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Marechal

Em 30 dias novo poço deve ser interligado ao sistema de abastecimento de água rondonense

calendar_month 10 de agosto de 2021
5 min de leitura

Depois de pouco mais de seis meses, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Marechal Cândido Rondon volta a estipular o racionamento de água no município. A medida passa a valer a partir de hoje (10) e a suspensão parcial do abastecimento acontecerá seis dias por semana, alternadamente nas regiões 1 e 2.

A decisão aconteceu em reunião realizada na última sexta-feira (06), entre as diretorias executiva e operacional, além da Central de Controle Operacional (CCO), e desde quinta-feira (05) já foi preciso reduzir a pressão nas redes de abastecimento.

“A crise hídrica vem afetando a todos, inclusive o nosso município. O volume de água que retiramos das nascentes e poços está reduzindo dia após dia e não produzimos água suficiente para atender toda a demanda da sede”, resume ao O Presente o diretor executivo da autarquia, Vitor Giacobbo.

Diretor executivo do Saae, Vitor Giacobbo: “O racionamento aconteceu a partir de outubro de 2020 até janeiro, quando choveu um pouco e não foi mais preciso a partir de fevereiro. Não choveu adequadamente e Marechal Rondon voltou a uma situação parecida com outubro do ano passado” (Foto: Arquivo/OP)

 

RACIONAMENTO

O racionamento ocorrerá às segundas, quartas e sextas-feiras na região 1 (parte do centro e os bairros Boa Vista, Vila Gaúcha, Ana Paula e parte do São Lucas). Na região 2 (bairros Alvorada, Espigão, Líder, Marechal, parte do Botafogo, parte do centro, parte do Higienópolis, parte do São Lucas, Primavera, São Francisco e Universitário) a suspensão do abastecimento de água será às terças, quintas-feiras e sábados.

Em ambas as regiões, o desligamento se dá às 22 horas e a retomada do abastecimento às 06 horas, de maneira gradativa e variando conforme distância e altitude da região.

 

PROBLEMAS DE ABASTECIMENTO

Diante do decrescente volume dos reservatórios, Giacobbo alega não haver outra saída e que o risco de novo racionamento foi alertado aos munícipes. “No final de semana que passou tivemos bastante problemas. Chegaram a secar todas as tubulações e as bombas dos poços tiveram que ser desligadas”, relata.

Mesmo entremeio ao inverno, o diretor executivo do Saae expõe que os últimos dias de temperaturas elevadas contribuíram ao déficit hídrico. “O normal é 12 mil litros cúbicos por dia e nesses dias de calor da semana passada o consumo chegou a 13 mil litros cúbicos por dia”, indica.

 

SEM CHUVA

A situação hídrica atual do município se assemelha à registrada em outubro do ano passado. “O racionamento aconteceu a partir de outubro de 2020 até janeiro, quando choveu um pouco e não foi mais preciso, a partir de fevereiro, haver racionamento. Não choveu adequadamente e Marechal Rondon voltou a uma situação parecida com outubro do ano passado”, compara.

Em outubro de 2020 choveram 85 milímetros. Em julho de 2020, Marechal Rondon registrou 37 milímetros de chuva, enquanto neste ano o acumulado do mês foi de 23 milímetros.

 

CAPTAÇÃO 20% MAIOR

Para fazer frente à crise hídrica, Giacobbo destaca que em 30 dias um novo poço deve ser interligado ao sistema de abastecimento rondonense. “O poço foi perfurado nas proximidades do Arroio Fundo e esperamos a chegada de equipamentos para interligar. Vai dar uma aliviada”, pontua.

Aumentando a produção de água em um quinto ao que se produz hoje, Marechal Rondon deve contar com um Estação de Tratamento de Água (ETA) compacta até fim deste ano. “A partir de amanhã (hoje, 10) definiremos a empresa que ganhou a concorrência para instalar a ETA no Arroio Fundo. Depois de fazer o contrato, eles têm prazo de 120 dias para fazer a obra. Até dezembro queremos que essa água esteja à disposição da população. A ETA compacta dá 2,4 milhões de litros por dia. Se hoje produzimos 12 mil litros cúbicos/dia, isso representa 20% a mais”, enaltece.

 

SEMESTRE TEVE 824 MILÍMETROS DE CHUVA

A crise hídrica se mantém no Paraná e em Marechal Rondon neste ano. Apesar disso, o primeiro semestre de 2021 está longe de ser o mais seco da história municipal, com 824 milímetros de precipitação acumulada. Em 2020, por exemplo, 663 milímetros de chuva foram registrados no município rondonense de janeiro a junho.

O primeiro semestre deste ano ocupa a 21ª primeira posição de períodos mais secos em Marechal Rondon, comparando dados dos últimos 56 anos. Os primeiros seis meses do ano com menos chuva aconteceram em 1978, quando o município registrou apenas 240 milímetros em 180 dias.

Falta de chuva é evidente em todos os cantos do município: em julho deste ano o acumulado de chuva no mês foi de 23 milímetros (Foto: O Presente)

 

SEMANA DEVE TER RETORNO DAS CHUVAS, INDICA SIMEPAR

A partir de hoje, mudanças devem ser sentidas nas condições do tempo. De acordo com o meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Paulo Barbieri, uma frente fria avança sobre o Paraná e deve provocar chuvas no Oeste do Estado.
“A frente fria deve trazer chuvas à região entre quarta (11) e quinta-feira (12). Na região oestina, devem ocorrer chuvas isoladas e não significativas. Na região Sudoeste, divisa com Santa Catarina, deve haver chuva mais significativa, principalmente na quinta-feira”, indica.

Segundo ele, a massa de ar faz com que as temperaturas diminuam devido ao aumento da nebulosidade. “As temperaturas máximas diminuem um pouco, mas não como o frio que tivemos na semana passada”, expõe Barbieri.

A partir de sexta-feira (13), ele aponta que as temperaturas voltam a subir na região, com o sol aparecendo no Oeste do Estado. “No final de semana o tempo deve estar estável e com temperaturas na casa dos 30ºC”, informa.

Meteorologista do Simepar, Paulo Barbieri: “Na primavera deve haver eventos de frio no Paraná, inclusive com possibilidade de geadas” (Foto: Divulgação)

 

GEADA NA PRIMAVERA

Quanto à geada, o meteorologista não descarta novos casos nesse inverno, bem como na estação das flores. “Na primavera deve haver eventos de frio no Paraná, inclusive com possibilidade de geadas”, ressalta.

Ele diz que as condições dos oceanos apontam para chuvas irregulares nesta reta final do inverno bem como na estação seguinte.

 

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