Alternativa para quem quer juntar capital em união com outros investidores, os clubes de investimentos são uma boa opção, indicadas principalmente para se ter acesso aos tipos de ativos que não conseguiria investir por conta própria. Um clube de investidores junta capital dos seus sócios para adquirir negócios de forma coletiva, com o suporte de outros investidores e profissionais do mercado.
Neste propósito surgiu a startup rondonense 10K Invest, focada em investimentos imobiliários. E foi criada em parceria com a incorporadora Haag & Schug, tendo o empresário Pedro Haag como mentor e inovador deste projeto para a região.
“O modelo de negócio escolhido para fomentar o empreendimento chama-se SCP (Sociedade em Conta de Participação), que é uma forma específica de sociedade empresarial temporária em que duas ou mais pessoas se unem para realizar uma atividade econômica, na qual os sócios investidores (sócios participantes) contribuem com o capital necessário para viabilizar o negócio. Integram igualmente a sociedade os sócios idealizadores (sócios ostensivos), que são os responsáveis para realizar os registros contábeis, fazer a gestão e prestação de contas, e somente eles é que respondem por questões fiscais, trabalhistas e tributárias do negócio”, explica Haag.
No projeto específico capitaneado pela 10K em Marechal Cândido Rondon foram disponibilizadas 80 cotas de um empreendimento, que é um edifício de oito pavimentos com 28 apartamentos e uma sala comercial. “Para este lançamento escolhemos um terreno com localização privilegiada e com demanda favorável. Já fizemos os estudos necessários, inclusive a viabilidade financeira do negócio”, informa o investidor.
Administração
Toda a administração, do clube e da obra, será feita pela empresa 10K e pela Incorporadora Haag & Schug. “Porém, os sócios investidores deverão participar das tomadas de decisões, principalmente em relação à gestão de compras e pagamentos, e os administradores promoverão assembleias periódicas para explanar sobre a evolução das obras, cronograma das vendas das unidades e prestação de contas, gerando com isso uma total transparência e segurança”, destaca Haag.
Também é propósito da 10K, após concluir as vendas das unidades e o final do empreendimento, fazer a devolução financeira proporcional para cada sócio, do valor investido acrescido do lucro do empreendimento e o lucro do rendimento gerado por aplicações financeiras dos valores do montante das vendas e das cotas aportadas. “Já acertamos com uma instituição financeira a aplicação dos recursos captados dos investidores e das vendas dos apartamentos, que serão utilizados ao longo da obra e as sobras serão retornadas, com juros, aos investidores”, expõe o rondonense.
“O modelo de negócio escolhido para fomentar o empreendimento chama-se SCP (Sociedade em Conta de Participação), que é uma forma específica de sociedade empresarial temporária”
Conceito
“O conceito que escolhemos é muito semelhante aos fundos imobiliários. O investidor, contudo, não receberá um valor mensalmente e sim uma ‘bolada’ na finalização do empreendimento obtido pela venda dos imóveis e das aplicações financeiras”, menciona o investidor, ampliando: “Desenvolvemos o projeto num sistema parecido com uma cooperativa regional, em que a ideia também é fomentar o networking entre os sócios investidores e trazê- los mais para dentro do negócio”, finaliza Haag.
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