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Marechal

“Nossa projeção no supermercado novo é atender aos domingos”, diz sócio-proprietário do Allmayer

calendar_month 24 de julho de 2020
11 min de leitura

Marechal Cândido Rondon vai ganhar, dentro dos próximos meses, um supermercado conceito, em que o cliente que vai às compras terá à disposição no mesmo local uma agência bancária, um restaurante, farmácia, sorveteria, loja de calçados e de cosméticos, pet shop com banho e tosa e um lava car. Além disso, serão 146 vagas de estacionamento, das quais 120 cobertas no subsolo.

O projeto é do Allmayer, que amplia seus negócios no município com a segunda unidade do supermercado, localizada na Avenida Írio Jacob Welp, a qual deve ser concluída em setembro.

O grupo empresarial é familiar: tem à frente do Allmayer e da Blume Administradora de Bens o casal Coniberto Niedermeyer e Gisele. Os três filhos gerenciam os supermercados e a Blume em cada uma das cidades em que residem: Paulo Henrique em Cascavel, Morgana em Toledo e Daniel Felipe em Marechal Rondon.

Em visita ao Jornal O Presente, Daniel Felipe adiantou que os investimentos da família não parar por aí. Confira.

 

O Presente (OP): O Allmayer está com o segundo supermercado em construção em Marechal Cândido Rondon. Qual a previsão de inauguração?

Daniel Felipe Niedermeyer (DFN): Estamos com a ideia de inaugurar em setembro. Porém, com a pandemia não temos como prever 100%. Muitos dos equipamentos que já deveriam ter sido entregues não foram ainda. Muitas fábricas e fornecedores fecharam na pandemia, deram férias coletivas, e isso atrasou 30, 40, 60 dias. E se continuar desta maneira não faremos inauguração, mas uma abertura.

 

OP: Quem passa pela obra vê a grandiosidade do investimento. Quem for ao novo Allmayer vai encontrar o quê?

DFN: Dentro do Allmayer estamos com oito empresas que vão trabalhar lá: um restaurante fantástico do Show de Bola, que vai fazer algo muito moderno e bonito, e terá acesso com elevador. Embaixo teremos uma agência bancária da Sicredi, a farmácia FarmaVidda e a Rose do milk shake vai abrir uma sorveteria. No hall de entrada principal teremos um quiosque do O Boticário, uma loja da Ellegance Calçados e a Animavet terá uma boutique de loja com pet e banho e tosa. No estacionamento haverá um lava car a seco. O prédio tem embaixo 120 vagas de estacionamento, 100% cobertas, mais 26 vagas na parte da frente do supermercado. Será um supermercado conceito de cidade grande. Estamos tentando trazer para cá uma comodidade ao cliente, pois ele vai ao supermercado e terá serviço bancário, restaurante, pet shop, O Boticário, Arezzo, lava car, enfim, inúmeras coisas que otimizam o tempo.

 

OP: O supermercado Allmayer do centro deve receber investimentos também?

DFN: Assim que abrirmos o supermercado novo temos um projeto em andamento para agregar mais investimentos no supermercado da área central, como em salas comerciais. Temos algumas áreas da quadra, que é inteira da Blume, e pretendemos construir algumas salas, trazendo um centro comercial para aquela unidade.  

 

OP: Muitos consumidores defendem a abertura dos supermercados aos domingos. Qual sua opinião a respeito?

DFN: Marechal Cândido Rondon é uma cidade complexa neste sentido. Analisando financeiramente é mais viável abrir domingo do que segunda-feira. Só que o município tem várias empresas pequenas e familiares. São muitos mercados pequenos aqui que não existem em outras cidades, mesmo pequenas. Se for analisar, Entre Rios do Oeste, Quatro Pontes, Toledo, Cascavel abrem (aos domingos) e mercados pequenos deixaram de existir. O ganha pão são os feriados e domingos. Nossa projeção no supermercado novo é para atender domingo, mas isso não é 100% certo ainda. Já contamos com autorização e o supermercado será formado para abrir aos domingos. Por que precisa mudar alguma coisa? Porque para abrir no domingo o funcionamento não pode ser normal, tem que ter mais coisas para agregar, como carne pronta, salada picada. Tem que ter um agregado a mais para abrir e viabilizar a abertura no domingo. Esse supermercado novo já está preparado para isso, contudo ainda não foi decidido com a família sobre a abertura ao domingo. A maior possibilidade é abrir, mas não foi decidido ainda.

