O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Marechal Cândido Rondon foi criado através da lei nº 223/66, de 19 de agosto de 1966, ou seja, há 53 anos. Desde então, a sede administrativa e operacional está localizada na Rua Santa Catarina, na região central da cidade. Todavia, nestas mais de cinco décadas, conforme pontua o diretor técnico e operacional, Vitor Giacobbo, a autarquia teve um crescimento muito grande para atender a demanda da população em relação à água e ao esgoto.

Diretor técnico e operacional do Saae, Vitor Giacobbo: “Será uma obra muito importante. A atual sede não comporta mais a demanda do Saae. É um investimento necessário” (Foto: Divulgação)
ATENDIMENTOS
Hoje, o Saae possui 19 poços, três captações, em torno de 20 mil ligações de água, num total de 700 quilômetros de rede, e mais de seis mil ligações de esgoto, com 161 quilômetros já implantados na área urbana. De acordo com Giacobbo, desde 2017 já foram investidos cerca de R$ 4 milhões somente na rede de esgoto. A autarquia também atende 42 linhas com água no interior.
PROBLEMAS ENFRENTADOS
O diretor técnico e operacional diz que, tendo em vista que a atual sede é antiga e está localizada na região central da cidade, diversos problemas de logística são enfrentados. Um deles, segundo Giacobbo, refere-se à garagem dos veículos e maquinários da autarquia, que hoje ficam distribuídos em alguns pontos, como no Parque de Exposições e na sede recreativa do Saae, já que a atual sede não comporta todos os veículos e maquinários. “São mais de 20 veículos que são utilizados pelos funcionários, além de duas retroescavadeiras grandes e duas pequenas e um trator. Precisa-se de um espaço grande para guardar todos”, expõe.
Outro problema enfrentado, conforme Giacobbo, é quanto ao estacionamento dos veículos dos colaboradores. “O Saae possui 76 funcionários e a grande maioria deles vem para o serviço de carro. Estes são deixados nas ruas próximas à sede da autarquia, o que gera reclamação de comerciantes, já que estão tirando as vagas dos clientes”, aponta, acrescentando: “Outro ponto destacado é de que as máquinas e veículos geralmente trabalham em locais com barro e terra. Ao findar os serviços, quando retornam para a sede do Saae, geralmente sujam o asfalto com terra, o que também gera desconforto entre os comerciantes do centro. Além disso, o trânsito também fica prejudicado, pois a entrada e saída de veículos são constantes”.
LICITAÇÃO
A fim de sanar estes problemas de logística, Giacobbo informa que está em fase de licitação o processo que garantirá a construção de uma nova sede operacional. O espaço, de 2,7 mil metros quadrados, cedido pela prefeitura, está localizado próximo à Trans Lambertti, na saída para Curvado.
O local, segundo o diretor, contará com um depósito de mais de 450 metros quadrados, além de um prédio de 900 metros quadrados, que terá uma garagem subterrânea para os veículos, garagem para as máquinas e também escritórios para as equipes que atuam diretamente com água, esgoto, laboratório e equipe de engenharia. “Além disso, também será construído na área um novo reservatório de um milhão de litros de água para atender à demanda da região do Alto da Boa Vista. A atual sede permanecerá com a equipe administrativa, direção e atendimento ao público”, detalha.

Imagem do projeto da nova sede operacional do Saae, que será edificada próximo à Trans Lambertti, na saída para Curvado (Foto: Divulgação)
CONSTRUÇÃO
Conforme edital de licitação, o teto máximo a ser investido na nova sede é de R$ 2,6 milhões, porém, segundo Giacobbo, por se tratar de processo licitatório o valor deve receber uma redução considerável. Nos próximos dias deve ser conhecida a empresa vencedora e o valor total.
A previsão é de que a obra inicie no fim do mês de março, início de abril, com prazo de conclusão de dez meses. “Será uma obra muito importante. A atual sede não comporta mais a demanda do Saae. É um investimento necessário”, enaltece Giacobbo.
Com assessoria