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Mudanças bruscas de temperatura acendem alerta para bronquiolite, adverte pediatra

Atingindo desde recém-nascidos até crianças de dois anos, infecção dos brônquios tem sintomas similares aos gripais. “Um diagnóstico preciso, com exame clínico, ausculta respiratória e exames complementares, é essencial”, orienta pediatra Giovanny Cóssio


calendar_month 7 de novembro de 2022
5 min de leitura

Depois de dias muito quentes, não há quem passe por dias frios ileso. Uma das enfermidades que costuma surgir em momento de mudanças bruscas de temperaturas como este que estamos passando é a bronquiolite, que atinge majoritariamente crianças menores de dois anos.

Conforme o médico pediatra Giovanny Cóssio, que atende em Marechal Cândido Rondon, a bronquiolite tem sido um tema frequente nas consultas, principalmente na saída do inverno e começo da primavera, mas também em mudanças climáticas bruscas.

“A bronquiolite é uma infecção respiratória que, geralmente, afeta desde recém-nascidos até crianças menores de dois anos. Trata-se de uma infecção das vias aéreas inferiores causada, em 90 % dos casos, por um vírus que gera sintomas gripais”, comenta.

Sintomas

Na maioria dos casos, o paciente com bronquiolite apresenta obstrução nasal, tosse e febres, sendo que em quadros mais graves há desconforto e dificuldades para respirar, além de febres que não cessam e perda de apetite ou problemas para amamentação.

Diagnóstico

O pediatra frisa que a orientação é procurar atendimento médico para avaliação profissional, uma vez que os sintomas parecem com os da gripe. “A distinção acontece por meio do exame físico. Geralmente, em um resfriado comum a infecção acontece nas vias aéreas superiores, então não há alterações na escuta respiratória. Na bronquiolite, por outro lado, há alterações na ausculta, que é feita na região do tórax com o estetoscópio”, ressalta.

Além do exame clínico, Dr. Giovanny pontua que podem ser necessários exames complementares, como o raio-X de tórax para verificar alterações. “Também verificamos a saturação da criança durante o exame físico para verificar se precisa de internação ou se o quadro se resolve ambulatorialmente”, menciona.

Tratamento

O tratamento é sintomático, com medicação para febre e sintomas gripais, além de lavagem nasal para a congestão. “É importante avaliar a gravidade, que se apresenta quando a febre não cede, dificuldades para respirar, desconforto respiratório, dificuldade de amamentação ou diminuição do apetite”, frisa.

“Sem um diagnóstico preciso ou acompanhamento médico adequado, o quadro pode gerar agravamentos, como pneumonias, asma e alterações pulmonares”, alerta.

Médico pediatra Giovanny Cóssio: “Geralmente, em um resfriado comum a infecção acontece nas vias aéreas superiores, então não há alterações na ausculta respiratória. Na bronquiolite, por outro lado, há alterações” (Foto: Raquel Ratajczyk/OP)

A doença

Estruturas similares a “canos”, os brônquios ligam a traqueia aos pulmões e têm como principal função levar oxigênio e trazer dióxido de carbono. “O vírus fica alojado nesse lugar, principalmente nos brônquios terminais e na parte pulmonar”, salienta.

O período de incubação da bronquiolite é de três a cinco dias desde o contato com o vírus até a manifestação da doença. “Quadros respiratórios, como o da infecção nos brônquios, duram até 15 dias. Há um pico no terceiro dia e uma melhora significativa no quinto dia”, expõe.

Como prevenir?

A melhor maneira de prevenir a bronquiolite e outras infecções respiratórias é a higiene, considera Giovanny. “Para prevenir a doença são indicados métodos de higiene, como lavar as mãos para pegar as crianças e ter cuidado na manipulação de alimentos e de objetos. A higiene é o melhor método de prevenção a doenças”, reforça.

Além disso, o profissional destaca que estar com o calendário vacinal em dia também auxilia no aumento da imunidade e na diminuição de complicações das várias formas da bronquiolite.

Quadros respiratórios, como o da infecção nos brônquios, duram até 15 dias. Há um pico no terceiro dia e uma melhora significativa no quinto dia”, menciona Dr. Giovanny

Profissional pediatra

Natural de Rondônia, Giovanny Cóssio cursou Medicina na região Norte e fez residência médica em Pediatria no Hospital da Criança, no Acre. É especialista em Medicina de Família e Comunidade e também conta com uma pós-graduação em Gastropediatria, realizada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Com mais de 11 anos na área médica e atuações em várias regiões brasileiras, cuidar da saúde de crianças é especialmente gratificante ao profissional, que atende na rede pública e privada de Marechal Rondon.

“A Pediatria é uma área muito bonita e encanta aqueles que nela se desafiam. Trabalhar com crianças possibilita que a gente mude o mundo, pois elas são o futuro. Os cuidados vão desde orientações, prevenção de doenças e até acompanhar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, que se dá nos primeiros mil dias de vida: desde a gestação até os dois anos”, pontua.

Atendendo a consultas particulares ou por convênio, o médico pediatra Giovanny Cóssio atende na Clínica Rigon, localizada na Rua Cabral, 737, centro de Marechal Rondon. Agende sua consulta pelos telefones (45) 2031-2288 e (45) 98834-9649. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: drgiovannycossio@gmail.com ou nas redes sociais (@giovannycossio).

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