Marechal Grupo Sempre Vida

“É uma doença que merece respeito”, diz Ana Carolina Seyboth sobre o coronavírus

Diretora executiva do Grupo Sempre Vida, Ana Carolina Seyboth: “Quando entramos em pânico, o pânico gera caos. E não podemos deixar esse caos se estabelecer, senão não conseguimos lidar com a ansiedade das pessoas” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

O Grupo Sempre Vida desenvolveu um estudo de estimativas de casos de coronavírus que podem surgir em Marechal Cândido Rondon e Toledo, onde também atua, tendo como modelo a situação da Itália. O estudo considerou cidades com o número habitacional semelhante às duas cidades paranaenses e a densidade demográfica, projetando as próximas semanas de evolução esperada da doença.

“Estamos fazendo estudos quantitativos até para poder avaliar o que precisamos ter em termos de estrutura de pessoas para atendimento e dimensionamento de leitos. Há 15 dias suspendemos as cirurgias eletivas e hoje devemos ter nove pacientes internados, deixando aproximadamente 40 leitos livres para atendimento. A instalação de gás medicinal vai nos permitir, eventualmente para casos moderados ou graves, isolar uma ala específica para este atendimento. Até isso já olhamos. Quando e se acontecer esse volume de atendimento, já sabemos qual ala do hospital será específica para casos de coronavírus, e cada leito, respeitando todas as medidas de proteção e contágio”, comenta a diretora executiva do Grupo Sempre Vida e administradora hospitalar, Ana Carolina Seyboth.

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Com a estrutura de leitos e de credenciados que o Grupo Sempre Vida tem em Marechal Rondon, Toledo e Cascavel, a instituição considera que possui o volume de leitos necessários para atender a perspectiva de casos que podem se confirmar e casos graves. “Pode fugir do controle? Pode. Estamos em uma pandemia. Conseguimos olhar pelo retrovisor, onde as coisas já aconteceram e buscamos um cenário muito drástico, que foi da Itália, para fazermos as projeções com base nos dados do Ministério da Saúde de lá. Não podemos afirmar que isso se concretize exatamente desta forma. Estamos falando de condições climáticas diversas, densidade populacional que se aplica em cada um dos lugares de maneira diferente. Todas as situações precisamos considerar. As estimativas que a gente faz são para serem respeitadas para não haver insuficiência de recursos humanos, recursos de suprimentos e leitos para atender os pacientes”, enfatiza.

 

PREVENÇÃO!

A diretora executiva do Grupo Sempre Vida comenta que dentro dos estudos já realizados, o manejo da doença modificou ao longo das semanas e até nos últimos dias. “A forma de entender quem era caso suspeito ou não era foi alterado três vezes em uma semana. Mas não mudou a forma de prevenir. Estamos ouvindo falar de coronavírus faz 90 dias e escutamos falar das medidas preventivas, as quais são iguais. Se as pessoas respeitarem as medidas de prevenção e entenderem que a disseminação de informações que não são sérias em relação ao coronavírus é mais prejudicial do que qualquer outra coisa, vamos ter uma pandemia que passa de uma forma menos avassaladora na vida da gente”, opina.

Conforme a administradora hospitalar, as medidas de prevenção são fundamentais e as pessoas devem buscar informações do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde e entender que a Sociedade Brasileira de Infectologia está estudando o assunto o tempo inteiro. “A gente minimiza a busca por informação desencontrada em relação a tudo isso. Apesar de todas as informações que são repassadas em boletins escritos ou televisionados oficiais do Ministério da Saúde, ainda vemos uma polarização grande de compreensão a respeito da doença que vai para extremos muito marcantes. Tem aquela pessoa que está em pânico, que acha que se contrair coronavírus vai morrer necessariamente, e tem aquele que acha que não acontecerá nada. Precisamos trazer esse pêndulo para o meio. É uma doença que merece respeito, as medidas de prevenção precisam ser tomadas, o autocuidado com a higiene pessoal e de superfícies precisa existir, distanciamento social é relevante, e a gente pode trazer isso para uma medida um pouco mais calma no sentido de avaliar as informações. Quando entramos em pânico, o pânico gera caos. E não podemos deixar esse caos se estabelecer, senão não conseguimos lidar com a ansiedade das pessoas”, evidencia.

 

90 DIAS

A China tornou oficial o primeiro caso em 31 de dezembro de 2019. Hoje, a vida começa a voltar ao normal no país asiático. “A perspectiva no Brasil são 90 dias e o objetivo é que o pico de transmissão da doença não aconteça ao mesmo tempo. Se for gradativo, temos um risco de colapso no sistema de saúde muito menor. Por isso é importante olharmos as medidas preventivas: lavar aos mãos, usar álcool gel e manter o distanciamento social. Depois do período estipulado pelos governos, vamos circular com mais normalidade, mas as medidas de prevenção precisam continuar”, frisa.

 

Diretora executiva do Grupo Sempre Vida, Ana Carolina Seyboth: “Quando entramos em pânico, o pânico gera caos. E não podemos deixar esse caos se estabelecer, senão não conseguimos lidar com a ansiedade das pessoas” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

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