O réu julgado ontem (13) pelo Tribunal Popular do Júri de Marechal Cândido Rondon, que até então respondia pelo crime de homicídio em liberdade, foi condenado e preso.
Jacson Marcelo Kapchak, em 21 de dezembro de 2013, por volta das 22h30, nas dependências de uma lanchonete na Avenida Prata, em Margarida, empunhando uma arma de fogo, efetuou disparos contra Valdir Roque Lange.
Três tiros atingiram a vítima, que morreu em decorrência de anemia aguda por hemorragia provocada por instrumento perfuro contundente.
Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o réu Jacson Kapchak cometeu o crime por motivo fútil e mediante recursos que dificultaram a defesa da vítima, na medida em que aproveitou o fato de Valdir Roque Lange estar sentado e de costas para a rua.
Contra o réu também pesou o fato de fazer os disparos contra a vítima em local onde se encontravam diversas outras pessoas, duas das quais, que nada tinham a ver com a situação, resultaram com ferimentos.
O motivo fútil para o crime se refere a um desentendimento financeiro de alguns anos atrás entre a vítima e os pais do réu.
No texto da sentença lida ao final da sessão, o juiz Dionísio Lobchenko Junior menciona o fato de, após o crime, Jacson Marcelo Kapchak “permanecer foragido até o dia 24 outubro de 2017, ou seja, por mais de cinco anos, morando na cidade de Katuetê, no Paraguai, trabalhando em construção civil”.
O réu foi condenado a 16 anos, sete meses e 15 dias e considerando o risco de fugir novamente, o juiz decretou o cumprimento da pena em regime fechado, determinando a imediata expedição do mandado de prisão.
O advogado de defesa, Antonio Marcos de Aguiar, informou que, considerando a jurisprudência dominante e levando em conta o tempo de prisão decretado, impetrará na próxima semana um pedido de habeas corpus, para que seu cliente possa cumprir a pena em regime semiaberto.
Com Rádio Difusora