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Marechal Mercado de trabalho

Marechal Rondon fecha 1º semestre de 2020 com saldo positivo na geração de empregos

Indústria, construção, serviços e agropecuária puxaram os índices para cima; afetado pelas medidas restritivas, comércio demitiu mais do que contratou. Apesar da pandemia do coronavírus, primeiros seis meses deste ano foram melhores que o mesmo período de 2019. Expectativa é de ampliação de vagas no segundo semestre (Foto: Joni Lang/OP)

Diferente de outras localidades do país, que tiveram suas atividades econômicas fortemente afetadas pela pandemia do coronavírus, em virtude dos decretos de fechamento e reabertura de empresas que ocasionaram alta nas demissões, chegando a índices negativos em muitos setores, Marechal Cândido Rondon fechou o primeiro semestre de 2020 com um saldo positivo na geração de empregos.

Enquanto de janeiro a junho de 2019 o saldo final foi de 64 novos postos de trabalho no município, de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano o acumulado chegou a 157 contratações a mais do que demissões, ou seja, mesmo em meio à pandemia, que ocasionou o fechamento de empresas tidas como não essenciais por várias semanas, houve incremento de 145,31% no balanço semestral da geração de empregos rondonense.

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Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

 

SEGMENTOS

Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Sérgio Marcucci, a região Oeste leva vantagem na comparação com outros locais do Brasil. “O coronavírus não atingiu o agronegócio. Como muitas empresas são direcionadas a este setor, suas atividades não pararam, a produção no campo se manteve, bem como mais atividades essenciais. As indústrias mais uma vez lideram o saldo positivo”, menciona, ressaltando que o segmento vem se destacando em Marechal Rondon.

A Indústria Schumacher, por exemplo, segundo ele, tem previsão de gerar mais empregos no segundo semestre deste ano devido à retomada das atividades em muitas regiões.

“A construção civil ligada ao agronegócio prosseguiu, com a construção de aviários e chiqueirões. As oficinas mecânicas e outras empresas que prestam serviços não pararam, e essa continuidade agrega muito ao município e à região”, considera Marcucci. “Sabemos que o nosso comércio sofreu e vai continuar sofrendo até que a circulação de pessoas volte ao normal, mas acredito que, devido à força do agronegócio, nós vamos sair mais rápido do que outros municípios dessa situação”, acrescenta.

 

LIÇÃO DE CASA

O secretário diz que a prefeitura, por intermédio da sua pasta, também fez a “lição de casa”. “Temos mais de 300 operações de crédito aos microempreendedores, com juros baixos. O Sine não parou de trabalhar, teve atendimento on-line ou via telefone e depois presencial. O Módulo Empresarial manteve sua atuação, além de outros programas que foram acessados. Também registramos superávit considerável em nível de empresas, ou seja, os números oficiais mostram que há mais empresas abertas do que fechadas neste primeiro semestre de 2020. Penso que no decorrer do ano teremos mais empresas encerrando suas atividades, porém haverá outras sendo abertas”, salienta.

 

Secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Sérgio Marcucci: “Acredito que parte da maior dificuldade econômica foi atravessada, portanto, ao voltar a circulação de pessoas, os números devem ser mais positivos. As indústrias rondonenses estão investindo bastante e vão empregar mais profissionais de julho a dezembro” (Foto: Joni Lang/OP)

 

EXPECTATIVA

Marcucci lembra que 2019 foi um ano atípico em Marechal Rondon, com registro de 7.267 desligamentos contra 7.251 admissões, ou seja, saldo final de 16 vagas fechadas, contudo, prevê que dezembro encerre 2020 com saldo positivo.

“Acredito que parte da maior dificuldade econômica foi atravessada, portanto, ao voltar a circulação de pessoas os números devem ser mais positivos. As indústrias estão investindo bastante e vão empregar mais profissionais de julho a dezembro. O novo Supermercado Allmayer tende a gerar em torno de 100 empregos, o agronegócio segue de vento em popa e o dólar se mantém em alta. Avalio que o agronegócio vai estimular a recuperação do emprego em Marechal Rondon de forma mais rápida do que em outros locais”, enfatiza.

 

(Fotos: Arte/OP)

 

 

Indústria Schumacher tem previsão de gerar mais empregos no segundo semestre deste ano devido à retomada das atividades em muitas regiões (Foto: Joni Lang/OP)

 

DESEMPENHO NEGATIVO NO PARANÁ

O Paraná fechou 47.070 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e junho de 2020, conforme dados do Caged publicados pelo Ministério da Economia no último dia 28.

O Estado apresentou resultado positivo em junho, com a geração de 2,8 mil vagas de trabalho, além de janeiro e fevereiro; 1.002 na região Oeste, ou seja, em torno de 35% do total. Entretanto, entre março e maio os números foram negativos em nível de Paraná.

 

ATIVIDADES

Segundo o Caged, pelo acumulado do semestre, os setores da construção e agropecuária foram os únicos que tiveram saldo positivo nas contratações. O comércio teve 26.761 postos de trabalho fechados, serviços 23.008 postos encerrados, indústria com 7.355 empregos desligados, agropecuária 2.654 postos de trabalho gerados e a construção 7,4 mil postos de trabalho criados.

 

MAIORES CIDADES

Das cinco maiores cidades do Paraná, Curitiba, Ponta Grossa e Cascavel tiveram saldo positivo nas contratações do mês de junho, conforme o Caged. Curitiba gerou 301 postos de trabalho, Londrina fechou 409 postos de emprego, Maringá demitiu 600 pessoas a mais do que contratou, em Ponta Grossa o saldo positivo foi de 450 empregos e em Cascavel 319 postos de trabalho criados.

 

OESTE GERA MIL EMPREGOS EM JUNHO

A região Oeste do Paraná teve saldo positivo de 1.002 empregos no mês de junho. Foram admitidas 10.309 pessoas contra 9.307 demissões.

O destaque nas contratações ficou com Matelândia, que ao longo de todo o semestre não apresentou nenhuma vaga a menos de trabalho. Somente no mês de junho foram abertos 733 postos e 362 pessoas foram demitidas no município: saldo de 371 contratações a mais. Em Marechal Rondon foram 507 contratações diante de 415 demissões, ou seja, saldo positivo de 92 postos de trabalho.

Já em Cascavel houve abertura de 3.416 vagas, mas 3.097 postos foram fechados; saldo de 319 pessoas a mais empregadas. O número é comemorado pelo município, que registrava quedas significativas nas contratações há três meses. Foram 455 postos a menos em maio, 2.087 em abril e 51 em março.

Na contramão está Foz do Iguaçu, que há quatro meses vem perdendo vagas por conta da queda na economia. O município, que vive basicamente do turismo – uma das áreas mais prejudicadas pela crise causada pelo coronavírus -, registrou saldo negativo de 442 vagas. De 1º a 30 de junho deste ano 1.099 pessoas foram admitidas e 1.541 demitidas na cidade.

 

O Presente

 

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