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Empresa rondonense vai atuar em solo europeu em 60 dias

calendar_month 14 de abril de 2021
7 min de leitura

Marechal Cândido Rondon ficou pequena para abrigar as ambições da Estrela 10. A empresa rondonense pretende ganhar os ares europeus ainda em 2021 e alavancar ainda mais o potencial de comercialização do e-commerce. Atuando apenas no Brasil, em 2020 a varejista vendeu R$ 500 milhões. Com a expansão para cinco países europeus, a projeção é que as vendas atinjam R$ 700 milhões.

Em dois meses, Espanha, Itália, França, Alemanha e República Tcheca contarão com o e-commerce brasileiro por meio do marketplace da Amazon, conforme informa o CEO Marcelo Dantas. “O grande passo para 2021 é esse projeto na Europa. Nossa porta de entrada lá será a Espanha. Demandaremos mercadoria para lá e a própria Amazon fará o balanceamento. Vamos comercializar nesses cinco países”, enalteceu ao O Presente.

CEO da Estrela 10, Marcelo Dantas: “Nós importamos produtos de cinco países e temos também fornecedores nacionais. Os produtos que vamos levar para a Europa são os fabricados na China, que é a nossa maior fornecedora, e vão diretamente do continente chinês ao europeu” (Foto: O Presente)

 

DA CHINA PARA ESPANHA

Dantas ressalta que dez produtos de marcas próprias da Estrela 10 terão como destino a Europa, sendo elas Trevalla, Fitt10, Auburn Music e a Happy Kids. “Nós importamos produtos de cinco países e temos também fornecedores nacionais. Os produtos que vamos levar para a Europa são os fabricados na China, que é a nossa maior fornecedora, e vão diretamente do continente chinês ao europeu”, expõe.

Os produtos, de acordo com o CEO, já estão sendo produzidos na China. “No máximo em 60 dias as vendas devem ser iniciadas nos cinco países”, projeta.

 

INVESTIMENTO DE US$13 MILHÕES

Conforme Dantas, as operações na Europa demandam um investimento total de US$ 13 milhões. “Em um primeiro momento, podemos falar em US$ 1 milhão para os primeiros produtos que estão indo para lá, custos de operação e escritório”, mensura, acrescentando que dez pessoas devem trabalhar no escritório espanhol.

 

IMPACTOS EM MARECHAL RONDON

A Estrela 10 conta com dois centros de distribuição (CDs): um em Itajaí, Santa Catarina, e outro em São Paulo, Capital. O cérebro da empresa, afirma o CEO, fica em Marechal Rondon. “Nossos CDs são estrategicamente localizados em rotas para melhor escoamento das mercadorias, haja vista que atendemos todo o país. Tirando isso, toda a inteligência da empresa está localizada aqui e a gente não pretende mudar isso”, frisa.

Consequentemente, Dantas menciona que a maior atuação deve favorecer os negócios em Marechal Rondon. “Temos cerca de 170 colaboradores no município rondonense e sempre há vagas abertas, pelo menos dez oportunidades. A maior operação vai fazer com que a oferta de empregos aumente, além de movimentar a economia local”, ressalta, exemplificando que com o aumento das vendas em função da pandemia em 2020 o quadro de funcionários passou de 90 para o atual time.

 

B2B

Outro projeto na mira da Estrela 10, antecipa o CEO, é a entrada no business to business (B2B), ou seja, comercialização para empresas. “Vamos começar com o projeto de vendas no atacado, que está pronto há mais de um ano. Criamos um canal B2B e está finalizado, só não entramos em operação por conta da pandemia. Esse é outro grande projeto para 2021”, considera.

 

DIVISOR DE ÁGUAS

Enquanto muitos negócios passaram por “maus bocados” com a ascensão do coronavírus, outros conseguiram abocanhar ainda mais os mercados, como é o caso da empresa rondonense. Segundo o gerente de tecnologia e e-commerce, Benhur Cezar, a empresa cresceu 152% em 2020, se comparado com 2019.

“A empresa é on-line desde sempre e constantemente inova em tecnologia. Nos últimos três anos, esse investimento foi mais evidente. Isso nos deixou muito mais organizados para pegar essa onda do comércio eletrônico, que está subindo. Não adianta só entrar na onda, sem preparo”, opina Cezar, acrescentando: “O ano 2020 foi um divisor de águas, porque muitos e-commerces que não estavam preparados tiveram ‘problemas’ com o aumento das vendas. Por exemplo, algumas empresas não tinham tanta estrutura organizacional, tecnologia e logística e passaram por dificuldades, chegando a encerrar as operações, por vezes”.

