Marechal

Durante visita à Expo Rondon, governador destaca investimentos em prol do município

Durante passagem por Marechal Cândido Rondon, no domingo (23), onde esteve para prestigiar a 38ª Festa Nacional do Boi no Rolete, ponto alto da Expo Rondon 2017 – evento em comemoração aos 57 anos de emancipação do município -, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), destacou projetos em andamento no município e enalteceu a boa relação com os atuais mandatários rondonenses e com o deputado Elio Rusch (DEM).

“É uma grande alegria voltar a Marechal Cândido Rondon. Já estivemos aqui diversas vezes anunciando verbas, investimentos, inaugurando obras, estreitando cada vez mais a parceria do Estado com o município e toda a região. É importante esse entrosamento e a nossa presença para conhecer cada vez melhor a realidade e as necessidades do momento, a fim de conseguirmos agilizar ações administrativas que atendam aos interesses da população. Anteontem (sexta-feira, dia 21) o nosso secretário de Infraestrutura e Logística assinou a licitação para as obras para terceiras faixas de Marechal em direção a Santa Helena”, comentou.

Casa do Eletricista – TORNEIRAS ELÉTRICAS

 

BPFron

Em relação à construção da sede própria do Batalhão de Polícia de Fronteira em Marechal Rondon, o governador disse que as tratativas estão acontecendo. “Prestigiamos Marechal Rondon trazendo para esta cidade a sede do Batalhão de Polícia de Fronteira, quando muitos municípios da região queriam ter esta sede porque obviamente traz mais policiais, mais viaturas, uma estrutura melhor para a segurança pública. Eu conversava com o deputado Elio Rusch, pois estamos resolvendo a situação dos recursos necessários para a construção de uma nova sede para o Batalhão de Polícia de Fronteira”, declarou.

 

Duplicação da BR-277

Quanto à duplicação da BR-277 no Trevo Cataratas em Cascavel, que tinha previsão de duplicação em maior trecho e agora será interrompida, Richa explicou: “Tinha anunciado anteriormente nove quilômetros. Isso acontecia porque as lideranças de Cascavel nos pediram. Voltando do início: quando eu assumi, a maior demanda de todo o Estado era a duplicação do trecho da BR-277 que vai de Medianeira a Matelândia. Era o mais crítico, com grande número de acidentes e vítimas fatais. Acho que ninguém se esquece daquele acidente fatídico que comoveu o Brasil inteiro das crianças que estavam indo a Foz do Iguaçu numa van para participar de um campeonato de artes marciais. Aquela duplicação e toda BR-277 de Foz do Iguaçu até Guarapuava foi retirada do contrato pelo ex-governador, aquele mesmo que disse de forma veemente e enérgica em campanha que se fosse eleito o pedágio baixava ou acabava. Não ocorreu nenhuma coisa e nem outra, só enganação. E nós entramos para fazer diferente, para agir com responsabilidade. Um dos temas recorrentes da campanha foi a questão do pedágio. Eu falei: vou mudar essa situação. Agi com a responsabilidade que o tema merece para acabar com essa enganação e essa demagogia. Chamamos as concessionárias para uma conversa, fazendo prevalecer sempre o interesse público, tanto é que a taxa interna de retorno foi brutalmente reduzida. Fizemos valer para as obras desse anel de integração a planilha de custos do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e não mais da construtora”, acrescentou.

Richa complementou informando que construiu e inaugurou o trecho de Medianeira a Matelândia, e depois a concessionária fez trecho por trecho, cinco, dez, 15 quilômetros. “A população de Cascavel, através dos seus representantes, pediu que eu desse prioridade para a duplicação partindo do Trevo Cataratas em direção ao Trevo São João, que é o mais congestionado. Foi o que fizemos. Aí as lideranças disseram que não queriam o degrau tarifário. Como esta obra não está no contrato e ninguém trabalha de graça, precisaria ter um degrau tarifário. A obra foi começada com três quilômetros porque tinha recursos disponíveis nesta concessão. Nesses três quilômetros e pouco não haverá degrau tarifário, que seria ampliação da tarifa, mas o restante teria que haver. Agora estamos estudando uma segunda possibilidade. Vamos analisar a questão jurídica para o Estado tocar adiante essa publicação naquele trecho de mais seis quilômetros”, comentou.

