A adoção de medidas restritivas para conter a pandemia do coronavírus, como o fechamento de comércios e de casas noturnas, influenciaram no cotidiano das pessoas e provocaram mudanças de hábitos, ocasionando a redução de multas na média de 32% no município de Marechal Cândido Rondon, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2020, quando comparado com igual período de 2019. Em números, a baixa foi de 1.574 infrações em 2019 para 1.068 no último ano.
Outra queda foi observada em se tratando do “flagra” de pessoas conduzindo veículos sob influência de álcool, tendo reduzido de 52 em 2019 para 42 em 2020, ou 19% de infrações a menos por embriaguez ao volante.
No ano passado, as infrações campeãs de multas foram: conduzir veículo que não esteja registrado ou licenciado, dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e permitir que pessoas sem autorização tomem posse do veículo e passem a conduzi-lo. Quantidade de infrações e penalidades aplicadas aos infratores podem ser conferidas nas tabelas a seguir.
NOVA ROTINA
“Observamos redução de veículos circulando no município, principalmente em decorrência das restrições devido à pandemia do coronavírus e também em relação ao fechamento do comércio, bares e casas noturnas, o que mudou a rotina das pessoas. A própria orientação de se preservar e ficar mais em casa contribuiu para isso”, destaca o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar (PM), tenente Daniel Zambon.
“No entanto, tivemos algumas notificações relevantes, como de praxe aquelas que causam óbito ou ferimentos graves nas pessoas, entre elas embriaguez ao volante, que baixou em virtude da questão de normas para venda de bebida alcoólica, mas infelizmente ainda houve 42 autuações”, menciona.
A autoridade policial acrescenta que dirigir embriagado gera multa de R$ 2.934,70 mais suspensão da CNH por 12 meses, além da necessidade do condutor fazer reciclagem. “Lembrando que é um crime, então a pessoa ainda vai ser conduzida em flagrante à Delegacia de Polícia Civil e, possivelmente, ficará presa. Talvez haja fiança ou não, ou seja, haverá mais gastos. A consequência é bem grande. A PM tem atuado em relação à periculosidade para com a vida e a saúde, tendo em vista os graves acidentes que ocorrem devido a isso”, pontua.

Comandante da 2ª Companhia da PM, tenente Daniel Zambon: “Como estamos sabendo lidar com as situações, pois hoje temos como nos prevenir sem colocar em risco outras pessoas, retomaremos as operações de trânsito específicas com blitz para coibir desmandos no trânsito” (Foto: Divulgação)
AUTUAÇÕES
No tocante às infrações, segundo dados do Pelotão de Trânsito da 2ª Companhia da PM, houve 175 multas por veículos com documentos atrasados. “É uma notificação leve, desde que não tenha outro problema, mas pode ensejar no recolhimento do veículo ao pátio da Ciretran até a pessoa regularizar esta questão, além de guincho e estadia no pátio. A sugestão a essas pessoas é manterem o veículo em casa até que regularizem a situação, evitando maiores prejuízos”, salienta o tenente.
Em segundo lugar veio dirigir sem CNH, com 136 casos, esta é uma infração gravíssima e cuja multa pode chegar a R$ 880,41, além de gerar mais problemas se forem constatados outros agravantes. “A pessoa que faz isso muitas vezes não dirige seu carro e, sim, de outras pessoas, sendo que esses terceiros levam multa equivalente a permitir que pessoas sem habilitação conduzam veículos. Essa é a terceira causa de multas no município”, alerta, emendando que “a falta do uso de cinto de segurança foi o motivo de 71 ocorrências de multas. Posteriormente, surgem outras condutas de trânsito que são relevantes e geram grandes autuações”.
Além do serviço normal de prevenção aos crimes, o efetivo da PM realiza fiscalizações de trânsito, que no último ano foram reduzidas para preservar a saúde dos cidadãos e também dos policiais. “Como estamos sabendo lidar com as situações, pois hoje temos como nos prevenir sem colocar em risco outras pessoas, retomaremos as operações de trânsito específicas com blitz para coibir desmandos no trânsito”, adianta Zambon.

Questões relativas à falta de documentação, seja de veículos ou condutores, tiveram posição de destaque no último ano (Foto: Joni Lang/OP)
ORIENTAÇÕES
Segundo ele, a orientação é de que o trânsito é responsabilidade de todos, portanto, as pessoas devem estar atentas com a própria vida e com a de terceiros, especialmente não desrespeitar questões como evitar embriaguez. Neste caso, se for a algum local onde vai consumir bebida, a sugestão é pedir para alguém levar e buscar.
“Nas demais infrações as pessoas devem estar atentas para preservar a vida de todos e a própria. Quando aplicamos multas e recolhemos veículos estamos pensando nas possibilidades que existem nessas infrações em causar dano ao patrimônio público, mas principalmente na vida das pessoas. Por isso atuamos naqueles que desrespeitam regras, para que repensem melhor antes de cometer infrações que podem prejudicar tantas pessoas”, ressalta o comandante.
Conforme expõe, é mantida preocupação de não saturar o sistema de saúde com aquilo que não seja emergência, ou seja, na atualidade deixar leitos disponíveis para tratar pessoas da Covid-19. “Buscamos preservar também vagas para outros tratamentos de saúde, mesmo porque todo esforço é necessário para diminuir prejuízos, especialmente de vidas”, reforça.
CRLV-E
“É interessante o atual momento de transição na emissão de documentos de veículos, tanto CRV e CRLV, pois há documentos que a partir de 04 de janeiro não serão mais impressos e enviados às residências de quem adquiriu veículo novo ou transferiu registro. Esses cidadãos precisam tirar digitalmente o CRLV-E fornecido via aplicativo, assim valerá a plataforma digital do Detran. Em caso de dúvida basta acessar o site do Detran. Para os outros casos de veículos, sem transferência ou aquisição nesse ano, a emissão de documentos segue normalmente”, conclui.

(Fotos: Arte/OP)

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