Nesta sexta-feira (26), às 10 horas, durante Expo Rondon 2024, no estande do Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia – CVT, instalado no Barracão do Agronegócio (atrás da pista do Rodeio), o Diretor-Geral Brasileiro da ITAIPU, Ênio José Verri, juntamente com o Reitor da Unioeste, Alexandre Almeida Webber, o Diretor-Geral do Câmpus, Emerson Fey, e o representante da Fundecamp, Alessandro Schneider, assinaram o Termo do Convênio de Cooperação Técnica Financeira para o desenvolvimento do projeto “Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento do Sistema de Produção Orgânico II”.
Para esta nova fase, a Itaipu vai aportar recursos financeiros na ordem de R$ 6.907.449,82, a contrapartida econômica e termos de infraestrutura e pessoal do Câmpus da Unioeste representa R$ 4.510.355,00 e da Fundecamp R$ 445.300,00. Entre recursos financeiros e recursos econômicos, o Convênio soma R$ 11.863.104,82.
O projeto será desenvolvido no ambiente da Estação Experimental “Prof. Alcibiades Luiz Orlando”, em Entre Rios do Oeste, localizada próxima a Base Náutica, sob a coordenação da Profª. Drª. Edleusa Pereira Seidel, do Curso de Agronomia (Centro de Ciências Agrárias). Com este novo convênio a Unioeste e a Itaipu Binacional consolidarão o Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia, Mandioca e Agricultura Sustentável do Oeste do Paraná (CVT).
O Projeto do Convênio tem como objetivo promover o sistema de plantio direto como sistema de manejo do solo nos sistemas de produção orgânicos e estratégias sustentáveis para produção de grãos na região. Também visa desenvolver pesquisa aplicada para buscar soluções a problemas recorrentes dos sistemas de produção orgânicos como o manejo de plantas daninhas, doenças e pragas; desenvolver e validar tecnologias voltadas ao cultivo orgânico, com prestação de assessoria técnica rural a comunidade; e implantar uma unidade de beneficiamento de grãos orgânicos que atenda a produção do CVT, com a certificação e comercialização do produto.
Estando à frente do convênio e na execução do plano de trabalho, a professora Drª. Edleusa Pereira Seidel destaca a importância do projeto e sua amplitude em termos de recursos. “O compromisso da equipe de pesquisadores e do convênio, o sentido das tecnologias de ponta voltadas à agricultura familiar que serão adquiridas, as atividades de pesquisa prática e a qualidade dos resultados esperados, bem como do impacto e da contribuição que esta parceria entre a Itaipu e a Universidade trará para a vida destes agricultores”, pontuou a professora, acrescentando: “Uma pequena propriedade não deve ser vista como lugar de pequenas tecnologias ou tecnologias simples. O CVT pretende incluir tecnologia de ponta na produção familiar agroecológica”.
O representante da Fundecamp, Alessandro Schneider, enfatizou que o convênio “possibilitará desenvolver a agricultura familiar e fomentar com qualidade a produção agroecológica, tão importante nos nossos dias e para a sustentabilidade da pequena propriedade rural familiar”; e que a Fundação “é parceira da Universidade e da Itaipu neste novo grande projeto”.
Ao falar sobre a importância do novo convênio, o diretor-geral, Emerson Fey, agradeceu a toda a equipe da Unioeste e da Itaipu pela dedicação e relembrou o começo das atividades em agroecologia na atual Estação Experimental de Entre Rios do Oeste, lá nos idos de 2006, quando o Estado do Paraná deu início ao processo de uso e posterior transferência da área da Antiga Base Náutica. “Quem imaginava, lá em 2006, que aquela iniciativa de criar um centro de referência em agroecologia chegaria a ter esta envergadura e excelência hoje”, disse.
Ele lembrou ainda, que o atual Diretor-Geral brasileiro da Itaipu, Ênio Verri, à época, integrava o governo do Paraná e participou desta construção no seu início. “Hoje o CVT é uma realidade e a partir deste convênio a agroecologia será qualificada e seus resultados serão multiplicadores para a agricultura familiar e ao próprio meio ambiente”, ressaltou.
O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, destacou a participação das universidades na atual equipe da Itaipu, a exemplo do próprio Ênio Veri, docente licenciado da Universidade Estadual de Londrina (UEM), bem como as possibilidades de parcerias qualificadas. “O papel da universidade é a transformação de pessoas e estas pessoas interagem socialmente transformando a própria sociedade”, frisou.
O reitor registrou o significado deste ato, pois a “Unioeste é uma universidade jovem, pois, neste ano completa 30 anos do seu reconhecimento”. Para Webber, o melhor resultado desta história é a qualidade da educação realizada na Unioeste, como pode ser comprovado pelo “conceito 5 que obteve na última avaliação, estando junto com a UFPR, no âmbito do Paraná”.
Alexandre Weber também ressaltou que a Itaipu é uma grande empresa pública binacional. “É uma empresa fantástica que produz energia limpa e sustentável, preservando o meio ambiente. É preciso que a sociedade mundial preserve o meio ambiente e se isso não for feito os recursos naturais estarão em pouco tempo esgotados, comprometendo a existência da humanidade”, ponderou.
O Diretor-Geral brasileiro da Itaipu, Ênio Verri, manifestou sua alegria em estar presente neste ato e por também fazer parte deste processo neste momento, num ambiente universitário, de pesquisa, desenvolvimento, inovação, transformação e melhoria das condições de vida para a agricultura familiar e à produção orgânica. Para Verri, sua experiência na universidade e na vida pública instigou-o à compreensão de que “é fundamental viver a realidade e a partir desta relação é possível transformar a realidade e a sociedade”.
Outro motivo de alegria para o atual diretor-geral foi rememorar sua trajetória de vida pública e sua participação direta e indireta em tantas ações que qualificaram o ensino superior no Paraná e, de modo especial, ao que é hoje o Centro de Referência em Agroecologia que a Unioeste e a Itaipu vêm construindo com sinergia e grandes parceria.
Para Ênio Verri, este convênio é mais uma ação estratégica da Itaipu. “A importância da Itaipu é que ela muda a realidade através da ciência aplicada, numa região como essa, discutindo a produção orgânica, isso é algo transformador, para a vida das pessoas e para o país”, finalizou.








Com assessoria