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Marechal Entrevista ao O Presente

“Fé foi fundamental para superar a Covid”, diz casal de Rondon/Mercedes que enfrentou a doença

Marco Antonio Klein e Marli: “Até não estar infectado, você se isola, mas quando se contamina, pensa: e agora? Estou com um vírus em mim e não há medicação para matá-lo. Algumas pessoas infelizmente não conseguem superar isso, então o psicológico fica um pouco abalado” (Foto: O Presente)

Os contágios pelo coronavírus têm aumentado exponencialmente nas últimas semanas no Paraná. O Estado acumula 79.984 diagnósticos positivos e 2.028 mortos em decorrência da doença.

O casal Marco Antonio Klein e Marli Vermohlen Klein faz parte das estatísticas dos pacientes recuperados no Oeste, região que tinha até poucos dias o maior número de casos confirmados por número de habitantes no Paraná. Recentemente, eles foram infectados pelo coronavírus, mas, após um período de tratamento, cuidados e isolamento, conseguiram superar a doença.

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Em entrevista ao O Presente, o casal, que se divide entre Marechal Rondon, onde Marco administra seu empreendimento, e Mercedes (distrito de Arroio Guaçu), onde também tem moradia, conta como foi a experiência de contrair a Covid-19, bastante temida pela maioria das pessoas.

 

PROBLEMAS PULMONARES

Há sete anos, Marli teve uma doença pulmonar chamada aspergilose e, desde então, possui problemas pulmonares. No início do mês de julho, ela precisou se deslocar a Curitiba para a realização de uma broncoscopia e seu marido Marco lhe acompanhou. “Chegamos lá e eu iria somente fazer o exame e retornaria, mas, durante o atendimento, o médico avaliou e disse que não realizaria meu exame naquele momento, que iria me internar por sete dias para fazer um tratamento para fortalecer meu pulmão para realizar o exame na UTI”, conta Marli.

Ela ficou internada por sete dias para fortalecimento do pulmão e realização da broncoscopia, mas ao sair do hospital sentiu os primeiros sintomas da Covid-19. “Quando eu saí do hospital tinha muita dor no corpo, mas acreditava que fossem dores por ter ficado sete dias somente deitada. Quatro dias depois, já em casa, eu comecei a ter febre e comentei com meu marido que o que eu estava sentindo era estranho, pois não eram os mesmos sintomas do meu pulmão. Tinha alguma coisa anormal acontecendo comigo”, relata.

Marli não descarta a possibilidade de ter sido infectada pelo coronavírus durante o tempo em que ficou internada em Curitiba. “A possibilidade de eu ter pegado o coronavírus lá no hospital é muito grande, mas não posso afirmar isso. Mesmo estando internada, eu estive forte esse tempo todo com a doença, pois com meu problema de pulmão, meu risco ao desenvolver a Covid-19 é muito alto”, expõe.

Assim como Marli, Marco também passou a ter sintomas. Eles, então, se dirigiram ao posto de saúde de Mercedes para a coleta de material para realizar o exame, que deu positivo. O casal ficou isolado na casa deles, em Arroio Guaçu.

Marco relata que os sintomas da Covid-19 se manifestaram com muita intensidade. “Tivemos praticamente todos os sintomas: dores, febre, perdemos o olfato e o paladar, o que ainda permanece. A normalização desses sentidos pode demorar até três meses para acontecer. As dores da Covid-19 são bastante acentuadas. Como o vírus atinge o sistema nervoso, era muita dor. Doíam pernas, coxas, costas, braços, tudo junto e intenso. Só com medicação para controlar”, comenta.

 

ISOLAMENTO

Marli diz que se manteve isolada desde que casos de coronavírus começaram a ser registrados na região, uma vez que, por conta de seus problemas pulmonares, os riscos dela ter sintomas mais agressivos e complicações eram maiores. “O mais difícil foi o período em que estávamos contaminados, pois isso mexe muito com a pessoa. Mesmo sabendo que não é bom ficar nervoso durante esse período, você acaba ficando. A própria doença te leva a fica estressada, nervosa e com muito medo, por isso eu acho que foi tão difícil”, expõe. “Até não estar infectado, você se isola, mas quando se contamina, você pensa: e agora? Estou com um vírus em mim e não há medicação para matá-lo. Algumas pessoas infelizmente não conseguem superar isso, então o psicológico fica um pouco abalado”, completa Marco.

