O embargo anunciado há quase 30 dias pela União Europeia à exportação da carne de frango brasileiro não mudou a rotina na Unidade Industrial de Aves da Copagril. Ao contrário de alguns frigoríficos que anunciaram férias coletivas a milhares de funcionários, na indústria rondonense os trabalhos seguem a todo vapor e o diretor-presidente da cooperativa, Ricardo Chapla, garante que não há risco de demissões ou pausa nas atividades. “Os nossos colaboradores, assim como produtores e a comunidade não precisam se preocupar com desemprego ou parada de produção. Nos últimos meses, inclusive, temos ampliado nossa quantia de exportação”, declarou ao O Presente.
Para Chapla, o embargo foi uma infelicidade muito grande. “Não o trabalho de fiscalização em si, mas a forma como foi divulgado o procedimento. Nenhum país do mundo faria o que o Brasil fez. Parece que foi uma tentativa de destruição da produção brasileira”, enaltece.
Instalada em Marechal Cândido Rondon desde 2005, atualmente a Unidade Industrial de Aves (UIA) emprega cerca de 1,8 mil pessoas. No ano passado, de acordo com o diretor-presidente da cooperativa, a Copagril foi responsável por 40% do total de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerados localmente.
Desde a instalação da indústria, pontua ele, a Unidade Industrial de Aves foi conquistando habilitação para exportação a diversos países. “Uma das primeiras foi a lista geral, na qual entram diversos países, porém também conquistamos diversas habilitações especiais, como é o caso da União Europeia, México, China, Rússia, Japão, países do Oriente Médio, entre outros”, comenta.
Ele diz que atualmente a empresa possui negócios com mais de 50 países, sendo que os maiores volumes de exportações de carne de frango são destinados ao Japão e à China.
Expressividade
Conforme Chapla, no ano passado, a indústria rondonense foi uma das últimas empresas suspensas para exportar o peito salgado para a União Europeia – um dos itens que é enviado ao bloco. “Este é o item que mais remunera. Porém, nós continuamos enviando os demais itens que processamos”, salienta. “Os envios à União Europeia, do total de exportações da Copagril, não chegam a 7%. O restante vai para outros mercados”, revela.
Seja por desconhecimento de como funciona o mercado do frango ou pela forma como a deslistagem de exportação da carne de frango brasileira ao bloco foi divulgada, o diretor-presidente da Copagril explica que não há possibilidade de a Unidade Industrial de Aves parar o trabalho da planta frigorífica ou de ocorrerem demissões.
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