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Grupo “MCR contra o pedágio” intensifica busca por assinaturas

calendar_month 24 de agosto de 2021
5 min de leitura

As novas concessões rodoviárias do Paraná, que devem ser implantadas a partir do próximo ano, têm mobilizado lideranças e a comunidade regional que lutam contra alguns pontos da proposta que foi apresentada pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Governo do Estado.

Dentre eles está a instalação de uma praça de pedágio entre Toledo e Cascavel, na BR-467, e outra na BR-163 entre Mercedes e Guaíra. Marechal Cândido Rondon está no “meio do caminho” destas duas praças.

Com o objetivo de organizar de maneira mais efetiva o movimento, na semana passada surgiu o grupo “Marechal Cândido Rondon contra o pedágio”. Inicialmente, a proposta era pressionar os deputados para que não aprovassem na Assembleia Legislativa o projeto de lei que delegou à União as rodovias estaduais.

“O nosso objetivo era que fosse aprovado um outro modelo, realmente pelo menor preço e a não entrega das rodovias paranaenses para o governo federal. Mas o projeto foi aprovado e nós continuamos com o grupo do WhatsApp, debatendo os assuntos”, relata uma das lideranças do movimento, professor universitário Wilson Zonin.

De acordo com ele, foi possível constatar a indignação e revolta das pessoas, especialmente pela criação das duas novas praças de pedágio. “Resolvemos no sábado (21), neste grupo, iniciar um processo de abaixo-assinado para ver se conseguimos realmente mostrar o anseio da população e o inconformismo que existe na região com relação a esses dois ‘presentes de grego’”, observa.

O professor avalia que as praças de pedágio vão causar prejuízos à economia e ao desenvolvimento do Oeste do Paraná. “O movimento é contra, porque há 20 anos, quando os prefeitos precisavam passar patrola no asfalto para conseguirmos andar, não víamos interesse de concessionárias de fazer pedágio. Agora que as estradas estão em boas condições de tráfego vêm colocar um modelo caro que objetiva lucrar. Esse modelo de pedágio é muito ruim para a sociedade e a gente sentiu esse amplo descontentamento da população”, declara.

 

Busca de apoio

Diante da situação, Zonin reforça que o grupo se organizou para fazer a coleta de assinaturas, inclusive com o envolvimento de diversas lideranças. “Estamos buscando apoio de vereadores, que foram eleitos para serem representantes do povo. Estamos buscando apoio de empresários, comerciantes, agricultores, lideranças comunitárias, estudantes, professores. Enfim, todos nós vamos ter uma vida muito afetada, custos de produção elevados, os produtos da cesta básica serão aumentados também. O consumidor perde, o produtor perde, o empresário perde, o assalariado perde. Quem ganha com esse pedágio? Se o modelo ainda vigente sustentava concessionárias e governo, agora, além de concessionárias e governo estadual, vamos sustentar o governo federal e Bolsa de Valores. E que benefício vai trazer para a nossa população?”, questiona.

Segundo um dos líderes do movimento, ficou claro que a implantação do pedágio não está seguindo o modelo desejado pelos paranaenses. “Por isso, o melhor caminho de interesse da região é a não implantação dos pedágios de Toledo e Mercedes. Esse tem sido o anseio e o apelo desse grupo”, afirma.

 

Abaixo-assinado

Zonin argumenta que o abaixo-assinado é um documento que tem peso e validade. “É um instrumento facilmente auditável, em que é possível verificar se as pessoas realmente assinaram ou não. Nós estamos conferindo para que as assinaturas sejam representativas, não estejam duplicadas. Mas o abaixo-assinado é, acima de tudo, uma forma de mobilizar. Estamos percebendo que a comunidade está mobilizada, está se envolvendo, se engajando, e é contra a instalação dessas praças de pedágio”, aponta.

Conforme o rondonense, posteriormente o objetivo é apresentar o documento para as autoridades. “O foco agora é levar isso a quem realmente tem o poder na mão, que é o presidente da República e o governador do Estado do Paraná. Se eles querem implantar, eles implantam; se eles não quiserem, não implantam”, afirma.

 

Cheque em branco

Na avaliação do professor universitário, a aprovação do projeto de delegação de rodovias estaduais à União, por parte da Assembleia, é semelhante a repassar um cheque em branco. “Mas seguiremos mobilizados e lutando para que os governantes tenham sensibilidade e aprendam a ouvir um pouco ‘de baixo para cima’, porque, nos últimos anos, o que vimos é só ‘de cima para baixo’. Queremos mostrar ‘de baixo pra cima’ o que é que se pensa, o que se quer, o que é que se deseja. Nós vamos lutar e batalhar até onde estiver ao nosso alcance, fazer uma luta civilizada, educativa, que mostre que o Estado do Paraná já é sugado demais por impostos e vê pouco retorno. E agora querem levar mais recursos”, declara.

Para Zonin, é obrigação do governo manter as obras das rodovias e impostos são pagos para isso. “O setor produtivo não pode ser prejudicado para atender interesses de especuladores. É isso que está em jogo. Nossa luta segue e vamos buscar apoio em mais municípios”, adianta.

 

Mobilização regional

De acordo com o rondonense, a partir desta terça-feira (24) lideranças do movimento vão buscar apoio em Nova Santa Rosa, Mercedes, Palotina, Guaíra, Terra Roxa e Pato Bragado. “Vamos avançando. Quero agradecer a todos que têm se envolvido, porque esse movimento não é partidário. Esse movimento tem uma causa, que é o interesse da população ser valorizada, respeitada e não penalizar mais o setor produtivo e os consumidores. É por isso que essa causa nobre tem tanto apoio e nós continuamos pedindo mais assinaturas”, menciona.

Ele revela que até hoje pela manhã 800 pessoas já participaram do abaixo-assinado. “Não é só o número que diz, mas a diversidade. São agricultores, estudantes, empresários, vendedores, profissionais que vivem nas estradas dando assistência técnica, caminhoneiros. Há uma indignação, um descontentamento, e estamos tentando representar coletivamente esses interesses em um grupo em que todos que concordam com essa ideia podem se considerar lideranças, todos são lideranças desse movimento”, conclui.

 

Como assinar?

Para participar do abaixo-assinado, basta clicar neste link e informar o nome completo, a atividade que exerce, o número de WhatsApp e o e-mail. Não há necessidade de informar números de documentos pessoais.

 

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