 

OP: Em relação aos investimentos futuros, o que o Allmayer projeta para o município?

DFN: Estamos construindo essa unidade nova do supermercado e há projeto para construção de mais esse prédio comercial na unidade central do Allmayer. Serão duas unidades por enquanto: do centro e do Jardim Líder. E aí nessa área vamos construir mais um prédio comercial. Essa é uma ideia já mais adiantada. Todavia, temos parceria com uma construtora de Toledo, a TSI, e o grupo Allmayer conseguiu trazê-la para Marechal Rondon. Estamos construindo, em parceria no sistema de condomínio em que há uma programação de pagamento e de construção, edifícios modernos, atrativos, com arquitetura nova, enfim, um prédio com home club. Estamos construindo dois edifícios: um é o Bamberg, na Rua Sergipe, e outro ao lado do Allmayer do centro, o Munique, na Rua Minas Gerais. E estamos com três terrenos em vista para construção de mais uma unidade de edifício neste sistema em Marechal Rondon.

 

OP: É possível observar que estão em construção diversos prédios residenciais no município. Há mercado em Marechal Rondon?

DFN: Tem muito mercado por ‘n’ motivos. Primeiro, segurança. As pessoas querem segurança. Em segundo, quando constrói um edifício home club, que tem piscina, academia, playground, a pessoa está em um apartamento, mas ao mesmo tempo está em uma casa. O único problema em Marechal Cândido Rondon, a meu ver, é o fato de o Plano Diretor não ter sido ainda atualizado. Estamos com áreas de construção de prédios em locais fora de mão, e áreas em que poderiam ser construídos prédios com toda estrutura do município por perto e o Plano Diretor prevê somente dois pavimentos, ou quatro. Isso é um problema político e não é de agora, mas de muito tempo. O Plano Diretor teria que ser modificado.

Sócio-proprietário do Allmayer Supermercado, Daniel Felipe Brandalize Niedermeyer: “Nossa projeção no supermercado novo é para atender domingo, mas isso não é 100% certo ainda” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

OP: Hoje existe uma unidade do Allmayer no centro e outra unidade será inaugurada no Jardim Líder. Existe a possibilidade de contarmos com um terceiro supermercado em outra região da cidade?

DFN: Sim. Já temos um projeto e estamos analisando duas áreas grandes em Marechal Rondon. Existe a possibilidade, mas o nosso grupo familiar é pé no chão. Fazemos as coisas, com meus pais que estão sempre no comando, de uma maneira cautelosa. Construímos uma unidade, inauguramos, está funcionando? Vamos para outro projeto. Estamos com duas áreas em Toledo adquiridas para construção de supermercado. A possibilidade maior é que assim que terminar esse (do Jardim Líder) comece em Toledo a outra unidade e depois Marechal Rondon. Se falarmos no hoje, aqui não caberia mais um (supermercado), mas prevendo o futuro e o crescimento da cidade talvez sim, mas isso vamos conseguir ver daqui três, quatro, cinco anos. Hoje não caberia, mas futuramente sim.

 

OP: O Allmayer atua em Marechal Rondon, Toledo e Cascavel. A família pode expandir o supermercado para outro município?

DFN: Sim. Temos algumas projeções em algumas cidades da redondeza e estamos analisando. O problema é que temos a nossa logística formada nestas três cidades e nossa empresa é familiar, com três equipes, uma em cada cidade.

 

OP: A pandemia afetou os investimentos?

DFN: O supermercado teve crescimento de 2,5%, mas foi um crescimento de faturamento. O lucro foi decrescente em relação ao ano passado. Nesta época de pandemia as pessoas deixaram de comprar o supérfluo e compraram mais o item básico. Mas o item básico em supermercado não dá margem de lucro. Vamos dizer que é um item de repasse. A margem de lucro diminuiu, mas o faturamento aumentou. Isso, automaticamente, faz com que a gente coloque um pouco o pé no freio para ver como vão funcionar as coisas para frente. Afetou nossos investimentos? Eles já estavam programados antes da pandemia. Afetou não na questão de programação, pois fazemos com o capital em mãos, mas o trâmite de operação. Material que atrasa entrega, fornecedores, o que afetou, na verdade, foi o fator externo da empresa, e não o fator interno.

 

OP: E o ramo de construção civil continua muito aquecido?

