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Marechal Sistema de delivery

Motoboys: eles estão por todos os lados

(Fotos: Sandro Mesquita/OP)
  • Nas ruas rondonenses é fácil encontrar motoboys, mas não há números oficiais da quantidade de entregadores no município, pois muitos trabalham de maneira informal (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Nas ruas rondonenses é fácil encontrar motoboys, mas não há números oficiais da quantidade de entregadores no município, pois muitos trabalham de maneira informal (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Motoboy Diego Oliveira uniu o gosto pela motocicleta com a necessidade de obter renda: “Trabalho até as 06 da tarde no primeiro emprego, vou para casa, tomo banho, como alguma coisa e vou para a pizzaria, que começa às 07 da noite” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Para abrir a marmitaria, Robison Solinski investiu cerca de R$ 10 mil, mas, segundo ele, já teve retorno da maior parte do valor investido. “Cerca de 50% do que entra vai para pagar os custos, principalmente agora com o aumento dos alimentos, gasolina e demais despesas” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Em Marechal Rondon, entre os segmentos que precisam do serviço dos entregadores, o sistema de delivery de refeições foi a atividade que mais cresceu (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Cabeleireira Maria Helena Weiss: “Sempre fui muito bem atendida pelas pessoas que fazem as entregas, nunca tive problema algum” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

  • Luana Taís Reinke, gerente de loja: “Nunca havia passado pela nossa mente, antes da pandemia, a ideia de entregar nossos produtos, mas depois que começamos a ter esse relacionamento nas redes sociais com os clientes, percebemos a necessidade deles” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

A pandemia do coronavírus fez muita gente se acostumar com a praticidade de receber quase tudo que se possa imaginar no aconchego do lar, com apenas uma ligação ou envio de uma mensagem. Refeições prontas, alimentos, flores, remédios, água, gás, bebidas e peças de vestuário são alguns dos itens da imensa lista de produtos que já eram entregues na casa dos clientes antes.

Ao longo da pandemia, contudo, novos produtos foram incluídos, associados ao crescimento das vendas on-line por conta das medidas restritivas. Este cenário fez a atividade de entregador crescer em muitas das cidades brasileiras.

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Se tem quem vende on-line, terá alguém que compra e, é claro, para o ciclo se fechar é indispensável a presença de alguém para realizar a entrega da mercadoria comprada.

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Em Marechal Cândido Rondon, entre os segmentos que precisam do serviço dos entregadores, o sistema de delivery de refeições foi a atividade que mais cresceu, a exemplo do restante do país. Ao menos é isso que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, encomendada pela VR Benefícios. Segundo os dados, a proporção de restaurantes, lanchonetes, padarias e mercados brasileiros que fazem delivery passou de 49% antes da pandemia para 81% depois das medidas restritivas.

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A maioria dessas entregas é feita por pessoas em motocicletas, os chamados motoboys, que também entregam documentos, malotes e realizam serviços burocráticos em instituições financeiras e cartórios, por exemplo.

Rui Sonho nov/dez

Nas ruas rondonenses é fácil encontrar pessoas exercendo a função, porém, não há números oficiais da quantidade de entregadores no município, pois muitos deles trabalham de maneira informal.

A reportagem do Jornal O Presente conversou com alguns desses trabalhadores para conhecer um pouco da rotina e o que mudou desde o começo da pandemia. Muitos desses motociclistas fazem até duas jornadas de trabalho, se arriscando sobre duas rodas dia e noite para levar para casa o sustento da família.

Em Marechal Rondon, entre os segmentos que precisam do serviço dos entregadores, o sistema de delivery de refeições foi a atividade que mais cresceu (Foto: Sandro Mesquita/OP)

Serviço informal

A informalidade, citada anteriormente, foi um dos motivos para um dos entrevistados querer preservar sua imagem. Segundo ele, que trabalha há cerca de quatro anos para grandes empresas de Marechal Rondon e de municípios vizinhos entregando peças de automóveis e documentos em diversas cidades da região, o volume de trabalho melhorou nos últimos meses, mas ainda não atingiu a quantidade de entregas que costumava fazer antes da pandemia. “Depois que a pandemia começou, em 2020, o movimento caiu cerca de 80%”, expõe.

De acordo com ele, com o avanço da vacinação e o consequente afrouxamento das medidas restritivas, o número de entregas começou a crescer gradativamente. “Ainda não voltou ao normal, mas daqueles 80% de entregas que havia diminuído, eu diria que 70% já retornou”, estima.

Conforme o rondonense, o crescimento gradativo das entregas na cidade foi alavancado também pela mudança na forma dos comerciantes expor e vender seus produtos. Ele diz que essa foi uma das maneiras encontradas pela maioria dos empresários para superar as dificuldades impostas pelas restrições provocadas pela pandemia. “Os empresários tiveram que rever as estratégias. Hoje vemos muitas lojas vendendo on-line”, pontua.

Para ele, a crise provocada pelo coronavírus e os constantes aumentos no preço dos combustíveis, peças e manutenção fizeram com que muitos empresários revissem os custos com deslocamentos realizados com veículos próprios. “Para uma empresa enviar uma peça, por exemplo, em uma cidade próxima, além da despesa com o carro, terá que disponibilizar e expor no trânsito um funcionário. E no final ele gastará o mesmo que pagaria para um motoboy entregar”, pontua.

