Marechal Voz marcante

Há 20 anos no ar, Sabrina Viviane fala da sua paixão pelo rádio

Animando as tardes da Rádio Difusora, radialista é conhecida por sua voz marcante e pelo jeito alegre de se comunicar, conquistando fãs em toda a região (Foto: O Presente)

Com uma voz cativante e marcante, a rondonense Sabrina Viviane Lohmann tem no rádio uma de suas grandes paixões, através da comunicação. Os cerca de 20 anos de experiência na área garantiram-lhe ser uma das locutoras mais conhecidas do Oeste do Paraná.

Diariamente, são centenas e centenas de moradores de Marechal Cândido Rondon e municípios da região que acompanham a comunicadora nos programas que ela comanda na Rádio Difusora. Há duas décadas no ar, seu programa mais conhecido é “As quentinhas”, que vai ao ar durante a tarde. Trata-se de um programa interativo e bem-humorado, que conquista cada dia mais fãs.

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COMO TUDO COMEÇOU

O dom pela comunicação sempre esteve presente na vida de Sabrina e foi percebido pelos seus professores desde pequena na escola, os quais a incentivavam e motivavam a mostrar o seu talento e conquistar espaço. Na época, ela não levava o assunto muito a sério, pois sua paixão se resumia ao basquete. “Na época meu sonho era ser a Hortência ou a Paula. Porém, sempre gostei muito de ouvir rádio”, contou ao O Presente.

Sabrina conquistou seu espaço na Rádio Difusora muito nova. Ela relembra que quando jogava basquete tinha uma amiga que era sobrinha de uma funcionária da rádio. “Um dia eu vim com ela, acabei conhecendo a rádio e aquilo tudo me chamou a atenção. Como eu só estudava, comecei a ir na rádio todo dia. Na época eu tinha uns 15 anos”, relata.

Com essas visitas, ela acabou conhecendo muitas pessoas do ramo da comunicação, todavia, a pouca idade era motivo de descrença por algumas pessoas. Outro aspecto observado até então era o número reduzido de mulheres radialistas.

Sabrina diz que com o tempo sua mãe queria que ela arrumasse um emprego, momento em que voltou para a Difusora, onde contou com o apoio de um colega. “Um amigo meu me deu um apoio, chegou e falou para o pessoal da rádio me dar uma chance, e se não desse certo eu desistiria. Nisso eu estava com uns 17 anos”, menciona.

“Comecei a fazer o horário da madrugada na FM para aprender. Meu diretor na época deu a ideia. Foram 14 anos que eu fiquei à noite. Apresentei programas em quase todos os setores da rádio, o que foi muito bom. Foi então que eu fiz a faculdade de Jornalismo e foi quando surgiu a proposta, e depois de 14 anos à noite eu passei a trabalhar à tarde. Agora já são 20 anos no rádio”, enaltece.

 

CANTORA

A radialista comenta que houve um período em sua vida em que foi cantora. “Antes de começar na rádio eu comecei a cantar no karaokê que tinha em um restaurante em Marechal e acabei chamando atenção. Até tive uma proposta para participar em um programa na TV”, ressalta.

Contudo, Sabrina recusou a proposta. “Vou ir lá cantar e vou pagar mico ainda, sendo que tem cantores que estudam para isso, que cantam todos os dias. Eu fui cantar por cantar. Fiz teatro, e nesse período fiz aulas de canto, mas parou por ali”, recorda.

 

AO VIVO

O rádio é feito quase que em sua totalidade com programas ao vivo, sendo um dos maiores desafios para os comunicadores da área. Imprevistos, acontecimentos e crises de risos fazem parte do dia a dia desses profissionais. Com a Sabrina não é diferente. Ela lembra de uma passagem em que ela e um colega apresentavam um jornal, quando uma crise de risos tomou conta dos dois.

“Foi um jornal na FM que eu e o Adriel Marcelo estávamos apresentando, e não sei o que aconteceu no meio da apresentação e nós não conseguimos levar o jornal adiante porque a gente chorou de dar risada”, relembra a radialista.

Outra situação que acontece em programas ao vivo é a necessidade de informar quando algo ruim acontece, ou ser pego de surpresa por acontecimentos. “No dia do tornado (19 de novembro de 2015) estávamos no ar com ‘As quentinhas’. Iríamos comemorar o aniversário da rádio naquele dia, e tudo saiu do ar por causa do temporal. Eu entrei em desespero na hora”, conta Sabrina.

“Já teve mortes de colegas de trabalho que nós tivemos que anunciar, e como o rádio não para, o programa teve que continuar. Por mais difícil que seja para algumas pessoas compreenderem algumas situações, nós temos que trazer os dois lados da moeda sempre, e assim como o jornal impresso, o rádio tem uma credibilidade muito grande, por isso ficamos muito felizes. É o nosso papel levar informação e entretenimento de qualidade”, enaltece.

 

DESAFIOS

A comunicadora avalia que para ser radialista é preciso ter muita criatividade. “No rádio você fala e as pessoas acreditam que você tem tudo na sua frente, mas não é assim. Você tem que ter muita criatividade. Eu estou cinco horas no ar, e nesse tempo tenho que estar falando, e pode acontecer de tudo. Eu posso ter notícia boa, notícia triste, ter um programa que é animado, então você tem que saber medir também”, pontua.

Ela garante que não é tão fácil quanto as pessoas imaginam. “Você tem uma grande responsabilidade, por isso que eu me preparei. Fiz Jornalismo, fiz pós-graduação, hoje faço inglês, então temos que ter essa dimensão do quanto é importante estar no ar e saber o que você estará levando para as pessoas, porque eu acho que a gente tem um papel importante na vida dessas pessoas. Me preocupo bastante com aquilo que estou levando para elas. Eu tenho isso comigo, e quero levar sempre o melhor para o ouvinte”, destaca.

Outro desafio apontado por Sabrina é de ser verdadeira. “Meus ouvintes sabem quando eu estou triste, quando estou bem, porque não tem como nós nos camuflarmos no rádio. Nós temos algumas técnicas. Por exemplo, vou gravar uma propaganda e preciso mostrar alegria, mas quando você está no ar é diferente. Eu gosto de ser sincera, e as vezes a gente acaba até pagando alguma coisa por ser tão sincero assim”, expõe.

Locutora e radialista Sabrina Viviane: “Temos que ter essa dimensão do quanto é importante estar no ar e saber o que levar para as pessoas, porque eu acho que temos um papel importante na vida delas” (Foto: O Presente)

 

FUTURO

A rondonense tem muitos planos para o futuro, sim, muitos deles, todavia, não muito concretos. “Estou há 20 anos no rádio, mas nós nunca sabemos o dia de amanhã. Portas podem se abrir e oportunidades surgir, e eu me preparo para algo muito maior. Se um dia eu puder sair de Marechal e ir para um grande centro, se eu tiver essa coragem, talvez ir para a televisão, por que não?”, finaliza a radialista.

 

Com assessoria

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