De olho em oportunidades, o rondonense Cristiano Becker Brambilla decidiu apostar e, há cerca de três meses, abriu seu cadastro de microempreendedor individual (MEI). A empresa dele, a Bigfrio Ar-condicionado e Refrigeração, existe há nove anos e com o cadastro passa a contar com maior amparo e possibilidade de crescimento no ramo.
“Com a minha empresa regularizada, abre-se um leque muito maior de serviços, além de linhas de créditos. Ser MEI dá muito mais prestígio ao meu negócio”, enalteceu ao O Presente.

Microempreendedor individual Cristiano Becker Brambilla e seu irmão, Adriano Brambilla Becker: MEIs que atuam há nove anos no setor de serviços (Foto: O Presente)
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM ALTA
Localizada no Jardim Ana Paula, a empresa de Brambilla tem como principal linha de serviço o conserto, manutenção e instalação de ar-condicionado e áreas de refrigeração em geral, seja em residências ou áreas comerciais. “Por termos iniciado há pouco tempo, a demanda está ótima. Só temos a agradecer”, destaca.
Na avaliação do empreendedor rondonense, o momento é propício para a abertura de empresas e a pandemia não é um impedimento. Ao contrário, a situação pandêmica até o incentivou. “Hoje o ramo de prestação de serviço é muito bom. Com o empreendimento a pessoa consegue ter uma renda melhor para sua família e melhorar de vida”, assegura.
Uma das oportunidades geradas a partir da abertura do cadastro, pontua Brambilla, é a realização de contratos com empresas de grande porte. “A mão de obra está escassa para todo mundo e empresas maiores sentem muito mais isso, principalmente a ausência de pessoas capacitadas. Com isso, acabam terceirizando muitos serviços para microempreendedores”, diz.
SALDO POSITIVO
Brambilla é um dos 480 microempreendedores cadastrados em Marechal Cândido Rondon neste ano e contribuiu para que o município tivesse um saldo positivo na abertura de MEIs.
“Conforme o relatório de atendimentos, de janeiro a 10 de agosto de 2021, foram abertos 252 MEIs, já descontadas as baixas. Em casa ou em escritórios de contabilidade, já considerando os cadastros baixados, foram mais 228”, detalha ao O Presente o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Valdir Port (Portinho).
Ao todo, foram computadas 157 baixas de cadastros MEIs, sendo 118 na secretaria e 39 em outros meios.
MAIOR QUE 2020
No mesmo período de 2020, o saldo referente ao cadastro de microempreendedores também esteve positivo, contudo, se manteve na casa dos 291, com 478 formalizações de MEIs e 187 baixas. Comparando os dados, o índice positivo foi registrado em ambos os anos, porém 2021 apresentou crescimento de 189 no saldo líquido.
“Os MEIs sempre tiveram um saldo de aberturas positivo em Marechal Rondon, mas a partir de 2017, especialmente, houve um crescimento ainda mais expressivo”, comenta o secretário.
SIMPLES NACIONAL
Enquanto 2020 apresentou índice positivo de 213 aberturas de empresas no Simples Nacional, com 306 formalizações e 93 baixas, 2021 quebrou uma sequência de saldos favoráveis. “Foram abertas 245 e houve fechamento de 395, um saldo negativo de 150”, mensura Portinho.
Segundo ele, é possível que o alto número de baixas nos registros do Simples Nacional se deva ao fato de empresas terem migrado, com um novo CNPJ, para o microempreendedorismo.

Secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Marechal Rondon, Valdir Port (Portinho): “Percebemos nos cursos que colocamos à disposição a presença de inscrições muito acima do que esperávamos. Isso mostra que as pessoas estão buscando uma qualificação maior” (Foto: Divulgação)
OPORTUNIDADES EM VISTA
Conforme Portinho, assim como alguns surfam na onda do empreendedorismo, outros acham o mar turbulento demais, mas, na opinião dele, a pandemia gerou um movimento de empreender. “Diante dessa realidade, as pessoas pensam mais em oportunidades, valorizando principalmente suas formações e também buscando aperfeiçoamento. Percebemos nos cursos que colocamos à disposição a presença de inscrições muito acima do que esperávamos. Isso mostra que as pessoas estão buscando uma qualificação maior”, enaltece.
No entendimento do secretário, quem quer empreender não costuma deixar o bonde passar. “Sempre precisamos nos atualizar, porque o mercado muda muito com as tecnologias e é preciso esmero com a saúde financeira da empresa”, pontua.
O Presente