Marechal 19 anos depois

Justiça condena rondonenses e determina ressarcimento de R$ 55 mil aos cofres públicos envolvendo o já extinto Marechal Esporte Clube

Dinheiro teria sido utilizado para pagar despesas do Marechal Esporte Clube (Foto: Arquivo/OP)

 

A Justiça rondonense determinou o ressarcimento aos cofres públicos do valor de R$ 55 mil (corrigido monetariamente e com juros) de dinheiro usado irregularmente para pagar contas do futebol, envolvendo o já extinto Marechal Esporte Clube. Foram condenados em primeira instância o prefeito da época, Ariston Limberger, o então presidente da Liga Rondonense de Esportes, Gilson Carlos Pacheco, os empresários Alcides Waldow e Valmor Klein (Baio), além da pessoa jurídica Marechal Esporte Clube Ltda.

A decisão, proferida ontem (11), foi sentenciada pelo juiz Marcio de Lima, da Vara da Fazenda Pública de Marechal Cândido Rondon, praticamente 19 anos depois do ocorrido.

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De acordo com denúncia do Ministério Público, em abril de 2000 foi celebrado um convênio entre a prefeitura e a Liga Rondonense de Esportes que visava o repasse de recursos do município para o desenvolvimento de atividades sociais, educacionais e esportivas de alunos da rede municipal de ensino. Foram repassados três cheques, perfazendo um total de R$ 55 mil.

O Ministério Público apurou que estes recursos jamais foram utilizados para o fim definido no convênio e que o mesmo havia sido celebrado às escuras e sequer houve prestação de contas sobre a aplicação do dinheiro.

Também denunciou que os três cheques foram endossados pelo presidente da Liga e depositados em contas bancárias de Valmor Klein e Alcides Waldow. Em depoimento, eles disseram que o dinheiro foi utilizado para pagar despesas do Marechal Esporte Clube.

Na sentença, o juiz dá prazo de 15 dias para que o valor, devidamente corrigido e acrescido de correção e multa, seja devolvido aos cofres públicos. Também condenou os envolvidos à perda de eventual cargo ou função pública, bem como a suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

Como trata-se de uma sentença em primeiro grau, os envolvidos podem recorrer junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

 

 

Veja a decisão:

 

Com Blog do Jadir

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