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Marechal Aumento de até 70%

Onda de calor faz disparar vendas de ar-condicionado e ventilador

Fotos: O Presente

 

A estação mais quente do ano trouxe temperaturas de tirar o fôlego. Com todo esse forte calor, a saída para muitas pessoas tem sido refrescar suas casas e espaços comerciais. Então, voltam à cena os “queridinhos” do verão: os ventiladores, que passaram o inverno pegando poeira, e os ares-condicionados, que passam a ficar ligados praticamente o dia todo.

Mesmo sendo unanimidade na maioria das casas, ainda é grande a venda de aparelhos climatizadores, ventiladores e semelhantes nessa época do ano. Com isso, foi dada a largada para a corrida às lojas especializadas e de eletrodomésticos em busca de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.

Diante dessa realidade, os comerciantes comemoram os aumentos nas vendas. Nessas últimas semanas de temperaturas elevadas em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, a comercialização desses produtos chegou a aumentar 60% em algumas lojas.

Esse é o caso da loja Romera, que no último mês teve uma média de 40 ares-condicionados e de 120 a 140 ventiladores vendidos. O item mais procurado, apesar de ser o mais caro, é o ar-condicionado, tanto que a loja não possui mais disponível para venda. “A empresa se prepara meses antes de começar a temporada de verão, mas como o último mês foi muito atípico, a saída desses aparelhos foi elevada”, diz o gerente da loja, Marcelo Zanette.

De acordo com ele, devido à recessão enfrentada em 2018 e reduções financeiras por parte da empresa, não foi possível fazer um aporte grande dos produtos, por isso ocasionou a falta. “E quando recorremos às indústrias em dezembro, por exemplo, ninguém mais tinha para entregar, devido principalmente às férias coletivas, por isso ficamos sem estoque nesse mês”, explica.

O estoque de ventiladores foi reposto e mesmo assim as últimas unidades estão sendo vendidas nesta semana. Segundo Zanette, a loja vende de três a quatro ventiladores por dia.

Por conta disso, espera-se que nos próximos dias o produto também falte no estoque. “As vendas maiores são realizadas entre outubro e dezembro. Já a partir de janeiro começam a diminuir”, comenta.

Os ventiladores mais vendidos na loja estão na faixa de preço de R$ 89, enquanto que os ares-condicionados ficam em média na casa dos R$ 1.199.

 

Vendas impressionam

O verão passado foi marcado por muitas chuvas, o que dificultou a negociação desses aparelhos. Agora, no entanto, os lojistas estão recuperando as vendas perdidas. “Estamos impressionados com as vendas de ar-condicionado. No ano passado vendemos muitos ventiladores e nesse ano continua, mas vemos que a grande maioria, em torno de uma média de 40% do público que vem procurar ventiladores, vê os ares-condicionados e acabam comprando, principalmente de forma parcelada”, revela a gerente da Lojas Colombo, Jaqueline Krampe.

De dezembro até agora o crescimento nas vendas de ventiladores e ares-condicionados foi de 38% e 48%, respectivamente.

O parcelamento tem sido a forma de pagamento mais procurada pelos consumidores. “Até mesmo pela questão de orçamento, pois é difícil guardar R$ 2 mil para comprar um ar-condicionado à vista”, expõe Jaqueline.

Conforme a gerente, ter o produto à pronta-entrega na loja define a compra, pois hoje os clientes querem comprar na hora e já fazer a instalação.

Somente entre quinta e sexta-feira da semana passada foram vendidas na loja 18 peças de ar-condicionado. Hoje, em estoque, Jaqueline diz ter apenas 12 peças. “Tenho uma quantidade grande no depósito e temos reposição de mercadoria em loja duas vezes por semana, então toda terça e sexta recebemos produtos”, informa.

 

Perfil do cliente é variado

Segundo Jaqueline, a procura é variada. “Tem gente que quer levar o mais barato e nem se interessa muito pelo restante da linha. Mas tem gente também que leva os nossos modelos mais potentes”, comenta.

Ela menciona que os clientes chegam à loja procurando os aparelhos mais baratos, pedindo sempre por aqueles que estão na promoção, mas se não tiver, eles optam por levar outros modelos. “No geral, hoje o ar-condicionado de 12 mil btus é o que tem maior saída”, revela, emendando que o modelo convencional é sempre o mais procurado. “Mas como não há mais desse tipo no estoque, o modelo inverter tem muita saída. E ele consome 60% menos energia do que um convencional, não pesando na conta de luz no fim do mês”, complementa.