DFN: O mercado se mantém aquecido e muito promissor, porque existem alguns fatores financeiros em que as pessoas, os grandes investidores, que compram esses tipos de imóveis e que fazem esse tipo de investimento, entendem um pouco de economia. Hoje a taxa de juros está muito baixa, então quem tem dinheiro aplicado não deixa mais em banco e está aplicando em imóveis, onde tem a segurança do bem e o imóvel sempre valoriza, logicamente comprando um imóvel bom. O ramo imobiliário está aquecido porque existem muitas pessoas que estão migrando para este tipo de investimento para ter um bem seguro na mão. Hoje o melhor negócio: imóvel.

 

OP: Quando o seu pai assumiu o Allmayer em Marechal Rondon, que na época tinha outro nome, era um supermercado que havia perdido muito espaço no município. Ele reergueu os negócios e expandiu para Toledo e Cascavel. Neste momento de pandemia, em que muitas empresas fecham as portas e empresários passam dificuldade, é possível dar uma dica para superar a crise?

DFN: É muito complexo falar sobre isso, pois cada empresa tem um sistema de trabalho. O que eu poderia falar é que em uma época de pandemia a melhor coisa que se tem a fazer é todos se unirem, todos. Se essa cadeia não se ajudar a ponta vai quebrar. Se a ponta quebrar todo mundo sai prejudicado. E muitos empresários não fizeram isso. Por exemplo: você é dono de um imóvel e cobra R$ 1 mil de aluguel. Se não ajudar o seu inquilino, isentando um mês ou diminuindo o valor do aluguel, vai prejudicá-lo. Ele vai diminuir os custos, mandar funcionário embora ou até fechar as portas. É uma cadeia. A cadeia número um é o governo, que está fazendo sua parte, emprestando dinheiro com taxas baixíssimas. Temos o ministro Paulo Guedes (Economia) que é fantástico e uma das pessoas mais inteligentes que já vi na economia. Agora se dentro da cadeia não houver essa parceria a ponta sempre será prejudicada. As empresas ficaram 14 dias fechadas, mas 14 dias não são 14 dias a menos de faturamento. Você tem um custo destes 14 dias, tem a retomada da venda, que não vai ser igual aos outros 14 dias, então 14 dias de comércio fechado equivalem de dois a três meses de faturamento de uma empresa. É muito complexo. Minha opinião é um ajudar o outro.

 

OP: Qual o segredo do sucesso?

DFN: Eu também queria saber. Para ser um empreendedor de sucesso existem palavras chaves que todos falam, mas que não acham verdade: honestidade e sinceridade. Se você cumpre com o que promete as coisas vão dar certo. Tem que trabalhar com prazer, ser honesto e sincero. Não adianta prometer algo que não vai cumprir. Se você tenta passar alguém para trás, você vai ficar para trás, porque está olhando para trás para tentar segurar alguém, mas tem que olhar para frente para onde vai.

 

OP: O seu nome chegou a ser sondado para eventualmente ser pré-candidato a vice-prefeito. Almeja isso, se não neste momento, em alguma oportunidade futura?

DFN: Não podemos escolher um lado político. A nossa família sempre trabalha em apoio aos comandantes, a quem está no comando. Existem diferenças que às vezes as pessoas não entendem: você não é prefeito ou vice-prefeito, mas está prefeito e está vice-prefeito. Você é um funcionário público. Eu vejo que os empresários ajudam muito mais nos bastidores do que colocando a cara à frente. Fui (sondado), mas particularmente não tenho interesse em seguir carreira política, pois vejo que posso ajudar muito mais por trás dos bastidores.

 

OP: Como avalia hoje o cenário político nacional, estadual e municipal?

DFN: Não conseguimos avaliar porque estamos em uma época de pandemia. Se pegar março para trás, antes da pandemia, era tudo mil maravilhas. A economia crescendo, a Bolsa de Valores ultrapassando os 110 mil pontos, o dólar baixando, as coisas começando a funcionar de novo, todos os governadores se falando. Tudo estava funcionando. A pandemia veio para mostrar quem está no governo. Ela mostrou a cara das pessoas no governo. Mostrou quem quer ganhar em cima da doença, quem está lá para fazer malandragem, quem está com a consciência de fazer a coisa correta. Eu avalio hoje que dentro deste pior cenário que estamos vivendo ainda temos confiança no nosso Estado, no nosso presidente, nos ministros e nos prefeitos. Não sei como será daqui para frente, pois teremos eleições e cada cidade tem sua particularidade, mas hoje está bom. Os governos estão conseguindo atuar de uma maneira correta.

 

 

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