A dengue tem se mantido fora do ranking de doenças mais preocupantes até este segundo mês de 2022. O ano epidemiológico começou em agosto de 2021 e segue até julho deste ano, sendo que até o momento há 882 casos confirmados da doença no Paraná.
Conforme o boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) nesta semana, não houve mortes por dengue no Paraná no atual ano epidemiológico. Ao todo, há 18.770 notificações e 135 municípios paranaenses positivaram casos da doença.
20ª Regional de Saúde
Entre os municípios com confirmação de casos, cinco fazem parte da 20ª Regional de Saúde: Assis Chateaubriand (1), Marechal Cândido Rondon (3), Mercedes (1), Palotina (2) e Toledo (1). Ao todo, há oito casos confirmados de dengue na Regional.
Marechal Rondon foi o município que mais confirmou casos de dengue e, por outro lado, 13 cidades da 20ª Regional ainda não tiveram confirmações: Diamante D’Oeste, Entre Rios do Oeste, Guaíra, Maripá, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Pato Bragado, Quatro Pontes, Santa Helena, São José das Palmeiras, São Pedro do Iguaçu, Terra Roxa e Tupãssi.

Clima propício
“No momento, o número de casos é baixo em relação a outros anos, principalmente 2019, que foi o pior ano que tivemos até então”, avalia o chefe da 20ª Regional de Saúde, Alberi Locatelli.
Apesar da pouca quantidade de infecções e baixa gravidade nos casos, ele frisa que a dengue não deixa de ser uma preocupação. “Lógico que dá uma tranquilidade quanto à assistência, porém não podemos deixar os cuidados de lado. Trata-se de uma doença que pode se disseminar em pouco tempo, principalmente quando o calor é intenso e as chuvas são regulares”, avalia, referindo-se ao atual momento.

Índice de infestação predial
Apesar de liderar o número de casos, o índice de infestação predial de Marechal Rondon (1,5%) não é o maior da 20ª Regional. Santa Helena lidera com índice de 4,1%, seguido por Assis Chateaubriand (3,6%) e Palotina (2,5%). “Quando o índice de infestação predial está acima do normal significa que existem focos do mosquito, que, se infectado, pode transmitir a doença”, expõe.
Os menores índices de infestação foram constatados, conforme dados da 20ª Regional, em Terra Roxa (0,5%), Entre Rios do Oeste (1,3%) e Mercedes (1,3%).
Meses críticos
O chefe da 20ª Regional destaca que os índices estão baixos devido ao trabalho que municípios e população têm feito para combater o Aedes aegypti. “Se não houver os cuidados necessários os números podem aumentar a qualquer momento. É importante lembrar que março e abril são os meses em que normalmente se atinge o maior índice da dengue e o clima está oportuno”, reforça.

“Temos encontrado muitos focos”
Os trabalhos da equipe de Endemias da Secretaria de Saúde de Marechal Rondon estão a todo vapor. Conforme a coordenadora do setor, Solange Terezinha Rohr, as vistorias acontecem diariamente. “Devido às recentes chuvas temos encontrado muitos focos. O fator complicador para a época é que ainda temos dias muito quentes, o que intensifica a proliferação do mosquito Aedes aegypti”, destaca.
Segundo dados do Setor de Endemias da Secretaria de Saúde, o município rondonense acumula 168 notificações da doença. Para que os casos sigam “controlados”, Solange reforça a necessidade de que cada um faça a sua parte no enfrentamento à dengue. “Pedimos a colaboração de todos no sentido de redobrar os cuidados, manter limpos os quintais e eliminar objetos que possam acumular água. Em caso de descumprimento, a primeira ação é notificar o morador para posteriormente aplicar multa se os focos do mosquito da dengue persistirem, conforme consta na lei municipal nº 6.413”, informa ela, ressaltando que o Ecoponto segue à disposição da comunidade: “Os cidadãos podem levar materiais inservíveis e rejeitos, diminuindo o risco de avanço do mosquito causador da dengue”.

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