Pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que os comerciantes estão mais otimistas em relação à economia. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 121,1 pontos em janeiro, subindo 1,4% em relação ao mês de dezembro. O resultado é o maior desde março de 2020, quando alcançou 128,4 pontos. A escala vai de zero a 200.
Em dezembro, o índice atingiu 105,8 pontos. Na comparação anual, o avanço é de 14,5%. Em Marechal Cândido Rondon os números confirmam esta confiança. Ao longo de 2021, a Sala do Empreendedor formalizou a criação de 937 novos microempreendedores individuais (MEIs), em contrapartida dos 186 que foram dados baixa. No município, o setor que mais cresce é o de serviços (659). Em seguida vem o comércio (251), transporte (25) e indústria (2).
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Valdir Port (Portinho), o desafio agora é resgatar os clientes. “Agora o comerciante tem que formular estratégias para recuperar os clientes que foram perdidos durante a pandemia, bem como angariar novos consumidores”, menciona.
Os números de abertura de empresas de sociedade limitada (LTDA) no município também demonstram o otimismo dos empresários. Segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda, no último ano foram abertas 1.322 empresas desta natureza. O setor mais formalizado foi o de prestação de serviços (884), seguido de comércio (348) e indústria (12).
Ao mesmo tempo em que foi o que mais registrou aberturas, o setor de serviços também foi o que mais teve empresas fechadas, sendo 617 em 2021. Depois vem o comércio (229) e a indústria (28).
O chefe da pasta, Carmelo Daronch, diz que para ter uma expectativa é necessário fazer uma retrospectiva. “Alguns setores tiveram muitas baixas e foram mais prejudicados. Estamos otimistas, ainda que tenhamos entrado no ano de 2022 com resquícios da variante ômicron. O fato mais impactante na economia do município foi a frustração de safra, praticamente total, juntamente com o setor imobiliário”, destaca.
Incógnita
As receitas municipais ainda são uma incógnita, afirma Daronch. “O ICMS no setor agrícola é muito forte, mas pode ser que a gente não atinja os R$ 61.935.870 que constam no site da Receita Estadual. Temos que ser pé no chão. O município tem conseguido manter a sua receita e isso faz diferença, com certeza, para o futuro. Ainda assim, temos que agir com cautela”, pondera.

Novidades
Para 2022 estão sendo feitas algumas ações para que o município mantenha as receitas e que a economia volte a dar sustentação no mercado. “Especificamente para este ano, além da continuidade das melhorias contínuas já realizadas, por recomendação do Tribunal de Contas do Paraná, faremos a conclusão da atualização do cadastro imobiliário; vamos atuar junto com a Receita Federal, com a qual temos um convênio referente ao ITR”, explica.
O secretário da Fazenda conta que, em parceria com a Secretaria de Planejamento, será dada a continuidade ao sistema de georreferenciamento. “Com a reforma administrativa, a Secretaria de Fazenda criou um setor de Dívida Ativa e Cobrança, que visa dar maior agilidade nas cobranças, com alternativas mais eficientes que evitem a inadimplência. O setor de cobranças estará em contato direto com o contribuinte”, expõe.
Também por recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, os débitos deverão ser encaminhados a protesto, ou seja, a negativação desses em órgãos e proteção ao crédito através de convênio com os cartórios. “O principal objetivo é que todos os débitos não sejam levados à cobrança judicial, uma pela demora na resolução dos processos e outra pelo alto custo das próprias execuções, o que onera ainda mais o contribuinte”, declara Daronch.
Histórico
Desde 2017, a Secretaria de Fazendo foca em três pilares: treinamento dos servidores, melhoria dos processos e sistemas de gestão e atualização da legislação. “No decorrer da primeira gestão instituímos a nota fiscal de prestação de serviço obrigatória, lançamos o projeto Simplifica Marechal, em parceria com o Sebrae, Secretaria de Saúde (Vigilância Sanitária) e a Secretaria de Agricultura, para dar maior agilidade no registro de novas empresas. Todas essas ações estão gerando bons resultados, basta ver que as receitas do município a cada ano são crescentes”, pontua o secretário.
Zona de satisfação
A pesquisa da CNC mostrou ainda que todos os subíndices principais tiveram alta. O destaque ficou com as Intenções de Investimento que, com a variação mensal positiva de 1,8%, atingiu 110,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2014. Naquele momento, chegou a 114,6 pontos. Em relação ao mesmo mês em 2021, o indicador cresceu 16,5%.
Já o item Expectativas do Empresário do Comércio registrou a maior pontuação, atingindo 152,7 pontos, com a alta de 1,5% em relação a dezembro do ano anterior. Na comparação com janeiro do ano passado, o avanço é de 7,5%.
Outro dado positivo foi do indicador Condições Atuais do Empresário do Comércio, que voltou à zona de satisfação após alcançar 100,1 pontos. Conforme a CNC, é o maior nível desde abril de 2020, quando chegou a 105,1 pontos. Além disso, teve o primeiro crescimento mensal (0,6%) depois de quatro quedas consecutivas. Na comparação anual, registrou o maior aumento (24,4%) entre os subíndices principais.
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