O juiz da Vara Criminal da Comarca de Marechal Cândido Rondon, Clairton Mário Spinassi, autorizou recentemente pedido do Ministério Público (MP) tendo como objetivo realizar perícia completa no celular apreendido com o vereador rondonense Adelar Neumann (DEM), preso no dia 04 de fevereiro.
Spinassi emitiu parecer favorável por considerar que a perícia dos dados no celular se mostram indispensáveis ao andamento das investigações, haja vista que o edil ora licenciado pode ter redigido mensagens para marcar o repasse do dinheiro do servidor municipal da prefeitura rondonense.
“Como as referidas diligências são imprescindíveis para as investigações, já que o denunciado teria se utilizado de mensagens para tratar sobre datas e locais em que receberia o dinheiro exigido da vítima, defiro o pedido do Ministério Público e determino, com a máxima urgência e em caráter absolutamente confidencial, que o aparelho celular apreendido com o réu seja encaminhado ao Instituto de Criminalística, a fim de que os senhores peritos extraiam todas as mensagens, em áudio e texto, especialmente SMS e do aplicativo WhatsApp, bem como demais imagens existentes na memória do aparelho”, consta em trecho do despacho assinado pelo juiz rondonense.
Confira a seguir a íntegra do documento expedido pelo juiz Spinassi.


PRISÃO
O vereador Neumann foi preso por volta do meio-dia de 04 de fevereiro, flagrado recebendo em torno de R$ 2 mil provenientes do repasse de 50% do salário de um servidor municipal indicado por ele.
A ação foi realizada pelo Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em trabalho conjunto com a 2ª Promotoria de Justiça. O edil é acusado dos crimes de extorsão, concussão e tráfico de influência.
DESDOBRAMENTOS
A situação envolvendo a prisão de Neumann gerou inúmeros desdobramentos. Após pedido apresentado pelo promotor da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, com atuação na área criminal, doutor Carlos Alberto Dias Torres, o vereador acabou transferido à Penitenciária de Cascavel.
O pedido está embasado pelo fato do vereador preso possuir diploma universitário, ser professor, portanto deve ser recolhido em uma cela individual.
A prisão do edil motivou a solicitação da prisão preventiva; pedidos de cassação do mandato interpostos pelo advogado Antonio Marcos de Aguiar e pelo promotor Torres; pedido de apuração dos fatos à Câmara, apresentado pelo vereador Vanderlei Sauer; abertura de inquérito na Câmara Municipal, de parte do presidente do Legislativo, Claudio Köhler; assim como processo de expulsão de Neumann do DEM, solicitado pelo presidente da sigla, prefeito Marcio Rauber.
SEGURO-DESEMPREGO
Em 2017, a ONG Vigilantes da Gestão denunciou o vereador Neumann por suposto esquema de compra de votos visando à eleição municipal de 2016.
O parlamentar foi gerente da Agência do Trabalhador, na gestão do ex-prefeito, e teria utilizado o cargo para liberar parcelas do seguro-desemprego para pessoas que recusavam vagas de trabalho, o que é considerado proibido por lei.
O Presente