O chefe do Executivo estadual concorda que o ideal seria o serviço acontecer sem degrau tarifário. “Eu acho, mas entre achar e acontecer tem uma grande distância. Eles têm um contrato que foi firmado lá atrás, há cerca de 20 anos e que deve ser seguido. Estou agindo com responsabilidade e sem enganação. O que dá para fazer é isso. Nós chamamos as concessionárias para a conversa e assim foram antecipadas muitas obras em todo o Paraná. Você vê que em qualquer região tem grandes obras acontecendo, tanto das concessionárias quanto de recursos próprios do Governo do Estado, então estamos chamando novamente para ver o que é possível fazer sem onerar a população que não aguenta mais. Eu concordo que altas tarifas de pedágio são cobradas no Paraná, mas isso vem de um contrato de 20 anos atrás”, reforçou.

 

Contorno Oeste

Quando questionado sobre o Contorno Oeste em Marechal Rondon, o tucano mencionou saber que é uma obra muito aguardada localmente. “Estamos há muitos anos aguardando uma liberação de empréstimo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para obras de infraestrutura em diferentes regiões do Paraná. São recursos de R$ 1,5 bilhão e isso nos foi negado no governo do PT. Vocês devem se recordar que nós fomos criminosamente discriminados no Paraná. Nada era liberado para o nosso Estado. Fomos muito maltratados pelo governo do PT, tanto é que a liberação do Proinveste, de R$ 800 milhões que todos os Estados do Brasil tiveram acesso, para nós foi negada alegando uma hora questão fiscal, outra hora falta de certidão, falta de documento. Enfim, foi uma sacanagem que fizeram com o Estado do Paraná e agora nós estamos liberando. E você veja que o nosso ajuste fiscal dentre tantos benefícios trouxe mais este. Eu estive ano passado na Secretaria do Tesouro Nacional e fui assegurado de que os Estados que não fizeram a lição de casa, que não ajustaram as suas contas, não teriam recursos liberados. Os Estados precisam ter pelo menos letra B e foi o que o Paraná atingiu no ano passado com o ajuste que nós fizemos. Saímos da letra C para a B, o que nos permite ter o aval do governo federal para empréstimo internacional para essas obras em todas as regiões do Estado. E uma delas é o Contorno Oeste em Marechal Rondon. A minha secretária me dizia ainda no ano passado que estaria concluindo os estudos. É muita burocracia para a liberação desse empréstimo junto ao BID para as obras elencadas no nosso pacote”, enalteceu.

 

Eleições

Especulado como um possível candidato ao Senado Federal, Richa afirmou que ainda não decidiu sobre uma candidatura em 2018. “Ainda é muito cedo para saber. Eu tenho dito a todos que não me decidi ainda, pois acho que o momento é de continuar trabalhando intensamente, reunir todas as forças, energias, tempo e fazer um bom governo como estamos fazendo. Visitar o interior, planejar, investir e inaugurar obras. O momento de tomar essa decisão é mais para frente, não é para agora. Eu sempre agi dessa maneira, diferente da grande maioria dos políticos que quando acaba uma eleição começa a pensar na próxima. Eu não faço assim. Não tenho essa ansiedade que a classe política tem. Eu acho que tudo tem o seu devido momento. Estou muito feliz com tudo o que estou fazendo, com os números do Paraná hoje, com o reconhecimento que é crescente do paranaense sobre o bom momento que o Estado vive. O Paraná tem dado grandes exemplos ao Brasil de uma gestão responsável, eficiente e com muitos resultados positivos”, destacou.

Questionado sobre as recentes notícias divulgadas de que ele é favorável ao desembarque do PSDB do governo federal, Richa enfatizou: “O Paraná tem agido dessa maneira: com independência. Votando aquilo que julgarmos ser bom para o Brasil, sem politicagem como a gente vê em muitos partidos adeptos do quanto pior melhor para tomar o poder. Nós não pensamos assim! O PSDB age de forma responsável, pensando no melhor para o Brasil. Se entende que as reformas são importantes, vota. Se entende que as reformas devem ter alguma alteração, propõe essas alterações. Agora, o que for bom para o país, eu acho que o PSDB tem que aprovar e não dar apoio incondicional ao governo. Isso não. É preciso agir com independência”.

 

Participação

Também participaram da Festa Nacional do Boi no Rolete os deputados estaduais Elio Rush e José Carlos Schiavinato; deputados federais Dilceu Sperafico e Nelson Padovani; o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; os secretários de Estado de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, de Esporte e Turismo, Douglas Fabrício, da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, assim como o diretor-presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. Richa e sua comitiva foram recepcionados pelo prefeito e vice Marcio Rauber e Ilario Hofstaetter (Ila).

Desde 2011 até a presente data o Estado vem aplicando R$ 103 milhões em obras e serviços diversos no município rondonense, dos quais R$ 90 milhões já foram investidos e outros R$ 13 milhões estão em andamento.

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