Iniciativa da prefeitura tem como objetivo instalar 400 câmeras de segurança no município para ajudar na redução de delitos e elucidação de crimes
O município de Marechal Cândido Rondon continua a avançar no processo para instalar uma rede de videomonitoramento voltada à segurança pública. Por meio da iniciativa, o objetivo é contribuir com as forças de segurança no sentido de ajudar a evitar delitos e acidentes de trânsito, bem como elucidar crimes.
Para aprofundar a discussão no assunto, ontem (02) foi realizada uma reunião no auditório da prefeitura, a qual contou com a presença do prefeito Marcio Rauber, vice-prefeito Ilario Hofstaetter (Ila), secretário de Mobilidade Urbana, coronel Welyngton Alves da Rosa, e os vereadores Valdecir Schons (Paleta), Dorivaldo Kist (Neco), Dionir Briesch, Vanderlei Sauer e Cristiano Metzner (Suko).
Também estiveram presentes o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, o comandante da 2ª Companhia do 19º Batalhão da Polícia Militar (PM), capitão Daniel Aguiar Zambon, comandante da Rotam, sargento Marcos Carlton Hennig, o comandante do 3º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, capitão Tiago Zajac, o comandante da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), sargento Marcio José de Souza, e o presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg), Victor Morel, além de demais lideranças.
O prefeito explicou, na ocasião, que o processo para aquisição dos serviços de locação dos equipamentos está adiantado. No entanto, o município quer ouvir as autoridades e lideranças para elaborar um edital de licitação adequado às necessidades de Marechal Rondon. “Alguns municípios perto e outros mais longe possuem sistema de videomonitoramento. Visitamos alguns para entender. Aqui não fazemos as coisas às pressas. Queríamos entender bem o que acontece a nossa volta. Defendemos que o processo seja transparente e tenha o melhor resultado, em primeiro lugar, para prevenir o problema e, em segundo, para dar condição para quem procura solucionar e enfrentar o problema”, declarou.
Conforme o gestor, o primeiro interesse é da sociedade. “Gostaríamos que os crimes não ocorressem, mas vão acontecer. E no sistema de monitoramento, uma vez acontecido o crime queremos melhorar as condições daqueles que atendem as ocorrências para resolvê-las”, pontua.
Nesta etapa, a prefeitura está coletando as sugestões sobre os pontos que devem receber o sistema de videomonitoramento, pois as informações precisarão constar no edital de licitação. A expectativa é que a elaboração do edital seja finalizada em aproximadamente 60 dias.
Inicialmente, está prevista a locação de 400 câmeras. “Vamos locar as câmeras porque a aquisição não é vantajosa. Os equipamentos evoluem muito rápido e ficam obsoletos. Custa caro comprar de novo. Portanto, optamos em não comprar e, sim, alugar. À medida que as câmeras não servirem mais, vamos pegar de melhor qualidade”, explicou Rauber.
Um dos diferenciais é que o sistema vai permitir integrar imagens de segurança de empresas e residências que estejam focadas para a área pública. “As pessoas poderão ceder as imagens para o sistema, que prevê o armazenamento em nuvem. Desta forma, poderão ajudar a Polícia Civil a elucidar crimes”, acrescenta o prefeito.
PONTOS-CHAVE
Os representantes das forças de segurança e os vereadores já elencaram na reunião alguns pontos que devem receber o videomonitoramento. Nos próximos dias, as informações serão encaminhadas à prefeitura de forma oficial para que seja possível dar prosseguimento ao processo.
Na oportunidade, os agentes públicos elogiaram a iniciativa e disseram que a medida vai contribuir para diminuir os índices de criminalidade e de acidentes de trânsito.
O capitão da Polícia Militar citou que há preocupação com os furtos e entende que o sistema vai contribuir neste sentido. Além da sede municipal, ele e outras autoridades defenderam que o interior também seja contemplado com as câmeras. “É importante incluir as saídas da cidade para tentar a blindar o município”, argumenta o capitão Zambon.
O prefeito, em resposta, garantiu que os principais acessos terão equipamentos.
CONTRIBUIÇÃO PARA ELUCIDAR CRIMES
O delegado Rodrigo Baptista Santos mencionou que a preocupação, no que diz respeito à Polícia Civil, envolve o período de armazenamento das imagens, tendo em vista que a PC trabalha para elucidar crimes – inicialmente, as imagens devem ficar armazenadas por três dias.
Ele ressaltou que sem isso o trabalho de investigação fica prejudicado. “Quase 100% dos crimes que conseguimos resolver têm contribuição por meio da identificação através de imagens. Sem imagens dificulta muito mais. Identificamos pelas vestimentas, tatuagens, fisionomia, altura. Tem contribuído. Sem as imagens seria mais difícil do que já é”, declarou.
COMPARTILHAMENTO
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, a central de monitoramento ficará na Polícia Militar. Porém, haverá compartilhamento das imagens em tempo real e as armazenadas em nuvem para as demais forças de segurança, como Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual e Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

APOIO DA CLASSE EMPRESARIAL
Está previsto para a próxima terça-feira (10) um encontro na Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) para apresentação do projeto de videomonitoramento.
De acordo com o secretário Welyngton Alves da Rosa, será importante ouvir as opiniões e sugestões dos empresários e suas lideranças, uma vez que os benefícios serão para toda a comunidade. “Queremos a parceria com os munícipes”, defendeu o prefeito.
Por Maria Cristina Kunzler/O Presente