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Marechal

Inadimplência dispara 35% no mês de maio em Marechal Rondon

Embora a economia de Marechal Cândido Rondon e microrregião não tenha sentido de maneira tão impactante os efeitos da crise econômica que assola o país, ainda assim há uma quantidade considerável de cidadãos com o nome registrado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) na Associação Comercial e Empresarial (Acimacar). Entre pessoas físicas e jurídicas, 6.949 cadastros constam no grupo de devedores, somando consideráveis R$ 7,2 milhões, ou seja, cada consumidor tem uma conta a pagar de aproximadamente R$ 1.036. Os dados valem até a última sexta-feira (02).

Os altos números de devedores e de valores a serem ressarcidos aos empresários têm uma explicação plausível. É que além das vendas diminuírem todos os meses do ano, na análise de janeiro até maio, a inadimplência está crescendo. O número de registros é diretamente proporcional à quantidade de inadimplentes.

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De acordo com o diretor do SPC na Acimacar, Luciano Cremonese, as empresas que se utilizam do SPC para se proteger acabam registrando todos os seus consumidores inadimplentes, o que geralmente acontece no mês de maio, período de segundo maior movimento de vendas devido à comemoração do Dia das Mães. No período de maio deste ano comparado a 2016 foi observada uma elevação de 35,32% no quesito registros (confira os números nas tabelas a seguir).

“Sempre existem as tentativas de negociação, contudo a situação chega a tal ponto que é necessário registrar os devedores. Eu acredito que o maior registro em maio se deve ao fato de que os nossos comerciantes e empresários estão procurando se proteger”, diz.

 

Crediário

O grande índice de baixas, que somou 82,35% em maio, deve-se ao fato de que como o Dia das Mães é uma data muito especial as pessoas querem presentear a mãe, contudo para isso ser possível necessitam ter crédito na praça para adquirir a prazo.

“Além disso, há campanhas que a Associação Comercial realiza para que as pessoas limpem o seu nome, o que é importante porque o cliente pode fazer novas aquisições e o comércio também depende disso. Por outro lado, o comércio precisa se proteger porque comprar mercadoria, vender e não receber quebra um ciclo importante para que a economia gire normalmente”, menciona.

Segundo Cremonese, o aumento das consultas no mês de maio ocorreu porque antes de vender o empresário quis saber se o consumidor estava com o nome limpo ou não. “O aumento foi pequeno, mas ele é muito grande se nós analisarmos que as vendas do comércio em maio foram menores do que em 2016. Nós tivemos queda nas vendas de 15% a 20% em média, dependendo do setor do negócio. Se vendemos menos e registramos mais que no ano passado, isso quer dizer que nós consultamos muito mais do que no ano passado. Tudo isso é reflexo da inadimplência que está aumentando”, alerta.

 

Finanças

Conforme o diretor do SPC, os números na região de Marechal Rondon são bem diferentes dos observados em nível de Brasil, justamente devido ao fôlego proporcionado pelo agronegócio. “A tendência agora com a queda na taxa Selic de juros é de que baixe mais os juros de captação nas instituições financeiras, então os consumidores e empresários podem iniciar o processo de captar dinheiro para novos investimentos e aquisições com taxas menores. A taxa vai cair ainda mais a partir do momento que a inadimplência diminuir, porque é custo de dinheiro das agências financeiras, ou seja, se a inadimplência está alta o juro não cai efetivamente”, considera.

De outra parte, Cremonese lembra ser importante o consumidor se organizar, procurar economizar para comprar mais barato, ou seja, à vista. “Eu sempre comento com quem converso de que a pessoa deve ter a cultura da poupança, mas infelizmente o poder de compra atual não permite economizar tanto tempo para comprar bens de consumo, então cai no financiamento ou na compra a prazo”, entende.

“Uma preocupação que nós temos é orientar o empresário a administrar a sua finança, porque ele também pode ser inadimplente. Além disso, as cooperativas de crédito promovem nos seus associados a cultura da economia e da administração financeira. É muito bom que todo mundo se controle, pague suas contas em dia, pois a partir de quando entra na inadimplência as coisas se tornam mais difíceis na hora de financiar um bem durável ou qualquer outro item”, ressalta.

 

Expectativa Positiva

Cremonese se mostra confiante que a economia vai melhorar no segundo semestre. “Estamos há muito tempo falando em crise, troca de governantes e a crise sempre está instalada. Nós, empresários, estamos tentando fazer a nossa parte para que a nossa cidade, o Estado e o Brasil consigam sair dessa falta de estrutura. Quanto mais as pessoas trabalharem e os empresários venderem, mais impostos nós vamos gerar para retornar ao município e ao contribuinte”, opina.

Segundo ele, o empresário pensa em novos investimentos a partir do momento em que a economia começa a melhorar. Para isso as instituições de crédito fazem restrições para quem está no SPC, então quanto mais conseguir quitar e não ficar inadimplente, mais se possibilita comprar a prazo novamente. “Esse é um ciclo muito importante para a economia, pois no caso de conseguir pagar em dia a economia cresce para aumentar emprego, renda e todo mundo voltar a ganhar”, finaliza.

 

Oportunidade

Com objetivo de orientar consumidores e empresários sobre a importância de manter o nome limpo através das contas em dia, a Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar) promoverá, na segunda-feira (12), um curso com a temática Inteligência Financeira, tendo como instrutor Altemir Farinhas. A participação é gratuita.

Depois de um curso realizado há poucos dias, Neide Simões Pipa retorna ao município no mês de outubro para abordar sobres o aspectos legais da cobrança de dívidas. Mais informações podem ser obtidas na Acimacar ou pelo telefone (45) 3284-5700.

 

Crise não poupa o amor

Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que 54,6% dos paranaenses pretendem presentear no próximo Dia dos Namorados. Na comparação com 2016, quando 57,9% dos entrevistados afirmaram que comprariam presentes para a pessoa amada, verifica-se redução de 3,3%.

A principal justificativa de quem não vai presentear é estar solteiro (46%). A falta de condições financeiras (21%) ou, ainda, ambos os motivos (6%) também foram alegados.

Os setores do comércio que devem ser favorecidos pela data mais romântica do ano tendem a ser os de vestuário e calçados. Esses itens são a principal escolha de presente, tanto de quem vai presentear (32,5%) quanto de quem deseja receber (31,6%).

Os artigos de perfumaria também podem esperar alta nas vendas de junho, pois, conforme os dados, são a segunda opção para presentear (24,3%) e para ser presenteado (18,6%). Boa parte dos casais disse ainda que, além dos presentes, deve comemorar a data com um jantar especial (10,7%). Eletrônicos, viagens, acessórios e flores também estão na lista de presentes.

Enquanto o cupido acertou os corações, a crise mirou no bolso dos apaixonados. Neste ano, o tíquete médio será de R$ 88, bem menor do que no ano de 2016, quando a média era R$ 121,25.

A maioria dos namorados (42%) deve comprar presentes mais baratos, na faixa de R$ 50 a R$ 100. Os que pretendem investir um pouco mais, entre R$ 101 e R$ 150, correspondem a 39%. Os presentes na faixa entre R$ 151 e R$ 200 serão escolha de 10%. Há os que estão dispostos a investir um pouco mais para agradar o parceiro e devem gastar R$ 200 ou mais. Esses somam 9%.

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