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Marechal

Estudo arqueológico contratado pela Copel gera confusão em Rondon; companhia emite nota

calendar_month 17 de setembro de 2020
3 min de leitura

Proprietários rurais e cidadãos rondonenses se mostraram preocupados ao observarem pessoas realizando serviços de escavações e marcações em terras situadas na região da Linha Baitaca, no distrito de Margarida, nesta semana. Mensagem divulgada em redes sociais, como o WhatsApp, circulou intensamente na quarta (16) e nesta quinta-feira (17) abordando o assunto e informando sobre objetos encontrados em tal localidade e supostamente pertencentes a povos indígenas.

A mensagem compartilhada via WhatsApp sugere que os moradores de Marechal Cândido Rondon e região fiquem atentos à situação.

As marcações, segundo relatos, foram registradas na terça (15) e quarta-feira. As pessoas observadas executando o serviço estariam em um veículo Ford/Ecosport de cor branca, com placas de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

EMPRESA CONTRATADA PELA COPEL

Em contato com O Presente, o presidente do Sindicato Rural, Edio Chapla, declarou que obteve a informação de que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) contratou uma empresa para realizar um levantamento visando implantar uma nova rede de alta tensão, sendo que na execução dos trabalhos foram encontrados objetos antigos. “Na terça-feira, dia 15, recebemos denúncias de pessoas estranhas, que não se identificaram e que estariam em propriedades rurais. Passamos a averiguar a situação e realmente tinha procedimento dessas pessoas que faziam a coleta de material”, declarou.

Em vista disso, segundo ele, agricultores foram alertados para entrarem em contato com essas pessoas para verificar do que se tratava. “Elas se identificaram como sendo prestadoras de serviços da Copel, pois nessas áreas ocorre a implantação da rede de alta tensão. Elas estariam fazendo um estudo arqueológico a pedido da Copel. Segundo informações obtidas, é um procedimento de licenciamento ambiental a ser cumprido pela Copel, que relatou ter uma empresa contratada para esta averiguação de escavações e estudos”, comentou.

Chapla entende que a falta de comunicação entre agricultores e a Copel gerou esta situação de transtorno. “A Federação (Faep) orientou que nessas situações os proprietários não deixem pessoas entrar sem apresentar um documento para este fim”, enalteceu.

Presidente do Sindicato Rural, Edio Chapla: “Segundo informações obtidas, é um procedimento de licenciamento ambiental a ser cumprido pela Copel, que relatou ter uma empresa contratada para esta averiguação de escavações e estudos” (Foto: Arquivo/OP)

 

NOTA OFICIAL DA COPEL

A assessoria de imprensa da Copel emitiu nota oficial à reportagem de O Presente, no fim da tarde desta quinta-feira, por meio da qual destaca que a obra de distribuição de alta tensão foi paralisada apenas onde houve a localização de um sítio arqueológico, cujos materiais catalogados foram encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“O procedimento de resgate arqueológico é normal em todas as obras da Copel e na região da linha de distribuição de alta tensão para a subestação da Vila Gaúcha foi encontrado um sítio arqueológico. Antes de iniciar qualquer construção é feito um levantamento por uma empresa especializada contratada pela Copel. Ela recolhe, cataloga todo o material encontrado e encaminha para o Iphan, que faz a avaliação do mesmo e a partir disso autoriza a Copel a fazer a intervenção no local onde foi encontrado o sítio arqueológico. Esse tipo de situação não embarga a obra como um todo, apenas paralisa sua execução no local onde houve o achado enquanto o Iphan avalia o material”, informa a nota enviada ao O Presente.

 

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