Copagril
Marechal Continua detido

Ministério Público pede prisão preventiva de vereador rondonense

Vereador rondonense Adelar Neumann está detido desde ontem (04) (Foto: Arquivo/OP)

A Promotoria da Comarca de Marechal Cândido Rondon confirmou hoje  (05) o pedido de conversão da prisão em flagrante para a prisão preventiva contra o vereador rondonense Adelar Neumann (DEM). Ele está detido desde ontem (04) a partir de uma ação conjunta realizada pelo Ministério Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Adelar foi ouvido hoje e, em seguida, a Promotoria apresentou o pedido em que defende a prisão preventiva. A defesa, no entanto, contesta a decisão do Ministério Público. No entendimento dos advogados, não há razão para a prisão preventiva, pois o vereador é agricultor e professor, e não havia sido detido anteriormente.

Além disso, os advogados buscam a tentativa do parlamentar responder ao processo em liberdade. A decisão cabe agora ao Poder Judiciário.

 

Entenda o caso

O Núcleo de Foz do Iguaçu do Gaeco, em trabalho conjunto com a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Marechal Cândido Rondon, prendeu em flagrante, por volta do meio-dia de ontem, o vereador Adelar Neumann. O parlamentar é acusado de extorsão, concussão e tráfico de influência.

A prisão em flagrante se deu no momento em que o vereador acabava de receber supostamente metade do salário (cerca de R$ 2 mil) de um servidor comissionado da prefeitura, que teria sido indicado ao cargo pelo próprio vereador. Segundo as investigações, tal prática vinha ocorrendo desde agosto do ano passado, sendo o pagamento uma exigência do vereador para que o servidor se mantivesse no cargo.

A defesa do parlamentar contesta a denúncia. Conforme o advogado Christian Guenther, Adelar teria efetuado empréstimo para a esposa do denunciante e este teria efetuado o pagamento de uma parcela da dívida com o dinheiro que foi apreendido. “O vereador nega que o denunciante tenha sido contratado pela Prefeitura de Marechal Rondon por sua indicação, pois quem faz tais nomeações é o chefe do Poder Executivo e não os vereadores”, salientou o advogado.

 

(Com informações Ministério Público)

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