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Estiagem histórica compromete safrinha de milho; perdas devem chegar a 50% na região

calendar_month 13 de abril de 2020
3 min de leitura

Depois de uma safra de soja histórica, com índices de produtividade recordes, os agricultores temem uma quebra expressiva na safrinha de milho. No Oeste do Paraná, aproximadamente 50% das lavouras cultivadas com a cultura de inverno podem estar comprometidas devido à estiagem prolongada que assola a região nos últimos meses.

“Este ano promete ser difícil, pois a ‘seca brava’ tem gerado interpretações diferentes nos agricultores. Até este momento o novo coronavírus não afetou o agronegócio, uma vez que a colheita da safra de soja foi finalizada antes do problema ter iniciado. Para ajudar, o câmbio foi interessante ao produtor, com média de R$ 85 a saca de soja”, comenta Valdair Schons, representante de uma empresa do setor agrícola, emendando que no último dia 06 a cotação da Bolsa em Chicago, nos Estados Unidos, estava na faixa e US$ 16 a US$ 17, o que resulta em R$ 80 a saca de soja ao produtor. “O que ainda é bom”, frisa.

Segundo ele, o transporte do produto e o embarque seguem dentro do programado, sem interferência até o momento. “Havia comentário sobre fechar, mas acredito que isso não vai acontecer porque daí o mundo todo fica sem comer. Mesmo com as dificuldades nesta época por causa do coronavírus, os caminhoneiros continuam trabalhando bastante. Nós vemos caminhões entrando e saindo, então o cronograma flui normalmente”, ressalta.

 

Expectativa é de que as chuvas da última semana “ajudem a salvar” em torno de 50% das lavouras na microrregião (Foto: Joni Lang/OP)

 

DOIS LADOS

Conforme Schons, a expectativa para a safrinha de inverno é complicada. “A chuva do último dia 06 salva em torno de 50% das lavouras, ou seja, se de um lado o agricultor está feliz por ter obtido bom rendimento na safra de soja, agora ele corre o risco de perder bastante com o milho safrinha”, compara.

Nos municípios da microrregião rondonense a projeção é de que 40% das lavouras cultivadas com milho safrinha estão na fase de florescimento entrando para a floração, período em que a ocorrência de chuva é considerada fundamental, pois auxilia no processo de polinização e enchimento dos grãos. “Outros 40% são de áreas que ainda toleram a falta de chuva, mas as precipitações desta semana foram boas por permitir a recuperação e o produtor fazer trato cultural e a proteção necessária. A porção restante, em média 20%, foi plantada recentemente e tolera a falta de chuva por estar na fase inicial de desenvolvimento, mesmo assim a chuva se mostra positiva pela umidade no clima ser essencial para que os produtos usados sejam eficazes”, complementa o agrônomo Renato Wiebrantz.

 

Área cultivada na entrada do distrito de Novo Horizonte mostra os efeitos da estiagem: desenvolvimento irregular do milho safrinha (Foto: Joni Lang/OP)

 

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