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Família rondonense que perdeu a mãe em acidente em 2020 clama por justiça; leia carta

calendar_month 4 de junho de 2024
4 min de leitura

Uma família rondonense que perdeu a mãe em um acidente em 2020 clama por justiça. O grave acidente que culminou com a morte de Irmelia Drews Schmitd, de 80 anos, foi registrado no dia 5 de fevereiro de 2020, em Marechal Cândido Rondon e causou forte comoção na comunidade.

Após pouco mais de quatro anos do acidente fatal, a família ainda busca por justiça. Acompanhe a baixo uma carta relatada pelo filho César Ottomar Schmitt e entenda o caso.

Nota à imprensa

Eu, César Ottomar Schmitt, filho de Gustavo Helvin Schmitt e Irmélia Drews Schmitt, antes de mais nada gostaria de consignar meu máximo respeito e confiança ao poder judiciário e ao ministério público e seus agentes, contudo não posso deixar de escrever e divulgar este manifesto.

Como é de conhecimento de toda população de Marechal Cândido Rondon, minha mãe, Irmélia Drews Schmitt, em idos 5 de fevereiro de 2020, portanto há mais de quatro anos, foi vítima de homicídio culposo em decorrência da perda de controle por parte do cidadão Carlos Eduardo Rodrigues de sua moto esportiva enquanto este praticava manobras irresponsáveis.

A cidade não esquece e não deve esquecer que minha mãe, uma idosa que atravessava a rua na faixa de pedestres, foi atingida em altíssima velocidade pelo veículo auto motor, vindo a fraturar de maneira exposta as duas pernas, levando-a a óbito não muito tempo depois.

Para mim e minha família não é nada fácil rememorar tais acontecimentos, contudo as consequências deste dia nunca nos abandonaram e seguem tendo e gerando mais e mais sequelas em toda a família.

Meu pai, Gustavo Helvin Schmitt, já à época com 82 anos, portanto também idoso, sofria e sofre de várias doenças degenerativas sendo a mais grave o mal de alzheimer, todos sabem a crueldade desta doença e o quanto ela demanda energia física, psicológica e financeira daqueles que são os cuidadores de quem tem este tipo de patologia.

Quem sempre cuidou de meu pai foi minha mãe, enquanto eu e minhas irmãs trabalhávamos para poder ajudar no que fosse necessário.

Relembre o caso

A idosa foi atropelada na faixa de pedestre enquanto atravessava a Avenida Írio Jacob Welp, próximo à subestação da Copel. A motocicleta era conduzida por um empresário. Ele seguia em sentido ao trevo da BR-163 em alta velocidade, quando perdeu o controle e sofreu uma queda. A motocicleta derrapou por cerca de 100 metros e atingiu a idosa, que teve um dos pés decepados, além de vários outros ferimentos graves.

Irmelia recebeu os primeiros atendimentos de profissionais que ocupavam uma ambulância da prefeitura que passava pelo local e foi encaminhada pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi constatada a morte da idosa.

A Polícia Militar atendeu o acidente e encaminhou o condutor da motocicleta ao hospital para atendimento médico e posteriormente ele foi levado à Delegacia de Polícia Civil.

No mesmo dia do ocorrido, o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, realizou oitivas de policiais militares e do motociclista.

Segundo o delegado, o homem que causou o acidente relatou que estava testando a motocicleta, e que a mesma estava sendo preparada para competições em autódromos. “Ele não poderia trafegar em área urbana, pois a motocicleta não possui as condições de segurança e obrigatoriedade exigidas pelo Código de Trânsito Brasileiro(CBT)”, afirma Baptista.

Ainda de acordo com o delegado, o empresário transitava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.

Depois de ouvir a todos e analisar imagens de câmeras de segurança de comércios próximos ao local do atropelamento, o delegado constatou que no momento do acidente o condutor da motocicleta trafegava em velocidade três vezes superior ao limite da via, que é de 60 quilômetros por hora. “Diante de todo o conjunto de provas e principalmente das imagens, concluímos pelo homicídio doloso do Código Penal, artigo 121, uma vez que o acusado assumiu o risco de matar alguma pessoa agindo daquela forma em uma avenida tão movimentada e em excesso de velocidade”, declarou ao O Presente.

O Presente com Rádio Difusora

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