A gerente destaca que nas duas primeiras semanas do mês o fluxo de vendas é maior e diz que hoje a média de vendas de ventiladores, por exemplo, é de 20 aparelhos por dia e de cinco a seis de ar-condicionado. “Mas no final do mês vemos que a saída de ar é muito maior”, pontua.

Produto intermediário entre o ventilador e o ar-condicionado, os climatizadores de ar também são aparelhos muito procurados nessa época. “No ano passado tínhamos uma procura maior por esse aparelho, até porque muitas pessoas acreditavam que o climatizador faria o mesmo trabalho do ar-condicionado, mas hoje sabem que ele serve somente para umidificar o ar. Mesmo assim, a procura existe, mas é menor, sendo mais procurado por idosos e pessoas que possuem problemas respiratórios e crianças”, detalha a gerente da Lojas Colombo.

 

Investimento

Quem vai investir num aparelho de ar-condicionado precisa desembolsar em média R$ 1,6 mil, dependendo do modelo e da capacidade. Algumas lojas ainda indicam um profissional para a instalação do aparelho, que é cobrado à parte. Quem não pretende gastar muito, mas não abre mão do conforto, pode investir em média R$ 130 por um bom ventilador.

Jaqueline enfatiza que os preços não tiveram muita diferença em relação ao ano passado. E a procura maciça explica a falta do produto no mercado. “A expectativa da loja é que até o fim do mês as vendas desses produtos cresçam de 100% a 150% em comparação ao mesmo período do ano passado”, projeta.

 

Conforto x economia

Mesmo com fama de ser um dos vilões na conta de luz, a gerente explica que existem alternativas mais econômicas. “O ar-condicionado certamente vai consumir mais energia que um ventilador. Mas nesse tipo de compra, o consumidor avalia o conforto, pois o ar-condicionado vai garantir uma temperatura muito mais agradável que um ventilador. Mas hoje há a opção de escolher pelos modelos que economizam até 60% de energia, como é o caso do inverter. Para isso, a pessoa terá de desembolsar em torno de 30% a mais em relação ao equipamento comum. A economia posterior, entretanto, vai compensar o investimento”, indica.

Marcelo Zanette, gerente da loja Romera, concorda. “Hoje não é só uma questão de conforto, eu diria que é necessidade, porque uma boa noite de sono vai fazer com que o trabalhador tenha um bom rendimento no trabalho no próximo dia”, diz.

 

Estoques zerados

O gerente da loja Cercar, José Aluísio Gotz, relata que o período de maior procura por aparelhos de ar-condicionado e ventiladores se concentrou entre novembro a dezembro. Hoje, o estoque de ar-condicionado da loja está zerado e a linha de ventilação bastante reduzida.

Apesar desses produtos sempre serem vendidos de forma expressiva nesse período, desta vez o aumento das vendas foi de 20% a 30%. “Esse calor atípico pegou todos de surpresa e a busca por esses aparelhos aumentou assustadoramente”, enaltece o gerente.

Na loja as vendas também foram lideradas pelo ar-condicionado. Entretanto, o ventilador, principalmente o modelo de mesa, de 40 centímetros, vendido na faixa de R$ 199, teve uma saída expressiva. “Tínhamos 300 peças em novembro e hoje não temos mais nenhuma”, revela Gotz.

O gerente acredita que a procura por esses aparelhos continue até fevereiro ou março, mas tudo vai depender do recebimento de mercadorias. “Recebemos três pedidos programados, mas não foi suficiente para abastecer todo o estoque. O verão pegou todo mundo de surpresa”, declara, enfatizando que de 400 peças da linha de ventilação que estavam em oferta, hoje restam apenas 50.

Ele comenta que a maioria dos clientes optam em pagar à vista as compras dos aparelhos de ventilação, já que possuem um valor mais baixo. Já as vendas de ar-condicionado, que têm o valor um pouco mais elevado, são feitas em uma mais quatro parcelas, com preço da etiqueta, ou crediário próprio da loja, em até dez vezes.

Além disso, outro produto que teve suas vendas elevadas na loja foram as piscinas infláveis, principalmente perto do Natal. “Vendemos muitas piscinas de mil e dois mil litros e alguns modelos, inclusive, já estão em falta. As piscinas redondas, de 7 e 8 mil litros, também estão tendo uma saída expressiva”, considera.

 

Apesar de o custo ser maior, ar-condicionado é o item mais buscado pelos consumidores e em muitas lojas o produto já está em falta

 

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