomas semelhantes ao da gripe procure logo a UPA, pois os profissionais de saúde poderão descartar ou confirmar se estiver realmente com a doença”, orienta.

Ele lembra que após passar uma noite na UPA, foi levado para o Hospital Bom Jesus, em Toledo, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante dez dias. “Só não fui entubado porque os médicos perceberam que apesar dos meus pulmões estarem afetados, apresentavam condições para evitar o procedimento”, declara.

O jornalista conta que no segundo dia de internamento o sentimento de desespero e angústia o fez temer pela sua vida. “Pensei que poderia ser meu fim, mas a fé em Deus e as conversas com meus familiares e com minha noiva me fizeram acreditar que não podia me entregar”, enaltece.

Para ele, a palavra que define os dias vividos no hospital enquanto lutava para sobreviver é “superação”. “Temos que saber que a vida vale a pena e que cada um de nós tem a sua missão. Percebi que não era a hora de terminar a minha, tenho muito mais a fazer por aqui”, evidencia.

 

Sequelas

A lista de possíveis sequelas deixadas pela Covid-19 é longa e pode afetar além dos pulmões, causando falta de ar, o coração, os rins, o intestino, o sistema vascular e até o cérebro.

Ricardo relata que foi alertado pela equipe médica que poderia ficar com alguma sequela da doença. “Não fiquei com nenhuma sequela. Sentia apenas fraqueza e a respiração ofegante nos primeiros dias após a alta hospitalar. Não tinha a capacidade total dos pulmões, mas de maneira gradativa foi melhorando”, expõe.

A evolução da saúde do radialista Décio Luiz Parada foi um pouco mais lenta, ele diz que, além de dores nas articulações, esporadicamente sente falta de ar, principalmente quando vai dormir. “Essa primeira falta de ar logo é superada, o problema é que o medo de sofrer outra te faz ficar acordado a noite toda”, pontua o rondonense.

 

Ricardo Santos: “Como eu estava me cuidando desde o início da pandemia, pensava que poderia acontecer com os outros e não comigo, mas infelizmente aconteceu” (Foto: Sandro Mesquita)

 

Fonte: O Presente Especiais

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