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Ministério Público e BPFron deflagram última etapa da Operação King of Beer

Foi oferecida denúncia contra parte dos investigados e já presos e condenados ao longo da operação por lavagem de capitais, requerendo o confisco de vários bens móveis, dinheiro e um bem imóvel dos denunciados


calendar_month 28 de maio de 2025
3 min de leitura

A Justiça recebeu, na terça-feira (27), a última denúncia da fase derradeira da Operação King of Beer, encabeçada pelo Ministério Público e Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

Nesta última etapa, o Ministério Público ofereceu denúncia contra parte dos investigados e já presos e condenados ao longo da operação por lavagem de capitais, requerendo o confisco de vários bens móveis, dinheiro e um bem imóvel dos denunciados.

O promotor de Justiça Caio Di Rienzo diz que, durante os últimos meses, o Ministério Público auditou os valores declarados pelos investigados junto à Receita Federal, confrontando com a movimentação bancária dos denunciados e os valores efetivados movimentados, restando comprovada a dissimulação, com o ingresso no mercado por meio de uma conveniência, usada de fachada, de valores ilícitos obtidos com o narcotráfico.

Etapa anterior

Na etapa anterior, a promotoria havia oferecido denúncia contra sete pessoas por associação ao tráfico de drogas e outras duas pessoas por tráfico. O promotor de Justiça Caio Di Rienzo comenta que a operação conjunta entre MP e BPFron mirava uma associação voltada ao narcotráfico, cujas ramificações atingem Cascavel e as cidades que integram a comarca de Marechal Cândido Rondon. Di Rienzo informa que as investigações apontaram que os criminosos se valiam de uma conveniência localizada em Marechal Cândido Rondon para lavar o dinheiro ilícito obtido do tráfico de drogas e de armas e que, ao longo dos meses de 2023, foram cumpridos mais de 20 mandados (entre busca e apreensão e prisões preventivas).

A Promotoria destaca que a associação, agora desarticulada, movimentava dezenas de quilos de maconha e cocaína vindas de Cascavel (muitos apreendidos ao longo das fases da operação), além de centenas de comprimidos de ecstasy, todos escoados nas seis cidades que integram a comarca de Marechal Cândido Rondon e que a grande maioria dos denunciados na fase de ontem já foram condenados por tráfico de drogas por ações desencadeadas ao longo da operação conjunta.

Por fim, a 2ª Promotoria de Justiça informa que a última fase da Operação “King of Beer” se concentraou na recuperação do dinheiro ilícito obtido pela associação, com o sequestro de bens móveis e imóveis obtidos com a venda de drogas e delimitados em investigação específica levada a efeito pela Promotoria e que buscou rastrear bens adquiridos com o produto de crimes.

A operação “King of Beer” originou as ações penais nº 0000075-70.2023.8.16.0112; 0004011-06.2023.8.16.0112; 0005042-44.2023.8.16.0112; 0006002-17.2023.8.16.0112, 0000254-67.2024.8.16.0112 e 0003266-55.2025.8.16.0112, além de inúmeras cautelares de interceptação das comunicações telefônicas, telemáticas, quebra de sigilo de dados e cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisões preventivas.

Com Ministério Público

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