Marechal Portas abertas

Comerciantes têm dificuldades em encontrar álcool gel para oferecer em suas empresas; Vigilância orienta e inicia fiscalização

(Foto: Sandro Mesquita/OP)

Na manhã desta terça-feira (31), os estabelecimentos comerciais de Marechal Cândido Rondon reabriram suas portas, após dez dias fechados.

Para que o funcionamento seja coerente às políticas de enfrentamento ao novo coronavírus, os comerciantes devem se atentar às recomendações propostas no decreto municipal 088/2020, a fim de evitar a propagação do vírus. Todavia, uma das recomendações previstas no decreto preocupa empresários: a disponibilização de álcool gel 70% em seus estabelecimentos.

Casa do Eletricista – TORNEIRAS ELÉTRICAS

Conforme informações repassadas à reportagem de O Presente, ao abrir os estabelecimentos comerciais hoje pela manhã, nem todos os empresários tinham álcool gel para disponibilizar em suas empresas, uma vez que o produto está praticamente em falta no município.

De acordo com Jandir Martins, da Farmácia do Povo, de fato na manhã desta terça-feira um grande número de empresários e/ou colaboradores de empresas procuraram a farmácia em busca de álcool gel 70%. Contudo, segundo ele, a Farmácia do Povo está sem álcool gel nas prateleiras há dez dias. “Há muitos empresários querendo comprar álcool gel conosco, porém, nós também não temos. Chegam a dizer que não poderão abrir suas empresas pela falta do produto”, declarou ao O Presente. “Nós precisamos do álcool 70% para conseguir produzir o manipulado e não temos esse material. O que contribui para essa falta é o preço alto dos produtos. Até conseguiríamos comprar, mas sob preços muito altos. Então, não é viável, porque os clientes acharão que somos nós quem estamos superfaturando. Não fica bem”, acrescentou.

 

OU UM OU OUTRO

Em contato com a Vigilância Sanitária de Marechal Rondon, a reportagem do O Presente foi informada que se os empresários não encontrarem álcool gel 70% para disponibilizar em seus estabelecimentos, devem dispor, então, de outros produtos que possibilitem a higienização. “O decreto municipal orienta que, caso os comerciantes não consigam álcool gel, que se tenha um ponto de higienização de fácil acesso, com água, sabonete líquido e papel toalha, prestando orientações. O recomendado é ter os dois, mas temos consciência da falta do produto. Assim, ou tem um ou outro, senão terá de fechar até conseguir”, informou.

A Vigilância Sanitária declarou, ainda, à reportagem que outras medidas do decreto devem ser observadas e cumpridas. “Deve-se disponibilizar a solução sanitizante na entrada do ambiente para a limpeza dos pés e consequente diminuição da contaminação interna; ela é feita por meio de uma bacia com um pano dentro e uma solução de água e Qboa (água sanitária). Também é necessário se atentar ao número de pessoas no interior do local, todas espaçadas em dois metros de distância, seja entre funcionários e clientes ou entre clientes. Ao lado de fora também não deve haver aglomeração de pessoas, cabendo ao empresário evitar a situação. Os consumidores devem ficar o menor tempo possível dentro do comércio, visto que a permanência aumenta o risco de contágio”, orienta.

 

TRABALHOS DO ÓRGÃO

A princípio, o trabalho de fiscalização tem sido de caráter orientativo, visto que o decreto é recente e as pessoas ainda têm dúvidas a respeito das medidas. “Pretendemos ainda nesta manhã iniciar com a fiscalização. Marechal Rondon tem muitos comércios e, por esse motivo, os fiscais não atenderam todos os comércios em um primeiro momento, mas o trabalho já está sendo feito. Muitos estabelecimentos, é certo, não terão ainda esses itens, e nós daremos um pequeno tempo para que se organizem e estejam de acordo com o decreto. Se a pessoa se negar a seguir as orientações, vamos fechar o estabelecimento”, declarou a Vigilância Sanitária.

 

O Presente

 

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