Motoboy Diego Oliveira uniu o gosto pela motocicleta com a necessidade de obter renda: “Trabalho até as 06 da tarde no primeiro emprego, vou para casa, tomo banho, como alguma coisa e vou para a pizzaria, que começa às 07 da noite” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

A difícil rotina

O motoboy Diego Oliveira trabalha há nove anos no ramo de entregas, coletas, entre outros serviços. Atualmente, ele faz jornada dupla de trabalho diariamente, pois, além de trabalhar durante o horário comercial em uma oficina entregando e buscando peças, atua como entregador de pizza todas as noites, inclusive nos fins de semana.

“Trabalho até as 06 horas da tarde no primeiro emprego, vou para casa, tomo banho, como alguma coisa e vou para a pizzaria, que começa às 07 da noite”, conta.

O motoboy diz que há três anos começou a trabalhar entregando pizza e a motocicleta utilizada para fazer as entregas pertence à pizzaria. “Recebo R$ 60 de diária e dependendo do dia chego a fazer 40 entregas”, relata.

Segundo ele, a profissão exige muito cuidado e atenção, principalmente porque alguns motoristas não respeitam as regras de trânsito e outros não enxergam as motos. “São poucos os que respeitam os motociclistas. O mais comum é ser fechado ou o motorista não sinalizar”, menciona.

Conforme Diego, a rotina de trabalho é cansativa, mas o lado bom é que ele sempre gostou de andar de motocicleta, mesmo antes dela se tornar sua ferramenta de trabalho. “Pega sereno, frio, chuva, é bem puxado”, comenta.

Para abrir a marmitaria, Robison Solinski investiu cerca de R$ 10 mil, mas, segundo ele, já teve retorno da maior parte do valor investido. “Cerca de 50% do que entra vai para pagar os custos, principalmente agora com o aumento dos alimentos, gasolina e demais despesas” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

Se reinventar foi preciso

O rondonense Robison Solinski trabalha há quatro anos como motoboy pelas ruas do município e fazendo médias e pequenas viagens para diversos municípios, inclusive para Estados vizinhos.

Mas, durante um dos períodos mais críticos da pandemia a quantidade de trabalho diminuiu drasticamente, o que fez ele e sua esposa, que já trabalhou como chefe de cozinha em restaurantes de Santa Catarina, repensassem a forma de conseguir renda para a família.

Foi então que o casal viu na mudança da rotina das pessoas em virtude do isolamento social uma oportunidade para abrir o próprio negócio. “Assim tivemos a ideia de unir o meu conhecimento como motoboy e clientela e a experiência dela como chefe de cozinha, e abrimos uma marmitaria”, expõe.

Solinski diz que as primeiras quentinhas começaram a ser entregues em novembro de 2020 e eram produzidas na própria cozinha da casa onde mora com a família. “No começo a gente vendia mais ou menos cinco marmitas por dia”, relembra.

Mas a ideia deu tão certo que em poucos meses o casal precisou alugar um ponto comercial para ampliar a produção e contratar duas pessoas para ajudar na cozinha e no atendimento. “Hoje nós vendemos em média 60 marmitas por dia e atendemos somente no sistema delivery de segunda a sábado”, expõe.

E a expectativa para o próximo ano é bastante otimista, afirma Solinski. Ele acredita que não dará conta de entregar todos os pedidos e provavelmente terá que contar com a ajuda de outro motoboy. “A tendência é que o delivery aumente cada vez mais e a nossa expectativa é crescer”, salienta.

Luana Taís Reinke, gerente de loja: “Nunca havia passado pela nossa mente, antes da pandemia, a ideia de entregar nossos produtos, mas depois que começamos a ter esse relacionamento nas redes sociais com os clientes, percebemos a necessidade deles” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

Compras on-line

Na loja de presentes, decoração e utensílios para casa onde Luana Taís Reinke é gerente, a ideia de vender produtos nas redes sociais era algo inimaginável antes da pandemia. “Quando começou a pandemia começamos a focar nas redes sociais e automaticamente precisamos de alguém para fazer as entregas”, relata.

A gerente explica que o trabalho de entrega dos produtos é terceirizado por um motoboy autônomo. “A gente prepara de forma especial a entrega e então ligamos para ele buscar para poder entregar no endereço do cliente”, aponta.

Cabeleireira Maria Helena Weiss: “Sempre fui muito bem atendida pelas pessoas que fazem as entregas, nunca tive problema algum” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

A Maria Helena Weiss é uma das clientes mais assíduas da loja. A rondonense conta que mesmo antes da pandemia comprava alguns produtos de maneira on-line, mas desde o início das medidas restritivas passou a adquirir com mais frequência produtos como roupas, calçados e comida.

A cabeleireira menciona que apesar de preferir comprar de forma virtual, dessa vez foi até a loja apenas porque precisava ir em um outro local próximo. “Tenho pouco tempo de folga durante o dia, por isso prefiro pedir para entregar. É muito mais cômodo para mim”, pontua Maria Helena.

Nas ruas rondonenses é fácil encontrar motoboys, mas não há números oficiais da quantidade de entregadores no município, pois muitos trabalham de maneira informal (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

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