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Marechal Atividades paralisadas

Funcionários dos Correios de Marechal Rondon aderem à greve

Quatro funcionários da unidade-sede das entregas em Marechal Rondon paralisaram as atividades nesta quarta-feira (11) e estão sentados em frente à sede, contudo, não permitiram ser fotografados pela reportagem de O Presente (Foto: O Presente)

Após os sindicatos que representam os funcionários dos Correios decidirem em assembleias pelo país por iniciar greve desde a noite de ontem (10), o movimento vem se alastrando e várias agências paralisaram as atividades nesta quarta-feira (11). No Paraná não é diferente. Inclusive em Marechal Cândido Rondon, na sede de entregas dos Correios do município, alguns funcionários fixaram uma faixa e estão sentados na lateral da unidade da Rua Dom João VI, com suas atividades paralisadas. A reportagem de O Presente esteve lá, mas eles não permitiram ser fotografados. Contudo, trata-se de um movimento paralelo. As duas agências rondonenses seguem funcionando normalmente.

O movimento é por tempo indeterminado e todos os serviços dos Correios serão afetados. Devido à paralisação, alguns serviços podem ficar lentos e devem acontecer atrasos na entrega.

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Quatro funcionários da unidade-sede das entregas em Marechal Rondon paralisaram as atividades nesta quarta-feira (11) e estão sentados em frente à sede, contudo, não permitiram ser fotografados pela reportagem de O Presente (Foto: O Presente)

 

80% das agências

“Cerca de 80% das agências vão aderir à greve. Foram 36 sindicatos que em conjunto e com decisão unânime decidiram pela paralisação”, afirma Douglas Cristóvão de Melo, diretor de comunicação do Sintect (Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) e da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios). Alguns sindicatos ainda farão assembleias.

Os trabalhadores e a estatal estavam desde julho negociando, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), novo acordo coletivo para a categoria. A empresa, no entanto, não aceitou os termos indicados. “A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Para manter nosso acordo coletivo, repor as perdas aos salários e manter os empregos vamos ter que lutar”, informou em nota a Findect.

O acordo coletivo da categoria ficou vigente até o início de agosto. Antes de expirar, durante a audiência no TST, as duas partes concordaram em prorrogá-lo até 31 de agosto, enquanto as negociações andavam. Durante esse período de conversas, os sindicatos se comprometeram a não iniciar greve. No entanto, o novo prazo chegou e uma solução ainda estava pendente. Os Correios não quiseram prolongar por mais um mês o acordo, como propôs a Justiça do Trabalho, e, com isso, os trabalhadores voltaram a se organizar para uma paralisação.

 

Reivindicações

Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Entre pontos que a categoria reivindica estão a exclusão do vale cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um ponto sensível na negociação.

 

Nota dos Correios

No início da tarde desta quarta-feira, os Correios emitiram nota à imprensa relativa à paralisação parcial de empregados. Confira:

A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada nesta terça-feira (10) pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. No Paraná, 86,69% dos empregados estão trabalhando normalmente.

Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.

 

O Presente com agências e assessoria

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