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Marechal Segurança pública

Furtos diminuem em Marechal Rondon no 1º semestre de 2020

(Foto: Divulgação)

O furto é um dos crimes mais comuns na maioria dos municípios brasileiros. Os criminosos aproveitam um momento de distração das vítimas para furtar, sem que elas percebam, bicicletas, veículos ou outros bens de maior ou menor valor.

Um dos principais alvos dos bandidos são as residências. A ausência das pessoas nas casas desperta o interesse dos ladrões, que aproveitam para arrombar as moradias e subtrair objetos.

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Em Marechal Cândido Rondon, esse tipo de crime apresentou queda expressiva no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2019 a 2ª Companhia (Cia) da Polícia Militar (PM) atendeu no município 198 casos de furto, 64 a menos que em 2020. Em comparação a 2018, a diferença é maior, reduziu de 239 furtos para 134 em igual período.

A diminuição do número de casos começou em março, mês em que os furtos passaram de 34 no ano passado para 20 neste ano. A queda continuou nos dois meses seguintes, e em junho o crime apresentou número bem abaixo da média dos últimos anos: 16 casos (queda de 72% comparado ao mesmo período de 2018 e de 60% com 2019).

Residências são o principal alvo dos criminosos que cometem furtos (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

MUDANÇAS DE HÁBITOS

A exemplo de outras cidades, em Marechal Rondon a pandemia de coronavírus exigiu da população mudanças de hábitos para evitar a transmissão da doença. Entre eles está o isolamento social, que, segundo o comandante da 2ª Cia da PM, tenente Daniel Zambon, teve efeito direto na queda de casos de furtos no município no primeiro semestre deste ano. “Houve a mudança de mobilidade das pessoas, que passaram a ficar mais em casa, e isso contribuiu consideravelmente para a diminuição no número de casos”, ressalta.

De acordo com Zambon, o tipo de furto mais comum ocorre por meio de arrombamento em imóveis, tanto residencial quanto comercial.

Ele diz que também existem muitos casos de furtos dentro de estabelecimentos comerciais, como mercados ou lojas de conveniências. “O criminoso entra e aproveita um momento de descuido dos funcionários e esconde objetos e sai sem pagar”, comenta.

Comandante da 2ª Cia da PM, tenente Daniel Zambon: “A participação da comunidade é fundamental para que possamos prender esses criminosos” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

QUADRILHA DESARTICULADA

Segundo o tenente, a desarticulação de uma quadrilha especializada em furtos no ano passado foi determinante para a redução dessa modalidade de crime em Marechal Rondon. “Chegamos à conclusão que os integrantes da quadrilha praticavam mais de um furto por dia, inclusive o chefe da quadrilha havia locado um apartamento para guardar os objetos furtados para posteriormente fazer a comercialização dos produtos”, expõe.

 

VÍTIMA

O rondonense Alfredo Kracke já foi vítima desse tipo de crime. Ele mora sozinho e há cerca de quatro meses teve sua casa arrombada. “Eles jogaram um tijolo no vidro da janela, entraram e roubaram dois celulares, R$ 850 em dinheiro, algumas bebidas e um rádio”, conta.
Segundo ele, ser vítima desse tipo de crime causa sentimento de revolta e impotência. “Dá um desespero porque alguém entrou na tua casa para levar as coisas que a gente trabalhou tanto para ter”, lamenta.

De acordo com Kracke, um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, mas os objetos furtados não foram recuperados.

Rondonense Alfredo Kracke, que já teve a residência arrombada: “Dá um desespero porque alguém entrou na tua casa para levar as coisas que a gente trabalhou tanto para ter” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

RECEPTAÇÃO

Todo objeto furtado precisa ser vendido para gerar lucro aos criminosos, e é nesse contexto que entra a ação do receptador, pessoa responsável pela compra dos produtos roubados.

Conforme o artigo 180 do Código Penal, a receptação também é crime, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão para o caso geral e de três a oito anos para a receptação qualificada, caracterizada por ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda ou de qualquer forma utilizar coisa que se deva saber ser fruto de crime de furto ou roubo.

Segundo o comandante da PM, a compra de objetos sem procedência fortalece o crime de furto. “Uma das formas de motivação para esse crime é a pessoa que faz isso, pois está alimentando esse ciclo criminoso”, pontua.

Ele alerta sobre a importância de saber a origem de objetos usados colocados à venda antes de realizar uma compra. “Produto sem procedência ou muito abaixo do preço médio de mercado pode indicar algum problema”, ressalta Zambon.

Lojas de roupas, conveniências, supermercados e mercearias são visadas pelos criminosos que praticam pequenos furtos (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

ROUBOS

Com a permanência das pessoas por mais tempo em suas casas, o que dificulta a prática de furtos em residências, acreditava-se que pudesse haver a migração de alguns criminosos para a prática de outros crimes, como o roubo, no entanto, isso não aconteceu.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, o trabalho conjunto das forças de segurança inibiram a prática criminosa. “Podemos ver que nesses últimos meses tiveram alguns roubos, contudo, as ações policiais estiveram bem focadas nessa situação e várias pessoas foram presas, principalmente menores envolvidos nesses roubos foram apreendidos. Então, não teve nenhum tipo de disparada nesse crime”, salienta o delegado.

Em relação a roubo, situação em que a vítima sofre ameaça por meio de arma de fogo, faca ou outro tipo de objeto que coloca em risco a integridade física, os números do primeiro semestre de 2020 são parecidos com os de 2019 em igual período, com destaque para janeiro deste ano, quando aconteceram 11 casos, a maioria deles roubos de aparelhos celulares.

O comandante da PM salienta que é comum a variação de crime em determinadas épocas do ano por conta da atuação segmentada dos criminosos em diversas cidades da região. “A gente observa que há uma sazonalidade. Os crimes aumentam conforme a chegada de criminosos na região e diminuem imediatamente quando a polícia reage e consegue prender esses elementos”, enfatiza.

Delegado Rodrigo Baptista Santos: “O trabalho conjunto das forças de segurança desde o início do ano ajudou a coibir os casos de furto no município” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

CASOS DE FURTOS EM MARECHAL RONDON

2018 2019 2020
Janeiro 41 25 27
Fevereiro 24 34 33
Março 41 34 20
Abril 30 25 17
Maio 45 40 21
Junho 58 40 16
Total: 239 198 134

(Fonte: Polícia Militar)

 

DENÚNCIAS

Conforme Zambon, a participação da população é fundamental para auxiliar o trabalho de prevenção e repressão a práticas criminosas. Exemplo disso aconteceu no último fim de semana, nas dependências do antigo Hospital Fumagali, ocasião em que uma pessoa viu a movimentação estranha e acionou a PM. “Chegamos lá e tinha um cidadão que arrombou a porta para furtar objetos, mas conseguimos prendê-lo”, relata.

Quem se deparar com alguma situação suspeita deve ligar para o número 181 que terá a identidade preservada. “Se a pessoa vislumbrar algum produto de crime, saber de alguém vendendo produtos ilícitos ou qualquer informação referente a esses casos pode ligar também para o 190 e fazer a denúncia de forma anônima”, reforça Zambon.

 

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