Gerente de tecnologia e e-commerce da Estrela 10, Benhur Cezar: “Com a pandemia, o comércio físico fechou e o mercado eletrônico teve um salto bem grande. Nós estávamos preparados para abraçar essa oportunidade. O e-commerce saltou quase dois anos para frente. O que vendeu em 2021 seria vendido em 2022” (Foto: O Presente)

 

SALTO DE DOIS ANOS

Questionado sobre a que se deve o crescimento ímpar da empresa rondonense, Cezar afirma que o e-commerce de modo geral cresceu e favoreceu aqueles que souberam lidar com a demanda. “Com a pandemia, o comércio físico fechou e o mercado eletrônico teve um salto bem grande. Nós estávamos preparados para abraçar essa oportunidade. O e-commerce saltou quase dois anos para frente com a pandemia. O que vendeu em 2020 seria vendido em 2022”, estima.

Nesse crescimento, o gerente destaca que muitos recém-batizados nas compras virtuais fizeram parte do processo. “Há mais usuários comprando, alguns tendo as primeiras experiências de compra. Muitas pessoas tinham paradigmas sobre comprar on-line, medo e insegurança, mas superaram. Hoje não demora tanto para ser entregue. Estamos no interior do Paraná e a mercadoria chega em dois dias de São Paulo, Itajaí. Pela nossa experiência de compra, às vezes o produto era esperado por oito a dez dias e agora ficou mais ágil. Antes, as pessoas não viam segurança, mas é o contrário: chega ser mais fácil lidar com devolução e trocas do que em lojas físicas. O preço também é muito atrativo, visto que a rivalidade entre e-commerces é maior e o preço é menor que no comércio local. A maioria das pessoas teve um impacto positivo na compra on-line e tende a se manter consumidora dessa modalidade”, assegura.

 

PERFIL DO CONSUMIDOR

O cliente rondonense e todos aqueles que compram na Estrela 10 seguem a caracterização dos consumidores brasileiros, compara Cezar. “Entre 25 e 44 anos, bem dividido entre sexo. Temos 30 mil produtos em 20 departamentos, alguns atendem mais o público masculino e outros o feminino. As classes que mais consomem são B e C. Em âmbito geral, cerca de 40% das nossas vendas é para a região Sudeste do Brasil”, detalha.

 

PONTA DE ESTOQUE RONDONENSE

Marechal Rondon conta com a ponta de estoque da Estrela 10, mas, de acordo com Cezar, engana-se quem pensa que há apenas produtos com pequenos defeitos. “A procura é bem interessante, tanto por pessoas do município quanto da região. Quando o cliente devolve a mercadoria por insatisfação ou por insucesso na entrega, nesse processo de ir e voltar muitas vezes a embalagem é danificada. Não conseguimos vender no e-commerce novamente e então trazemos para cá. Há também alguns produtos com pequenas avarias, amassados, riscos ou algo nesse sentido. A mercadoria é escoada por aqui, tudo com bastante desconto”, explica.

Varejista rondonense cresceu 152% no ano passado, em plena pandemia. Central de inteligência da empresa é toda localizada em Marechal Rondon (Foto: O Presente)

 

PESSOAS E TECNOLOGIA

A Estrela 10 foi criada em 2008 e desde seu princípio teve operações inteiramente virtuais, vendendo em site próprio ou por outros canais. Em 2014, Dantas adquiriu a participação majoritária da empresa e nos anos seguintes o negócio deslanchou. “A departamentalização foi mais bem organizada, evoluímos em tecnologia e em pessoas. Estruturada, em 2017 aconteceram os grandes números de venda e de atuação em todo o Brasil”, relembra.

Outro investimento constante que acompanha a evolução da empresa rondonense ao longo dos anos é a aprimoração das tecnologias e a preocupação com as pessoas, pontua Cezar. “Apesar de ser um e-commerce, sem contato direto com os clientes, é uma empresa de pessoas altamente capacitadas e direcionada a pessoas. A maior parte do nosso time é de Marechal Rondon e região. É algo construído por nós”, enfatiza.

No ramo eletrônico, ele diz que tão importante quanto o aumento do faturamento é a busca por inovação. “É preciso inovar no mercado, não ser só mais uma empresa. Usamos mais de 30 softwares, as melhores ferramentas do mercado. Além disso, temos um departamento interno que cria soluções que não encontramos no mercado. São respostas que fazem sentido para nós como Estrela 10. Nessa oxigenação toda que conseguimos alcançar resultados”, conclui.

 

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