A inauguração da nova sede de O Presente, na última sexta-feira (18), em Marechal Cândido Rondon, não é só um case de sucesso do empreendimento de 28 anos na região Oeste do Paraná, mas também uma referência para todos os impressos, seguindo a constatação há muito adiantada por Leon Tolstoi e repetida várias vezes por Rudolf Murdoch: “fale de sua aldeia e estará falando do mundo”.
Com essa perspectiva é que o jornal cresceu e se adaptou aos novos tempos da internet e da modernidade líquida descrita por Zygmunt Bauman. O jornal tem quatro plataformas: impresso bissemanal, site, jornal e site na versão rural e versão especiais, além de propagar intensamente as matérias e reportagens pelas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, WhatsApp, entre outras).
“Estou muito feliz com a concretização de um sonho antigo e, sem dúvida, também o sonho de todos os nossos colaboradores. Estamos em um ambiente mais confortável e agradável, que permite a criação de novos produtos que estimulem o crescimento de O Presente”, destaca o diretor, jornalista Arno Kunzler.
Segundo ele, uma das maiores necessidades das pessoas é a informação. “Há diversas maneiras e muitas ferramentas que facilitaram o acesso, mas que, ao mesmo tempo, mostram uma mesma notícia de múltiplas formas. É neste momento que O Presente aparece: uma referência, independente da plataforma que usamos para manter o leitor informado. A prioridade é a credibilidade que conquistamos ao longo desses anos”, enaltece.

Diretor de O Presente, jornalista Arno Kunzler: “Apesar da ‘era digital’, ainda existem leitores ávidos pelo jornal impresso e nos especializamos em todos esses anos na produção de reportagens com alta qualidade”. (Foto: Mirely Weirich)
BALIZADORES
Para o diretor, o O Presente e outros veículos de comunicação que superaram a turbulência econômica são balizadores da verdade e respondem a questionamentos levantados até nas redes sociais. “Alguém que recebe uma notícia pelo WhatsApp, lê e questiona se é realmente verdade pode tirar sua dúvida em um site ou um jornal em que acredita e que prima pela verdade”, diz.
O Presente também diversificou seu portfólio de negócios na área de comunicação. “Ao mesmo tempo em que o mercado busca novas formas de consumir informação, nos estruturamos para atender essa demanda. Hoje, o portal de notícias tem mais de um milhão de visualizações/mês e já chegamos a dois milhões”, ressalta.
O jornal impresso, afirma Kunzler, não perdeu o impacto e se apresenta agora com um viés mais político e comercial, e, além disso, continua tendo uma excelente performance de assinantes. “Apesar da ‘era digital’, ainda existem leitores ávidos pelo jornal impresso e nos especializamos em todos esses anos na produção de reportagens com alta qualidade”, enfatiza.
DINAMISMO
O presidente da Associação dos Diários do Interior do Brasil (ADI-BR) e diretor da Tribuna de Cianorte, Jedaías Belga, destaca a importância de novos investimentos no jornalismo e no trato da informação levada aos leitores de O Presente. “O dinamismo de Arno Kunzler, ao investir recursos significativos em uma nova sede para o seu jornal, mostra que ainda há empresários da comunicação dispostos a investir no jornalismo feito para a comunidade onde ele está inserido. O Presente não é apenas uma empresa, mas também uma instituição da região de Marechal Cândido Rondon que acredita no potencial de sua gente e segue ciente da responsabilidade que tem em ser o porta-voz da sua população”, destaca.
A iniciativa de Kunzler, reforça o presidente da ADI-BR, mostra que mesmo num momento de crise no setor de comunicação ainda há espaços para aqueles que acreditam que investir no bom jornalismo é o melhor caminho para superar as adversidades dos novos tempos.
Para o presidente da Associação dos Diários do Interior do Paraná (ADI-PR), Nery José Thomé, mesmo nessa época de fake news, da grande imprensa com cobertura tendenciosa, crise nos grandes jornais impressos do Brasil e fechamento de outras tantas empresas, a inauguração da nova sede de O Presente “é a prova contundente de que o jornalismo regional está mais vivo e forte do que nunca”. “A imprensa regional é o legítimo canal de informações da comunidade. Os elos com cada região são muito fortes”, evidencia.

