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Lideranças rondonenses buscam apoio de Itaipu para viabilizar complexo civil militar

calendar_month 13 de outubro de 2020
4 min de leitura

Há cerca de cinco anos, a partir de uma conversa entre o ex-secretário de Segurança e Trânsito (atual Secretaria de Mobilidade Urbana), arquiteto Arlen Güttges, e o comandante do Corpo de Bombeiros, Tiago Zajac, surgiu a ideia de elaborar uma proposta para implementação de um complexo civil militar em Marechal Cândido Rondon. Um espaço que fosse capaz de reunir as forças de segurança pública do Estado em um único local, onde o cidadão que precisasse de atendimento teria à disposição a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto de Identificação, Patrulha Escolar, Proerd, setor de vistorias do Corpo de Bombeiros e, ainda, o pátio de veículos apreendidos.

Em 2015, isso parecia apenas um ousado sonho. Sem o alinhamento entre município, governo estadual e governo federal, seria difícil imaginar que uma obra de grande porte pudesse sair do papel. Mesmo assim, outras lideranças se engajaram e abraçaram essa ideia, como o atual secretário de Mobilidade Urbana, coronel Welyngton Alves da Rosa, e o vereador Vanderlei Sauer. A Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) também encampou a proposta e incluiu o complexo civil militar entre suas bandeiras para Marechal Rondon e região, pois as forças de segurança atendem outras cidades.

Agora, as lideranças rondonenses avaliam caminhos para viabilizar esse sonho. E um deles pode ser por meio da Itaipu Binacional. Isto porque desde que a nova diretoria assumiu a empresa, em 2019, a qual tem à frente da direção geral o general Joaquim Silva e Luna, a visão de investimento se voltou de forma intensa para o Oeste do Paraná. Somente nesta semana, por exemplo, foram anunciados quase R$ 30 milhões na área de segurança pública em municípios do Oeste.

“O complexo civil militar é uma necessidade microrregional”, defende o coronel Welyngton. “Marechal Rondon é uma cidade de fronteira, é um polo regional da área de segurança, é sede de comarca, que precisa de investimento. O município já doou uma área para a construção do complexo. Então poderíamos fazer essa parceria com a Itaipu para trazer uma verba e dar o pontapé inicial”, emenda. A área em questão está localizada na Avenida Írio Jacob Welp, a alguns metros da Avenida Rio Grande do Sul e ao lado de uma captação de água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

O presidente da Acimacar, Ricardo Leites de Oliveira, lembra que ano passado o Governo do Estado sinalizou de forma positiva em relação à implantação do complexo civil militar, desde que o município viabilizasse o projeto completo. “Desenvolver o projeto completo, que envolve o projeto arquitetônico, estrutural, elétrico, hidráulico, lógica, prevenção de incêndio, climatização, enfim, terá um custo aproximado de R$ 400 mil”, revela.

Devido ao período eleitoral, as lideranças de Marechal Rondon pretendem agendar para depois do pleito uma reunião com o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell. A escolha por ele como contato inicial com a Binacional tem um motivo. Carbonell foi secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná e a primeira autoridade a conhecer a proposta do complexo civil militar. “O prefeito Marcio (Rauber) apresentou a proposta do complexo de segurança para o general Carbonell quando ele visitou ano passado, enquanto secretário estadual de Segurança Pública, o BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira). Ele gostou da ideia. Como foi a primeira pessoa que viu a proposta é mais fácil tentar conseguir o valor do projeto junto com a Itaipu”, acredita o dirigente da Acimacar.

Presidente da Acimacar, Ricardo Leites de Oliveira: “Desenvolver o projeto completo, que envolve o projeto arquitetônico, estrutural, elétrico, hidráulico, lógica, prevenção de incêndio, climatização, enfim, terá um custo aproximado de R$ 400 mil” (Foto: Arquivo/OP)

Secretário de Mobilidade Urbana de Marechal Rondon, coronel Welyngton Alves da Rosa: “Esse projeto no Brasil é único. Não tem outro local. Uma participação do Estado e Itaipu ajudariam toda nossa região de fronteira” (Foto: Aquivo/OP)

 

ECONOMIA DE GASTOS 

O complexo sediaria todos os órgãos de segurança do Estado localizados em Marechal Rondon, com exceção do BPFron, que deve ganhar uma sede própria em breve. Para o secretário de Mobilidade Urbana, a proposta traria economia aos cofres públicos e a comunidade teria todos os serviços em único endereço. “Esse projeto no Brasil é único. Não tem outro igual. Uma participação do Estado e Itaipu ajudariam toda nossa região de fronteira”, conclui o coronel Welyngton.

Proposta do complexo civil militar de Marechal Rondon (Foto: Divulgação)

 

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