O promotor Caio Marcelo Santana Di Rienzo, que está atuando na acusação do caso da empresária Edna Storari, terminou a sua exposição ao público e jurados, por volta das 15h30 desta quinta-feira (14), após cerca de duas horas e meia de argumentação ao júri popular que está acontecendo desde hoje pela manhã no Fórum de Marechal Cândido Rondon.
“Julguem com razão, com emoção e com raiva”, sugeriu aos jurados.
“Encerro reforçando novamente ao prefeito, reforçando aos vereadores, nao podíamos falar antes porque houve até um questionamento em relação ao desaforramento, houve um pedido por parte das defesas falando que o julgamento poderia estar corrompido porque a Edna era uma empresária conhecida aqui da cidade, e aí o Tribunal da Justiça negou e por isso vocês estão julgando Aqui hoje. Essa mulher tinha 1,55 metro de altura, era uma fortaleza. Essa mulher acreditou no sujeito, acredittava no amor, casou, saiu da cidadezinha dela, vendeu a casa dela, comprou a casa dela aqui e trabalhava todos os dias, não é menos que ninguém. Criou filhos, criou uma familia, foi enganada várias vezes e morta por questão financeira porque o filho e o pai arquitetaram o crime e a mataram. Essa mulher tá enterrada sabe-se lá Deus aonde. Termino mais fazendo uma homenagem a ela, fazendo uma homenagem à família. Vocês não sabem os bastidores, tem coisa aqui impublicável, mas a família nunca esmureceu. Vocês viram o choro da filha e vocês viram o choro do Luis, quem tá falando a verdade, qual é o mais sincero. Vocês viram o depoimento do Guilherme, vocês viram os depoimentos das filhas e vocês viram o que a Amábile trouxe e o que o Luan trouxe, quem tá falando a verdade e quem tá mentindo. Quando forem julgar, usem a razão. Fiquei duas horas e meia mostrando provas e hoje aqui o meu papel foi dar voz à sua mãe. Todos os dias ela aparece pra vocês em sonhos, pensamentos e nunca vai ser esquecida, porque a morte não tira as memórias. Enquanto ela for lembrada, vai tá viva, podem ter certeza”, concluiu o promotor Caio.

O júri
O júri popular do caso Edna Storari teve início por volta das 08h30 desta quinta-feira. Estão sendo julgados os réus Luis Rissato, Amábile Rissato, Guilherme Henrique Rissato e Luan Rafael Ferreira de Lima.
O júri é presidido pelo juiz Dionisio Lobchenko Jr. e conta com a atuação do promotor Caio Marcelo Santana Di Rienzo na acusação, assistido pelo doutor Luiz Carlos Trodorfe. A defesa dos réus está a cargo dos advogados Sérgio Antônio Mendes de Oliveira, Silvia Garcia da Silva e Antonio Marcos de Aguiar.

Acompanhe o julgamento ao vivo (clique aqui).
Relembre o caso
A empresária rondonense Edna Storari, de 56 anos, foi dada como desaparecida no dia 27 de setembro de 2021 por uma das filhas. A mulher morava em Marechal Rondon há oito anos e suas duas filhas residem em Tapejara e Pérola do Oeste, no Paraná.
Tão logo o caso chegou à Polícia Civil, a situação foi tratada como desaparecimento. Contudo, com o andamento das investigações, passou a ser considerada um caso de feminicídio.
O companheiro da empresária rondonense está preso preventivamente desde 7 de outubro de 2021. O filho dele e a filha dele foram detidos no dia 2 de dezembro daquele ano – a filha foi colocada em liberdade recentemente. O genro do principal acusado foi preso, mas atualmente responde em liberdade. O companheiro da empresária é investigado pelo crime de feminicídio e os filhos e genro por ocultação de provas e fraude processual. Edna e o homem não tiveram filhos juntos.

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