Presidente da ADI-BR, Jedaías Belga: “O Presente não é apenas uma empresa, mas também uma instituição da região de Marechal Rondon que acredita no potencial de sua gente e segue ciente da responsabilidade que tem em ser o porta-voz da sua população”. (Foto: Divulgação)

Presidente da ADI-PR, Nery José Thomé: “Mesmo nessa época de fake news, da crise nos grandes jornais impressos e fechamento de tantas empresas, a inauguração da nova sede de O Presente é a prova de que o jornalismo regional está mais vivo e forte do que nunca”. (Foto: Divulgação)
FUTURO
“No caso de O Presente, jornal impresso sólido, com muita tradição e que já atua multiplataforma hoje com presença muito forte nas redes sociais. Esta é a tendência do futuro do jornalismo e um exemplo a ser seguido por outras empresas do interior do Paraná, ainda tímidas com as interconexões multiplataformas. A transição do jornal tradicional, impresso, para o portal foi e está sendo implantado com maestria”, elogia Thomé.
O diretor comercial da ADI-BR, Ricardo Takiguti, diz que a trajetória de O Presente representa a realidade do interior mostrada nas páginas dos jornais de médio e pequeno porte. “Estou na ADI há 20 anos e acompanho o crescimento e as mudanças impostas aos jornais do interior. Posso afirmar com segurança que o grande diferencial deste vigor é o hiperlocalismo com relevância. Diariamente imprimimos páginas com notícias locais, valorizamos tudo que faz parte da vida da comunidade. É claro que o noticiário regional/nacional também tem seu espaço, mas não se compara à pauta local”, salienta.

Diretor comercial da ADI-BR, Ricardo Takiguti: “Posso afirmar com segurança que o grande diferencial deste vigor é o hiperlocalismo com relevância. Diariamente imprimimos páginas com notícias locais, valorizamos tudo o que faz parte da vida da comunidade”. (Foto: Divulgação)
JORNALISMO LOCAL APONTA PARA “NOVOS TEMPOS” NO MERCADO DA INFORMAÇÃO
Atualmente, 20 jornais de cidades polos do Paraná são filiados à ADI. Todos têm portais de notícias com amplo acesso e outras plataformas como as redes sociais. “Mas o interior tem uma característica peculiar: o alto índice de leitura do impresso explicado pela rotina mais leve das cidades e pela cobertura do 4G, que ainda deixa a desejar”, pontua o diretor comercial Ricardo Takiguti.
O noticiário produzido pelos jornais da ADI ainda é propagado durante todo o dia pelas emissoras de rádio das cidades. “As emissoras de rádio encontram nos nossos conteúdos notícias relevantes e com credibilidade. Afinal de contas, se saiu no jornal, é verdade. Esta mescla faz com que o jornal do interior esteja muito presente na vida das pessoas em multicanais”, expõe.
Takiguti menciona que o fechamento ou falência de grandes jornais, os chamados jornalões, se deve a um processo de depuração do mercado de comunicação. “Nossa atividade está mudando e buscando acomodação dentro de um novo cenário com grande influência da tecnologia. O táxi virou Uber, mudaram as regras, mas a atividade continua”, comenta.
Mesmo dentro deste contexto, o diretor comercial da ADI-BR afirma que a disponibilidade de divulgação está mais ampla, um reflexo das redes sociais, que têm uma infinidade de opções para divulgar produtos. “Isso é bom para o anunciante, pois muitos que não divulgavam os seus produtos têm a oportunidade de fazê-lo agora com baixo investimento. Isso vai formar os futuros anunciantes dos jornais. Já dizia um dos maiores comunicadores do Brasil, Abelardo Barbosa, o Chacrinha: ‘quem não se comunica, se trumbica’”, finaliza.
Por ADI-PR