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Marechal

Estudantes rondonenses criam aplicativo e jogo contra a corrupção

Divulgação/Colégio Cristo Rei

Alexandre, Gustavo, Marcelo e o professor Elói Pickler

Em meio a um noticiário constantemente preenchido com denúncias de irregularidades, como a Operação Lava Jato, o Observatório Social de Marechal Cândido Rondon vai premiar amanhã (23), estudantes que desenvolveram projetos para combater a corrupção. Seis alunos de duas escolas do município criaram um jogo de tabuleiro e um aplicativo de celular para mostrar que o tema está presente na vida diária das pessoas, e não apenas instalado nos poderes Legislativo e Executivo.
Os projetos foram criados para o Concurso de Redação e de Projetos, promovido pelo Observatório Social do Brasil (OSB). Com o tema Cada brasileiro pode ser uma área livre de corrupção, os alunos Ana Gabriela Manica Brod, Ana Thais Senger, Julia Dick, Gustavo Borchert, Alexandre Unfried e Marcelo Santos Moraes, que têm entre 15 e 16 anos, pensaram em ferramentas para ensinar crianças e adolescentes que a corrupção pode causar prejuízos na escola, família, trabalho e até mesmo nas amizades.

Ao todo, o OSB recebeu cinco mil inscrições de mais de 80 escolas. Os trabalhos dos alunos de Marechal foram campeões nacionais na categoria projetos. Uma das autoras do aplicativo para celular que ensina o que é corrupção, Ana Gabriela Manica Brod, conta que a ideia surgiu porque a ferramenta está no dia-a-dia dos jovens e é algo inovador. Como é um aplicativo de perguntas e respostas todo mundo pode entrar e jogar. A minha geração está sempre conectada, então uma forma simples e prática de discutirmos esse tema é através desse meio, detalha Ana Gabriela, de 15 anos.

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O aplicativo conta com perguntas sobre o que as pessoas acham de pesquisa eleitoral, se já furou fila, se devolve o troco do supermercado corretamente e, até mesmo, se já colou em provas da escola. Por enquanto, o app está apenas no papel, mas a aluna espera que o projeto ganhe forma. 
A corrupção é algo bem preocupante, porque isso pode interferir no futuro de toda a população. Hoje em dia, está faltando pessoas honestas. E se não conscientizarmos as crianças, não vai ser de uma hora para outra que uma pessoa será honesta, argumenta Ana Gabriela.
O jogo de tabuleiro pode parecer uma ideia simples, porém, no formato proposto pelos estudantes Gustavo Borchert, Alexandre Unfried e Marcelo Santos Moraes – do Colégio Cristo Rei -, a brincadeira se torna algo sério. Ao associarmos o jogo com o tema corrupção, crianças mais novas vão aprender que se fizerem coisas erradas, também serão prejudicadas. O jogo mostra que se o participante fizer a coisa certa, também pode ser vencedor, argumenta Gustavo Borchert, de 16 anos.

A brincadeira aborda temas como corrupção política, corrupção entre as pessoas e até fraude de notas nas escolas. Para montar o jogo, nós vimos algumas situações que acontecem na sociedade e fizemos a associação. Pesquisamos casos de corrupção em vários âmbitos e desenvolvemos as frases, detalha o estudante.
A participação e as sugestões de projetos inovadores surpreenderam os integrantes do Observatório Social do Brasil (OSB), entidade que articula e assessora os observatórios sociais municipais.
A diretora executiva do OSB, Roni Enara Rodrigues, diz que as ideias dos alunos paranaenses são transformadoras e podem ser multiplicadas. Os jovens se interessam pelo assunto quando é abordado e discutido através de ferramentas que eles gostam. Com o jogo e aplicativo podemos mostrar aos adolescentes que eles precisam se preocupar com a escola e com a própria cidade, explica a diretora.
O OSB espera colocar os projetos dos estudantes de Marechal Cândido Rondon em prática nos próximos meses. Estamos estruturando o projeto e vamos levar para possíveis patrocinadores. Queremos tornar essas ideias viáveis e colocá-las em execução, promete a diretora.

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