 

“A FÉ NOS FORTALECEU”

Para conseguir manter a saúde mental em dia e superar o período de isolamento, o casal conta que a fé e a oração foram essenciais. “Nós somos evangélicos e oramos muito. A nossa igreja também orou, nosso pastor fez um acompanhamento conosco bem intenso através de mensagens de texto. O que me fortaleceu muito foi Deus. A fé fez com que tivéssemos força e condições psicológicas para passar por esse momento. Eu tenho 16% da minha capacidade pulmonar e para alguém com a minha condição ser infectada e sobreviver, eu considero um milagre”, afirma Marli, emocionada.

 

SEQUELAS

Ela menciona que, após a liberação do isolamento, sentiu um pouco de incômodo no seu pulmão. “Hoje eu tenho algumas dores que eu não tinha antes no meu pulmão, só que não posso afirmar que ficou uma sequela ou não, por causa do meu problema pulmonar que já existia antes da contaminação pelo coronavírus”, pontua.

Já Marco salienta que o olfato e paladar são sentidos que eles ainda não recuperaram. “Sempre tive o olfato muito aguçado e agora eu não sinto o cheiro de nada”, declara.

 

CUIDADO

Um aspecto destacado por Marco é de que desde que ele e a esposa voltaram de Curitiba e sentiram que Marli poderia estar contaminada com o coroanvírus, eles tiveram cuidados para não contaminar outras pessoas. “Nos deslocamos para Mercedes, onde a Marli coletou o material para fazer o exame e nos dirigimos para Arroio Guaçu, onde nos isolamos. Tomamos todos os cuidados nesses dias isolados para não contaminar nenhum familiar, e graças a Deus isso não aconteceu. Ninguém da nossa família se contaminou”, enaltece.

 

MEDICAMENTOS

Marco e Marli não fizeram uso de cloroquina como tratamento à Covid. “Quando fomos ao posto de saúde e foi feita a coleta para o teste, foi dada uma receita para nós. A Marli ganhou o Ivermectina e o antibiótico Azitromicina, além de Vitergan Zinco. Para mim eles deram o Azitromicina e não receitaram o Ivermectina, mas eu acabei comprando igual, por conta própria, e tomei. Acabei tomando, por conta própria também, o Vitergan Zinco, que é um complexo de vitaminas e minerais para fortalecer o organismo. De adicional foi receitado paracetamol e dipirona 500 mg, mas acabamos tomando o paracetamol 750 mg, uma dosagem maior, de seis em seis horas, por conta da dor e da febre. Tomamos vários dias porque as dores eram bem intensas”, detalha Marco.

Ele elogia o atendimento prestado pelos profissionais do posto de saúde de Mercedes. “Foi um atendimento muito bom e importante. A agente de saúde no começo vinha todos os dias nos visitar em Arroio Guaçu para verificar como nós estávamos, depois vinha dia sim, dia não nos visitar para monitorar a situação. Eles nos forneceram um oxímetro para nós mandarmos para eles a saturação, que mede a quantidade de oxigênio que o pulmão manda para o cérebro. Nós enviávamos as informações e a médica ia analisando”, comenta.

 

SENTIMENTO

Após superar o coronavírus, o casal relata se sentir mais fortalecido espiritualmente. “Meu sentimento foi de fortalecimento espiritual. Acho que nos fortaleceu mais ainda com Deus pelo fato de Ele ter nos dado superação para isso. Poderia ter sido muito pior, principalmente na questão da Marli”, salienta Marco.

“Durante esse período de isolamento pudemos refletir muito sobre tudo, sobre nossas vidas. No momento em que você recebe a notícia da infecção é bem delicado, mas aos poucos foi acontecendo um fortalecimento espiritual. Temos medo de nos contaminarmos novamente, mas somos muito felizes em termos saído dessa situação e termos nos recuperado”, celebra Marli.

Atualmente, Marechal Cândido Rondon tem 241 casos confirmados de coronavírus. Já Mercedes conta com 15 diagnósticos positivos.

Marli e Marco Klein (Foto: O Presente)

 

O Presente

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